<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186</id><updated>2012-02-16T22:50:12.549Z</updated><title type='text'>Despistagens</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>143</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-4428376882525735373</id><published>2011-06-01T17:05:00.002+01:00</published><updated>2011-06-01T17:05:37.951+01:00</updated><title type='text'>Requiem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passados cerca de 5 anos do seu início, eis que chega o fim. Não vou armar-me em versão actualizada de LaPalisse e dizer uma parvoíce do género de “tudo o que tem um início tem um fim”, por várias razões, sendo a principal das quais a de não acreditar nisso, há para mim coisas que não acabam, mas voltarei a isso mais tarde. O que me interessa neste momento de despedida é mesmo fazer um balanço dos últimos 5 anos, estes que passei na vossa companhia, apesar da minha indisciplinada escrita. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O despistagens nasceu em Aljezur por influência de um colega e Amigo que já habitava a blogosfera. Nasceu para não ser nada de concretamente definido, como escreveu António Gedeão, nasceu para ser um espaço de partilha e, acima de tudo, uma válvula de escape porque sou daqueles que têm grande facilidade em desabafar com um papel. Quem acompanhou desde sempre sabe isto que estou a escrever, nunca houve um rumo claro na condução deste blog. Não foi sobre política nem sobre educação, não foi sobre desporto nem sobre cultura, não foi sobre nada, antes sobre tudo, e ainda acima desse tudo, foi sobre mim e sobre os “meus”. Os “meus”! Não me podia despedir sem dar mais uma prova da minha lendária arrogância. Quem são estes “meus” ? Quem são estas pessoas que mesmo na hora da despedida me reservo ao direito de as tratar com um pronome possessivo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São colegas e companheiros, são alunos e amigos, são paixões e amores. São as pessoas com quem tive a sorte de me cruzar, são criaturas que assinaram a fogo os seus nomes no meu cansado e por vezes martirizado coração, são almas, sonhos e vontades que por existirem ajudaram a fazer de mim quem sou. São pessoas que não pedi para conhecer mas supliquei para não se irem embora, são homens, mulheres, adolescentes e crianças que sem saber, e provavelmente sem querer, deram combustível para continuar esta maravilhosa aventura, que fizeram com que viver não fosse só estar para aqui a gastar oxigénio e produzir dióxido de carbono.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por isso, é por eles(as) que escrevi acima que não concordo que tudo tenha um fim. Este carrossel imaginário que se move sem motor aparente, este puzzle infindável sem imagem para guiar a que chamamos de vida não tem fim. Não é possível falar num ponto final quando nos movemos numa teia de relações, não devemos acreditar que a nossa passagem pela vida dos outros, ou que as suas passagens pela nossa, se esgota num momento, nem que esse momento seja a tão falada morte. A nossa vida não acaba com o nosso último suspiro, as vidas dos nossos não se esvaem ao seu último olhar. Transportamos connosco as experiências que tivemos com os outros mesmo depois do seu desaparecimento físico, os outros terão consigo os momentos que lhes proporcionámos, as coisas que lhes ensinámos, os sentimentos que partilhámos e até os sonhos que não cumprimos. Assim será o despistagens, espero. Uma assinatura minha, é verdade, mas também vossa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nestes 5 anos troquei Aljezur por Olhão, uma sala de aula por um gabinete na DREALG, uma casinha na praia de Monte Clérigo por um apartamento em Olhão, uma junta de freguesia por uma assembleia municipal. Passei por uma paixão, uma aventura, um amor e algo de muito forte que ainda não consegui descrever nem a mim próprio. Tive altos e baixos, dei a segunda maior queda de sempre em Junho do ano passado e levantei-me com uma força que não conhecia desde os tempos da Universidade. A partir de Setembro último entrei numa fase tão positiva e tão segura que nem os últimos dois meses ameaçaram. Nestes 5 anos vivi momentos extraordinários e outros que nunca vou saber como aguentei, mas continuo. Continuarei sempre. Sei-o porque sei que com todos os meus defeitos sou das pessoas que marcam a vida dos outros, sei-o porque não tenho dúvidas que apesar das minhas contradições como ser humano, a minha atitude para com as pessoas de quem gosto consegue marcar diferença, mesmo quando não o reconhecem na hora, mesmo quando tentam escondê-lo ou desvalorizá-lo. Continuo exponencialmente optimista, raramente deixo de encontrar a saída airosa para uma situação complicada. Ainda não perdi, nem a capacidade de amar, nem a capacidade de fazer outras(os) sentirem-se amadas(os), não desisti nem desistirei de encontrar uma simples mortal a quem possa levar o resto da vida a fazê-la sentir-se como uma Deusa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fundo é isto. Parece complicado mas é de uma simplicidade aterradora. No fundo o que quero escrever nesta despedida é que faço questão que as pessoas que me ensinaram a sonhar saibam que ainda não desisti de o fazer. Quero ainda dizer-vos que são capazes. Não sei de quê, mas são. Vocês são capazes de tudo. Eu e vocês, todos nós temos em nós próprios as forças necessárias para vencer as adversidades, mas também temos em nós os medos e as indefinições que nos fazem perder e nos fazem sofrer. Podemos acusar a vida, podemo-nos queixar de azares ou de atitudes de outros mas em última análise somos os últimos e únicos responsáveis pelas decisões que tomamos. Quando nos sujeitamos ao que nos faz mal, é de forma voluntária que o fazemos, quando encontramos segurança numa situação conhecida que nos magoa em vez de arriscarmos o mundo novo que o desconhecido oferece, estamos a trocar a expectativa de uma viagem pela certeza de uma fateixa. Quando paramos para fazer o balanço, temos uma e única questão para responder: “Sou feliz”?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terminando este testamento, é apenas isso que vos quero deixar. São felizes? Se são, parabéns, eu um dia também serei. Se não são, por amor da santa, façam-se. Façam-se felizes, confiem em quem vos quer fazer felizes, sem contudo prometer mundos e fundos, esforcem-se para que as pessoas que se cruzam convosco vão para casa mais felizes do que estavam antes de se terem cruzado convosco. Não se amarrem com medo do desconhecido, não se furtem a viver o que a vida vos oferece, perdoem os pequenos erros que todos cometemos mas desconfiem de quem vos magoa deliberadamente e depois vos afoga com lágrimas de crocodilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É tudo muito fácil, acreditem. Eu não sou nada de especial e muitas vezes consigo, vocês também podem conseguir. Obrigado pela vossa companhia e pela vossa presença. Até sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Façam-me um favor, sejam felizes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-4428376882525735373?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/4428376882525735373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=4428376882525735373' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4428376882525735373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4428376882525735373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2011/06/requiem.html' title='Requiem'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-2594865875951178220</id><published>2011-04-14T01:32:00.000+01:00</published><updated>2011-04-14T01:32:04.160+01:00</updated><title type='text'>Encruzilhada</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Contrariamente ao que seria de prever, foi completamente imprevisível. Os caminhos divergentes convergiram na circunstância menos natural e mais inesperada possível. Encontraram-se, apenas para se afastarem. Seguiram separados sem se perder de vista, continuaram juntos em direcções diferentes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não foi fácil, não era suposto ser. Um sabia para onde ir, apesar de não ter bem a certeza como, a outra ainda não se tinha reencontrado, porque o sofrimento tem o condão de avariar todas as bússolas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um dia os olhares beijaram-se, pouco tempo depois os corações abraçaram-se e foi poucos momentos antes da entrega esfomeada dos seus corpos que o som da inevitabilidade se fez sentir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hoje é fácil olhar para trás. É incrivelmente simples entender cada um dos nossos erros como uma peça de um puzzle que montámos sem a imagem original para nos orientar. Hoje, e ainda bem para nós, podemos facilmente reproduzir palavras ditas como se fossem citações de filmes, porque o nosso filme acabou por ser um sucesso contrariamente às expectativas iniciais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Trilhámos um caminho por cartografar, desenhámos vontades em batidas do coração, esculpi o teu rosto em nuvens e pintaste a minha dedicação em todas as pedras da calçada que pisámos quando caminhámos em direcção ao infinito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Juntos fomos muito melhor do que separados. Aprendemos a conhecer, respeitar e viver os limites de cada um. Sofremos por não ser capazes de amar tanto como a nossa vontade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Guiei-te quando não sabias o rumo, seguraste-me sempre que passei cheques de vontade que a minha capacidade não foi capaz de pagar. Travámos batalhas e vencemos guerras, desafiámos o impossível e destruímos todas as probabilidades adversas que nos foram impostas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Insistimos quando era razoável desistir, amámos quando era provável odiar, vivemos quando era possível fenecer, lutámos quando era necessário render. Fomos e somos mais do que dois, o que criámos e construímos nunca poderia ser obra de simples mortais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tudo o que o mundo tinha para nos jogar à cara, jogou, tudo o que podia correr mal, correu, mas nada disso foi suficiente. Sempre soubeste que comigo estavas segura, que comigo serias protegida, que ao meu lado não existiria sombra de ausência, de traição ou de abandono. Eu, pelo meu lado sempre tive a certeza que um sorriso teu seria a minha redenção, que uma palavra seria um bálsamo, que aninhado ao teu corpo voltaria a ser invencível, fosse o que fosse que a vida me jogasse às trombas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Foi por tudo isto que vencemos onde muitos falharam, foi por causa disto que nos tornámos símbolos, estátuas, monumentos de coisas com que todos sonham e poucos têm a coragem de verdadeiramente perseguir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;PS – Este texto será escrito daqui a 20 anos como comemoração de algo que acontecerá daqui a uns meses. Estou em pulgas para ver a tua reacção. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-2594865875951178220?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/2594865875951178220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=2594865875951178220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2594865875951178220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2594865875951178220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2011/04/encruzilhada.html' title='Encruzilhada'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3544880399989456604</id><published>2011-04-11T15:11:00.002+01:00</published><updated>2011-04-11T15:11:57.029+01:00</updated><title type='text'>Bruxaria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste dia, em 1775, ocorreu na Alemanha a última execução de uma mulher acusada de bruxaria. As perseguições a mulheres sob esta acusação, levadas a cabo pela igreja, ou com a conivência desta, foram dos crimes mais bárbaros da história da humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como se não bastasse o ridículo da acusação, e a estupidez das penas aplicadas, há em todo este contexto algo que me choca verdadeiramente. Um dos grupos de mulheres consideradas naturalmente “bruxas” eram as ruivas, por causa da sua cor de cabelo. Nunca se vai saber a quantidade de ruivas que foram queimadas sem justificação, no entanto, a eliminação física dessas mulheres, a esmagadora maioria das quais em idade fértil foi para mim uma das situações mais hediondas de sempre, porque impediu a propagação dos genes responsáveis pela mais bela de todas as cores de cabelo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há erros que se pagam caro !&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3544880399989456604?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3544880399989456604/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3544880399989456604' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3544880399989456604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3544880399989456604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2011/04/bruxaria.html' title='Bruxaria'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3272156937389328297</id><published>2011-04-11T14:04:00.000+01:00</published><updated>2011-04-11T14:04:18.890+01:00</updated><title type='text'>Diálogo estranho</title><content type='html'>Ele - "Então posso concluir que estás apaixonado"?&lt;br /&gt;Eu - "Podes concluir o que quiseres".&lt;br /&gt;Ele - "E achas que vai correr bem"?&lt;br /&gt;Eu - "As hipóteses de nos juntarmos são muito baixas. Se nos juntarmos, as hipóteses de a coisa correr bem são extraordinariamente altas".&lt;br /&gt;Ele - "Então o quê que vais fazer"?&lt;br /&gt;Eu - "O mesmo de sempre".&lt;br /&gt;Ele - "Porquê"?&lt;br /&gt;Eu - "Porque estou certo. As always".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3272156937389328297?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3272156937389328297/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3272156937389328297' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3272156937389328297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3272156937389328297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2011/04/dialogo-estranho.html' title='Diálogo estranho'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-2621486583250369729</id><published>2011-04-11T11:47:00.002+01:00</published><updated>2011-04-11T12:12:59.301+01:00</updated><title type='text'>Fernando Nobre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordo hoje com o Facebook inundado de comentários escandalizados pela opção de Fernando Nobre de aceitar, como segunda escolha, ser o cabeça de lista do PSD pelo círculo eleitoral de Lisboa. Em relação ao tema, tenho obviamente algo a dizer, apenas duas coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em primeiro lugar, Nobre tomou a decisão de concorrer a um cargo político em nome de um partido. Não vejo nada de ilegal, indecente ou imoral nisso e, considero que a onde de ataques que está a ser alvo, apenas mais um episódio na já longa resma de&amp;nbsp;ofensivas populistas e abjectas contra os que escolhem os partidos para fazer ouvir a sua voz. Cada vez falta menos para pedirem a ilegalização dos mesmos, não percebendo esses iluminados, que a Democracia pode ser melhor se não depender só dos partidos, mas sem partidos não há Democracia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em segundo lugar, deixem-me dizer que Nobre só enganou quem quis ser enganado. Fui um dos seus potenciais eleitores até ele começar a falar diariamente, e cedo percebi o que ali vinha. Quem se sente defraudado foi porque acreditou que toda aquela verborreia apartidária/anti-partidária não era apenas um pedido de colo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse é o vosso drama. Querem tanto a destruição do sistema político-partidário que seguem o primeiro tipo que vos aparece à frente a prometer uma vida bela e própera sem a canalha partidária. Depois apanham pela frente o que eles verdadeiramente são, ambiciosos, com poucos escrúpulos e que usam o populismo para evitar os mecanismos de selecção que, nem sempre funcionando bem, os partidos aplicam aos seus militantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A história repete-se, primeiro como tragédia, depois como farsa" e quem não compreendeu o que lhe aconteceu no passado, estará condenado a repeti-lo. Deixo-vos estas citações, na expectativa de ver quem será o próximo príncipe encantado montado num cavalo branco que vão seguir na sua cruzada para acabar com os partidos enquanto espera ser canonizado. O último que conseguiu usava um par de botas e atrasou o país 48 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PS - Obrigado Joana. Foste a primeira a avisar-me.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-2621486583250369729?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/2621486583250369729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=2621486583250369729' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2621486583250369729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2621486583250369729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2011/04/fernando-nobre.html' title='Fernando Nobre'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-8855651362407948921</id><published>2010-12-26T14:06:00.000Z</published><updated>2010-12-26T14:06:25.474Z</updated><title type='text'>Bracara Augusta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1h50. Depois de uns metros de travagem, o comboio pára. Abrem-se as portas, um frio medonho rasga-me os poros já adormecidos pelo sono.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rezam as lendas, acompanhadas por alguns factos clínicos, que um dos sintomas frequentes da hipotermia é o adormecimento. Como se o frio servido em excesso fosse desligando um por um todos os nossos interruptores até que a morte avance lenta e inexorável para nos libertar. Acredito que seja verdade se bem que este frio Bracarense é tórrido e não glacial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bastou pôr os pés fora da estação. Bastou inspirar fundo. Bastou fechar os olhos. Estou de volta a um local de onde nunca verdadeiramente saí, mas tive a sorte de me afastar. Assim todos os reencontros são mágicos e toda a ausência quase insuportável. Faz parte da condição humana valorizar o que se perdeu, o que fugiu, o que não se tentou conquistar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;9h30. Depois de um banho debaixo de um chuveiro a expelir água à temperatura do magma, estou pronto. Estou em Nogueira, tenho o centro de Braga numa direcção e a casa do Miguel em Escudeiros, na direcção oposta. Sigo para Escudeiros. São uns 8 ou 9 km que não me incomodam nada. O frio já nem sequer merece o estatuto de incógnita nesta equação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Andar a pé por estes lados é como embarcar numa viagem ao passado. Andei, corri e palmilhei todas as estradinhas deste concelho, e mais do que muitas vezes. Há mais uma estrada aqui, mais um viaduto acolá, mas o essencial mantém-se imutável. Esta terra continua cheia de Minhotos, abençoados sejam. Pela sua simpatia, pela forma como sorriem e cumprimentam quem não conhecem, nem querem conhecer. Abençoados sejam pelos sorrisos que são tão quentes como o frio que os cerca, abençoados sejam por conseguirem manter as casas sempre abertas para o próximo e o distante. Abençoados sejam pelo seu sotaque maravilhoso que devia ser património da Humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vir a Braga no inverno é ter uma aula prática de como o calor humano é sempre mais forte do que o frio atmosférico. Vir a Braga no inverno é inverter a vasoconstrição que nos arroxeia a pele à custa da dilatação do coração que às vezes parece querer rebentar quando se encontra um rosto conhecido, um local onde se foi feliz, uma pedra onde se sentou, riu, chorou ou viveu. Esta cidade está inundada de memórias que vão de menos infinito a mais infinito. Esta cidade onde passei mais do que sei explicar mas muito menos do que ainda quero viver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na noite de 29 para 30 de Setembro de 1992 vim de comboio a caminho de Braga para me matricular na Universidade do Minho. Na altura deixei tudo e todos para trás e pensei algo como "vou ali tirar um curso e já volto para casa". Nunca teria adivinhado na altura que me estava a dirigir a tudo o que uma casa deveria ser.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-8855651362407948921?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/8855651362407948921/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=8855651362407948921' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8855651362407948921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8855651362407948921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/12/bracara-augusta.html' title='Bracara Augusta'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-6109007814919182135</id><published>2010-12-07T14:38:00.001Z</published><updated>2010-12-07T14:54:05.163Z</updated><title type='text'>Pisei-te</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi tornado público o relatório Pisa 2009 elaborado pela agência governamental OCDE. De acordo com o relatoriado, Portugal “registou uma evolução impressionante nos resultados da avaliação de alunos” tendo sido dito que "O que é mais interessante nos resultados de Portugal é que o salto foi conseguido sem sacrificar o equilíbrio dos diferentes níveis de alunos. Não houve declínio no topo para se conseguir a melhoria na base". Como podem calcular, o delírio não fica por aqui, tendo mesmo os jograis que escreveram esta ode, dito que a melhoria de resultados "pode ser explicada em primeiro lugar pelas políticas seguidas nos últimos anos”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já estou a imaginar o que se seguirá. Falanges de virgens vestais à desgarrada com cardumes de Ulíssicas sereias a protestarem contra as conclusões de tão ignóbeis analfabetos. Regimentos de professores martirizados na cruz da avaliação incipiente a que foram condenados, a explicar os seus argumentos tautológicos, redundantes e repetitivos, segundo os quais estes resultados não passam de uma batota administrativa imposta por terroristas ministeriais que atacaram ao volante de aviões de papel as torres do rigor e da exigência no ensino. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como era bom que Proust estivesse errado e que o tempo que passou não estivesse de facto passado. Como era bom o antigamente em que se podia defender a universalização da entrada no sistema de ensino mas o elitismo na saída do mesmo. Como era bom que a escola se abrisse à sociedade mas barrasse a entrada da sociedade nela própria como um falo violador da sua pureza original.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há, quanto a mim, duas formas de encarar o ensino, o ensino democrático e o ensino elitista. Podemos organizar o sistema de ensino para formar os melhores dos melhores perdendo muitos pelo caminho como se fossem “baixas de guerra” ou “danos colaterais”. É uma opção que considero tão errada como a rigidez do losango de meio campo do Paulo Bento. A aposta nesta estratégia de elite, defendida por muita gente de esquerda ideologicamente asséptica, recusa-se a compreender que é impossível exigir o mesmo a todos os alunos, recusa-se a aceitar que é errado formatar todas as crianças pela mesma bitola e, se ainda aplicada, faria das escolas tubos de ensaio cheios de caos colocados num vórtex. Há outra forma de olhar para as coisas, há uma forma de tentar levar o sistema de ensino às reais necessidades dos alunos. É uma maneira muito mais difícil de agir, é uma estratégia tão directa como o traçado do IP5 mas certamente mais justa para as crianças, sim porque por escandalosamente real que seja, é para elas que tem que estar vocacionado qualquer sistema de ensino. Nesta forma democrática de ver a escola tem que ser assumido que nem todos os alunos querem ser médicos ou engenheiros, nesta forma de ver as coisas tem que ser aceite que muitas das crianças nem sequer na escola querem estar, mas, a escola tem que dar resposta ao maior número possível delas. Esta forma de ver o ensino obriga-nos a apostar no ensino profissional para tentar&amp;nbsp;recuperar de um crime com mais de 30 anos que foi o encerramento das antigas escolas comerciais e industriais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diversificando o leque de ofertas aos nossos alunos, aumentando&amp;nbsp;o número de cursos&amp;nbsp;profissionais, destruindo o mito igualitário que imperou demasiado tempo, poderemos ter uma escola realmente universal, inclusiva e democrática, isto é, na minha opinião, tão certo como o quadrado da hipertenusa ser igual à soma dos quadrados dos badamecos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devêmo-lo a todos. Aos pais que se interessam e participam, aos professores que dão o litro, a tonelada e o quilómetro, aos alunos que se esforçam. Devêmo-lo ainda a todos os Portugueses, já que foi o dinheiro dos seus impostos que em 15 anos pagou a explosão que houve no número de bibliotecas escolares, que apetrechou laboratórios, construiu pavilhões desportivos e que foi investido na maior revolução tecnológica vista em qualquer sistema de ensino europeu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-6109007814919182135?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/6109007814919182135/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=6109007814919182135' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6109007814919182135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6109007814919182135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/12/pisei-te.html' title='Pisei-te'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-7269145751932468471</id><published>2010-11-12T11:09:00.002Z</published><updated>2010-11-12T11:09:21.725Z</updated><title type='text'>Abaixo assinado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Venho por este meio manifestar a minha total e absoluta solidariedade para com os Juízes do nosso país, no que respeita à decisão de deixar de atribuir o subsídio de residência de 600 euros, tendo o mesmo passado a ser incluído no seu vencimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meu ponto de vista esta medida é brutalmente lesiva da dignidade pessoal, profissional, cooperativa e gramatical dos mesmos, já para não dizer que é selvaticamente discriminatória. Neste sentido, venho por este meio exigir ao Governo que trate todos os Portugueses da mesma maneira para que uns não se sintam perseguidos ao contrário dos outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caso existam Portugueses que se oponham ao facto de passar a receber, incluído no seu salário, os 600 euros do antigo subsídio de residência que nunca tiveram, manifesto a minha disponibilidade para ser sacrificado sozinho no altar da justiça fiscal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respeitosamente&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sérgio Nicolae&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-7269145751932468471?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/7269145751932468471/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=7269145751932468471' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/7269145751932468471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/7269145751932468471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/11/abaixo-assinado.html' title='Abaixo assinado'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-6673174802703799937</id><published>2010-11-11T15:22:00.003Z</published><updated>2010-11-11T15:28:18.864Z</updated><title type='text'>Diário - 11 de Novembro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1215 um concílio decretou a doutrina da transsubstanciação, o que traduzindo quer dizer o processo através do qual o pão e o vinho são convertidos na carne e no sangue de cristo. Muitos anos mais tarde Embden e Meyerhof descobriram finalmente todos os passos do processo através do qual o pão e o vinho são produzidos, para os leigos, a Fermentação. Mais uma vez a religião precedeu a ciência e a ciência corrigiu a religião.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No ano de 1889 Washington, depois de General, Presidente e Capital, foi admitido como Estado integrante dos Estados Unidos da América numa acumulação de funções sem precedentes na história do país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1918 viu o dia 11 de Novembro marcar dois acontecimentos importantes. Foi o dia de independência da Polónia e foi o dia em que se assinou o armistício que conduziu ao final da 1ª guerra mundial. Como todos sabem, o final da 1ª guerra mundial deu origem não a um tratado de paz mas a uma declaração de guerra contra os já vencidos. 27 anos depois existiam cerca de 55 milhões de pessoas que gostariam que isso não tivesse acontecido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1926 foi aberta a estrada que mais quero percorrer na vida. É a mítica estrada 66 que liga as duas costas americanas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para finalizar, em 1975 foi neste dia que o país que me viu nascer celebrou a sua independência. Nessa altura já estava muito longe de Angola, num apartamento perto de Oeiras e não há registos familiares que confirmem que eu tenha feito algo de diferente do normal. O mais provável é mesmo que tenha festejado a data mamando, borrando-me todo e dormindo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-6673174802703799937?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/6673174802703799937/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=6673174802703799937' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6673174802703799937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6673174802703799937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/11/diario-11-de-novembro.html' title='Diário - 11 de Novembro'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-993206052333220233</id><published>2010-11-08T13:51:00.001Z</published><updated>2010-11-08T13:53:18.239Z</updated><title type='text'>Enxovalho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É assim amiguinhos(as). Há dias lixados e ontem foi um deles (futebolisticamente falando porque de resto foi um dia maravilhoso).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu Benfica foi enxovalhado sem apelo nem agravo, e ainda por cima às mãos do seu principal rival. Não tenho por hábito inventar desculpas, não tenho como forma de vida o atirar para cima de terceiros responsabilidades que não lhes cabem. Não serei visto a fazer o papel que muitos fizeram o ano passado, enterrando em túneis ocultos a explicação para uma época soberba da minha equipa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Benfica este ano está inseguro, triste, vazio de ideias e sem a alma que teve o ano passado. Ao invés, o Porto espalha classe e crença pelos campos, inunda a sua vontade de jogar e ganhar, apaixona os seus adeptos, e todos os adeptos de bom futebol. Sinto-me no sétimo círculo do inferno porque vejo os meus rivais a fazerem o que a minha equipa fez o ano passado. Venceram, venceram bem e mereceram o resultado dilatado que construíram. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dói, mas a realidade não se satisfaz nem se altera com desculpas. Parabéns ao Porto, parabéns a todos os portistas, excepção óbvia à escumalha nojenta que conseguiu iludir três milhões de anos de evolução e teima em cada batimento cardíaco&amp;nbsp;em nos recordar que não consegue existir de forma saudável fora de uma jaula.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje é outro dia, e apesar da desilusão, sou Benfiquista e assumo-o com orgulho. Quem não é capaz de manter a cabeça erguida na hora da derrota, não merece tê-la levantada na hora da vitória.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-993206052333220233?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/993206052333220233/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=993206052333220233' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/993206052333220233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/993206052333220233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/11/enxovalho.html' title='Enxovalho'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-6062029890278151529</id><published>2010-10-22T14:00:00.001+01:00</published><updated>2010-10-22T14:04:24.946+01:00</updated><title type='text'>Diário - 22 de Outubro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história de Portugal presenteou-nos com muitos erros, alguns dos quais trágicos. Um desses erros trágicos foi corrigido em 22 de Outubro de 1383. A saber, o erro trágico foi o nascimento de um puto chorão e merdoso que viria a ser um rei chorão e merdoso chamado D Fernando. D Fernando ficou para a história como “o Belo” o que indica, ou um profundo sarcasmo, ou que os conceitos de beleza na altura assentavam em algo como “tem os membros proporcionados (as partes fodengas não contam), não é disforme, sabe andar e a cara não assusta tanto como o hálito”. De qualquer maneira este artolas chegou ao trono e espatifou completamente as finanças que estavam num excelente estado depois do pai, do avô e do bisavô, que, quando não andaram à bordoada uns com os outros, recuperaram este país de centenas de anos de guerra constante. Este palerma decidiu invadir Castela, fê-lo por três vezes e das três voltou com a extensão posterior da coluna vertebral de muitos vertebrados, situada em posição dorsal em relação ao ânus, entre os membros locomotores posteriores. No final do cortejo abjecto de parvoíces que foi o seu reinado, ainda deixou uma filha miúda casada com um rei Castelhano graúdo, (a pedofilia era permitida em casas reais) uma viúva devassa a devassar um conde que se escondia em guardafatos e um reino num estado mais caótico que os trabalhos de casa de contabilidade pública do Teixeira dos Santos. A sua morte, há quem diga que foi de peste mas eu aposto que foi de sarna, deu origem a uma das maiores crises da nossa história, que culminou numa das nossas maiores vitórias de sempre. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos anos mais tarde, já no século XX, foi neste dia em 1934 que o FBI matou um famoso ladrão de bancos, o Pretty Boy Floyd. O seu irmão gay&amp;nbsp;de nome Pink Floyd sobreviveu e inspirou a criação de um dos melhores grupos de música de todos os tempos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1975 foi a vez da expedição soviética não tripulada, Venera 9, ter aterrado em Vénus. A expedição não foi tripulada por medo que os tripulantes desertassem, e, também, …. adivinharam, por medo das doenças venéreas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para terminar, foi neste dia que Maurice Pappon, um ex oficial da França de Vichy (governo provisório no sul de França que tinha como passatempo favorito beijar o rabo aos nazis) foi preso por crimes contra a humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E amanhã há mais !&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-6062029890278151529?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/6062029890278151529/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=6062029890278151529' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6062029890278151529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6062029890278151529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/10/diario-22-de-outubro.html' title='Diário - 22 de Outubro'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3068829960918034556</id><published>2010-10-21T14:03:00.002+01:00</published><updated>2010-10-21T14:03:36.597+01:00</updated><title type='text'>21 de Outubro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje acordei virado para a História. Tenho dias assim, o quê que querem que eu faça ?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;21 de Outubro foi um dia importante na História pelos mais variados motivos. Em 1096 aquela que ficou conhecida pela “cruzada popular”, que não foi mais que um exército de pedintes religiosamente fanatizados liderada pelo Pedro, o Eremita (nada a ver com a carta do Tarot) apanhou com um exército turco pela frente e atravessou o rio mitológico que separa este mundo do outro. Mais tarde, em 1512 Martin Lutero entrou numa faculdade de Teologia qualquer. Um dia escreveria as “95 Teses contra as indulgências”, livro que deu origem à Reforma. A sua tentativa de reformar o regabofe em que se tinha tornado a igreja católica deu origem a uma orgia de violência e de sangue, onde a guerra dos 30 anos foi o mais aterrador exemplo. O que começou como uma preocupação ambiental (reformar o Vaticano) acabou como inovação culinária (o arroz de cabidela). Oito anos mais tarde um Português emigrado que daria o nome a um computador dobrou o extremo sul do continente americano, tendo dado a esse estreito o nome, adivinhem de quê … exacto, de um computador. Para os leigos, estou a falar do Magalhães.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito tempo depois, neste mesmo dia em 1805, uma frota Inglesa liderada pelo Almirante Nélson ensinou técnicas pioneiras de mergulho subaquático a uma frota combinada de Espanhóis e Franceses. As técnicas foram tão pioneiras que no início do sec XX ainda houve quem as aplicasse, como no caso do Titanic. Entretanto, os Ingleses ficaram tão contentes com o resultado que decidiram enfiar o tal Almirante em cima de uma coluna numa das principais praças de Londres. E há quem diga que os homens do mar não têm uma vida dura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 21 de Outubro de 1854 uma Senhora chamada Florence Nightingale decidiu levar 38 enfermeiras para a guerra da Crimeia. Criou os primeiros hospitais de campanha dos tempos modernos e conquistou o seu lugar como uma das grandes mulheres da História, isto na minha opinião. O que foi mais fantástico em toda esta questão, e apesar de incompreensível para muitas políticas da nossa praça, é que o fez sem que tivesse sido necessária qualquer Lei das cotas ou da paridade, e sem apoio de nenhum Ministério para a Igualdade de Género. Fantástico Mike !!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1879 Edison conseguiu que um filamento de carbono estivesse aceso durante 13 horas e meia, e, já que falamos de luz, em 1921 o Presidente Americano Warren Harding fez pela primeira vez um discurso a criticar os linchamentos de negros no sul dos Estados Unidos. É verdade, 56 anos depois de uma guerra civil que teve como resultado a libertação dos escravos e a sua assumpção na constituição como cidadãos de pleno direito, alguém se revoltou em público e disse algo como “epá, não linchem os pretos”. Custou mas foi. Em 1944 ocorreu o primeiro ataque de kamikazes. Segundo se sabe foram sindicalistas em protesto pelo regime de avaliação que estava a ser introduzido na força aérea nipónica. Infelizmente este facto nunca foi provado porque os intervenientes morreram urrando histericamente algo como “Seravali Adu Saikaro” que se traduz como “antes morto que avaliado”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pronto, foi assim o dia 21 de Outubro. Termino porque até mesmo eu tenho um certo limite para a quantidade de disparates que escrevo de uma só vez. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3068829960918034556?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3068829960918034556/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3068829960918034556' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3068829960918034556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3068829960918034556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/10/21-de-outubro.html' title='21 de Outubro'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3531933172051843769</id><published>2010-09-27T18:10:00.002+01:00</published><updated>2010-09-27T18:10:52.378+01:00</updated><title type='text'>Ressaca III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São 9 horas. Está com numa postura vertical de fazer inveja a qualquer linha recta. Pasta preta entre ambos os pés, óculos escuros, jornal de negócios aberto. Veste um fato listado, preta a cor principal, azuis as linhas, gravata algures entre o azul e o turquesa. Postura clássica de executivo, ainda não deve ter 30 anos mas esforça-se para parecer ter 40. Pode ser vendedor ou gestor, economista ou advogado. É daqueles para quem a imagem vale muito, vale pelo menos a primeira impressão e esforça-se para que essa primeira impressão seja intimidatória. Se não fosse o facto de, de dois em dois minutos, olhar para todos os lados, fiscalizar se o brilho impecável da graxa dos seus sapatos ainda se mantém, passar a mão pelo cabelo para o ajeitar, era impossível perceber a sua insegurança quase perfeitamente mascarada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;9 horas e 32 minutos. Sapatilhas sem atacadores e tão gastas que só a imaginação nos leva a crer que alguma vez tiveram alguma característica cromática. Calças de ganga ou a imitar o gasto, ou então gastas para além de qualquer prazo de validade, situadas bem abaixo do rabo, o que lhe permite mostrar os boxers puxados para cima até ao umbigo. Casaco camuflado, T-shirt do che guevara, cabelo desgrenhado com aspecto mais oleoso que um big Mac em hora de ponta. Cara redonda mas não rechonchuda, impossível de reconhecer traços originais por detrás das diferentes gerações de rebeldia acniana que o transformaram numa aula prática de cubismo. Desloca-se como quem não quer saber de onde vem nem para onde vai. Não pertence ao mundo e o mundo não lhe pertence, aliás, não há mundo, pelo menos um mundo em que se sinta. Escarra para o chão com a mesma Homérica indiferença com que pontapeia duas latas de cerveja que encontra no caminho espalhando a sua atitude de QSF (quer dizer “que sa foda” mas é óbvio que não escreverei coisas dessas no meu blog).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;12 horas e 45 minutos. Desce na escada rolante com uma postura esfíngica, olhar em frente para o vazio do destino, corpo hirto e imperturbável. Sabe que não vale a pena olhar à volta, sabe que é ela que tem que ser contemplada, ela, obra prima da criação, costela elevada à divindade. É mais alta do que a média, tem uns cabelos aloirados ondulantes que se espalham pelos ombros como guarda de honra de um pescoço mais comprido que o normal. Top preto suficientemente pequeno para mostrar quanto baste para despertar o desejo de sonhar com o resto, calças quatro números abaixo do normal de forma a não criar qualquer ruído que nos impeça de perceber que as curvas do seu corpo foram esculpidas por poetas. Não é humana, pelo menos não como defino a humanidade. Carrega em si em potência o drama dos que gostam de se ver acima dos outros. Mais cedo ou mais tarde os outros fazem-lhes a vontade e chutam-nos para fora deste círculo em que só os imperfeitos convivem, porque a perfeição é como a fruta em calda, na quantidade suficiente sabe bem, no exagero enoja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;12 horas e 54 minutos. Baixa, magra, cabelo preto apanhado numa trança até metade das costas. Não anda, saltita suavemente como quem acha a força da gravidade uma perda de tempo. Tem uma mala à tiracolo e o telemóvel numa mão, sorri. Nada do que se passa à sua volta importuna a sua caminhada mas a sua caminhada deixa um rasto de cor e de som que até nas pedras da calçada se entranha. Se existisse uma escala de evolução para aplicar às mulheres, ela estava no topo. Pertence à classe de mulheres que são amadas e sabem-no, não há ser mais perfeito na criação ou evolução. Vê-se pela forma como sorri, identifica-se pelo tom em que fala, adivinha-se na suave dança dos seus movimentos. Nisso elas são diferentes de nós, e ainda bem. Uma mulher amada é uma ode triunfal, uma sinfonia de felicidade e uma luz que ilumina, aquece e não se esgota. Infelizmente tenho-me cruzado com poucas nos últimos tempos, mas esta é claramente uma delas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por esta altura devem estar a perguntar que raio de relatos são estes, é muito simples e passo a explicar. O que estas quatro pessoas têm em comum é que se cruzaram comigo hoje, estavam todas elas a fumar um cigarro e só me apeteceu, independentemente do sexo, idade ou aspecto, beijá-las na boca e sugar-lhes todo o ar dos pulmões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é a medida do meu desespero !&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3531933172051843769?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3531933172051843769/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3531933172051843769' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3531933172051843769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3531933172051843769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/09/ressaca-iii.html' title='Ressaca III'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3138742196721693381</id><published>2010-09-17T10:23:00.002+01:00</published><updated>2010-09-17T10:23:45.870+01:00</updated><title type='text'>Ressaca II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;48 horas. Agora sim isto começa a doer. Ontem à noite fechei-me em casa assim que consegui. Pela primeira vez soube que se passasse por algum local com cigarros comprava e fumava um maço inteiro nuns 15/20 minutos. Fechadinho e com um livro nas mãos a coisa compôs-se um pouco, apesar de precisar de 4 ou 5 repetições para entender o sentido das frases. O maior problema começa a ser exactamente esse, a realidade deixou de ser algo sólido e palpável e passou a ser uma imagem difusa que me passa à frente dos olhos como uma névoa, ou uma baforada de fumo de tabaco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta noite adormeci lá pelas 5h00, se já tenho por hábito adormecer tarde, a falta da droga parece estar a piorar a situação. Acordei quando o despertador me mandou acordar e, surpresa agradável, não sinto a garganta tão miserável como de costume e lavar os dentes deixou de ser uma emergência imediata e passou a poder esperar por umas boas espreguiçadelas, isto porque sinto o hálito bem menos tóxico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Felizmente ainda só tive acessos de mau feitio e não houve nenhuma verdadeira explosão, apesar de saber que elas vão acontecer, já me foram enviadas pelo correio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando estudava Ecologia lembro-me vagamente de falar num conceito do género de “espécies dominantes” que eram espécies cuja acção influenciava todo o Ecossistema. Pois bem, nós também temos hábitos dominantes, ou vícios dominantes, como quiserem. O tabaco comigo é/era um deles. Olhando e revendo o meu dia-a-dia noto claramente que o acto de puxar de um cigarro era não só estrutural como estruturante. Em cada um dos momentos da minha rotina diária sinto que falta alguma coisa, que algo está incompleto, que o encadeamento deixou de fazer sentido. Estou a tentar adaptar-me mas sinto-me como um errante com uma bússola avariada que só aponta o caminho para uma máquina de maços de tabaco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de tudo, tenham calma, não desesperem. Ainda não desisti, e sei que vai piorar, e MUITO !&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3138742196721693381?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3138742196721693381/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3138742196721693381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3138742196721693381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3138742196721693381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/09/ressaca-ii.html' title='Ressaca II'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3079555813706868514</id><published>2010-09-16T12:19:00.002+01:00</published><updated>2010-09-16T12:19:43.630+01:00</updated><title type='text'>Ressaca I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se defini ontem o “vício” como a incapacidade de travar a presença de algo que nos dá prazer, então a “ressaca” só pode considerada como a reacção do corpo à falta de algo que lhe dá prazer. Bem, vou parar de brincar aos dicionários e passar directamente ao que interessa, não fumo há 27 horas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me venham com as conversas do costume do género de “não penses no assunto”, “não contes as horas”, “tens que continuar”, já conheço essas deixas todas. Sim até mesmo eu já li, em dias de paragem cerebral, esses livrinhos de auto-ajuda que nos convencem que somos os melhores do mundo e que somos capazes de tudo. Quem os escreve só se esquece normalmente de explicar é que se precisamos de ser convencidos de que somos capazes de algo, então é porque na realidade não somos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Largando a metafísica, a realidade é que esta porcaria custa como tudo. Ainda só passou um dia, ou seja, na travessia do deserto eu ainda estou na parte é que percebo que aquilo tem areia e é um bocadinho quente. O dia de ontem, depois do cigarro das 9h30, foi estranho. Tive a sorte de ter tido muito trabalho o que me ocupou bastante a cabeça mas senti logo falta da minha droga preferida. Percebi-o quando me levantei para ir onde sempre vou fumar e ao lá chegar é que aceitei a nova realidade. Andei a deambular pelos corredores da casa em busca de um motivo lógico para a decisão que tinha tomado, mas, com ou sem lógica, o meu corpinho vai passar a ser uma “smoke free zone”. Saí do serviço e fui andando a pé até à estação da CP e ao contrário de dias anteriores dispensei o banco onde me sento a fumar o cigarrito antes do comboio. Depois do jantar começou o verdadeiro inferno. O café e o tabaco amam-se como um hamburger e batatas fritas e por mais que me convença da justiça desta minha nova odisseia, acho que separar um amor destes é um pecado mortal. Já vi a realidade mas ainda resisto a aceitá-la, se quiser mesmo cortar com o tabaco, e quero, vou ter que enfiar o café no mesmo saco e despachá-lo para a gaveta das memórias, nem que seja temporariamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dia hoje correu bem, pelo menos até chegar ao serviço e beber o café da manhã. Saí do bar a jogar a mão ao bolso em busca do maço, como o fiz inúmeras vezes mas a realidade mudou. Confesso que estou a aguentar bem, por mais que me queixe, mas também tenho a perfeita certeza que o pior está para vir. O que acho estranha é esta sensação de pairar sobre a realidade. Quando comecei a fumar há 11 anos atrás adorava o primeiro cigarro da manhã. Fumava-o e apanhava aquela tontura simpática como se andasse numa dimensão diferente. Agora a falta do tabaco coloca-me permanentemente nesse estado, o que é complicado para quem tem que se recordar de muitas coisas no trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou a entrar num estado de anestesia que me preocupa porque as minhas responsabilidades não se compadecem com erros que possam ser justificados com “nicotina shortage”. De qualquer forma, “a gente vai continuar” como canta o Jorge Palma. Tal como sempre fiz ao longo da vida, só prometo luta, nunca vitória. Mas tal como a vida também me ensinou, tenho hábito de ser melhor quando estou em baixo e, acreditem, não me estou a sentir nada capaz de aguentar esta luta contra o meu vício preferido. E é exactamente por não me sentir capaz que sei que desta vez tenho hipóteses reais de triunfar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É complicado perceber ? Sim, eu sei que é, mas que hei-de eu fazer. Simples simples era comprar um maço e acabar com isto, mas desta vez abjuro a simplicidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3079555813706868514?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3079555813706868514/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3079555813706868514' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3079555813706868514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3079555813706868514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/09/ressaca-i.html' title='Ressaca I'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3216248866630941841</id><published>2010-09-16T11:37:00.001+01:00</published><updated>2010-09-16T11:39:57.948+01:00</updated><title type='text'>Vícios</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma estranha relação entre o prazer e o vício. Atribuímos naturalmente uma conotação negativa à palavra “vício” quando que no fundo, o seu conceito resulta apenas da nossa incapacidade de travar algo que nos dá prazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu, pela minha parte, não tenho problemas em assumir que sou um típico viciado. Quando gosto de algo não tenho grande facilidade em afastar-me de livre vontade do que me faz sentir bem. Sou daquelas pessoas que não compreendem por que razão é educado e tem etiqueta deixar um pouco de bebida no fundo de um copo. Se gosto do que estou a beber bebo tudo, enquanto me apetecer. E se quiser sirvo-me mais 2, 3 ou 10 vezes e ai de quem me tentar impedir. Nunca vou entender por que raio a cozinha Francesa tem tão bom nome quando eles se limitam a enfeitar pratos com amostras de comida tão pequenas que fariam um hamster pensar que tinha emigrado para o Biafra. Não me venham com a eterna história de que só devemos comer enquanto temos fome, quero que se danem com essas teorias. Se a comida me está a saber bem, se estou a ter prazer em comer, como até encher o estômago e o esófago ou pensam que consegui este belo corpinho sem esforço ?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não pensem que isto se limita à comida e à bebida, não ! Também sou viciado, por exemplo, em pessoas. Sou viciado nas suas particularidades, no que faz delas diferentes de todas as outras. Sou viciado nos olhares, nos sorrisos, sim, principalmente nos sorrisos, nas conversas, em tudo o que me oferecem sem saber e que me torna dependente delas. Consigo, com maior ou menor dificuldade, dispensar quase todas as coisas que me rodeiam, mas quando se fala de pessoas, perder alguém que é companhia assídua e agradável (aliás, se não fosse agradável não seria assídua) é das piores privações que por que passei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em termos de vícios, há também o tabaco. Tenho uma média impressionante de fumar um maço por dia, sendo raras as vezes que a ultrapasso. É óbvio que se pensar bem consigo reduzir a 5 ou 6 cigarros mas esses são absolutamente essenciais à manutenção da minha sanidade. Só quem fuma, ou fumou, é que consegue compreender a sensação da primeira passa de um cigarro a seguir ao café da manhã e por mais que me provem cientificamente, medicamente, espiritualmente ou gramaticalmente que vou morrer mais cedo por fumar, a realidade é que não quero saber. Tenho muitas dúvidas que viva mais se cortar com todos os meus vícios, acredito muito mais que o tempo simplesmente vai é custar mais a passar. Independentemente de toda esta conversa, a verdade é que depois de algumas ameaças que já se arrastavam há duas semanas acabei a receber inspiração de onde não esperava. Descobri uma colega de serviço envolvida numa guerra semelhante e antecipei o início da minha. Declarei hoje (15/9/10) oficialmente guerra ao tabaco. Não vai ser nada fácil, e, exactamente por isso vai ser giro. Vou dando notícias de como as coisas estão a correr. Se conseguir deixar de fumar, garanto que daqui a uns tempos compro um belo de um charuto para comemorar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desejem-me boa sorte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3216248866630941841?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3216248866630941841/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3216248866630941841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3216248866630941841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3216248866630941841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/09/vicios.html' title='Vícios'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-5105949099584326199</id><published>2010-09-13T14:32:00.001+01:00</published><updated>2010-09-13T14:34:49.592+01:00</updated><title type='text'>Sondagens</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não me falha a memória, em finais de Abril houve uma sondagem a dar o PSD de Passos Coelho na liderança. Lembro-me bem porque passou em todas as TVs e foi capa de jornal até à exaustão. Acabei de saber que há poucos dias saiu outra sondagem com o PSD e o "exterminador implacável" do estado social em queda. Como vivemos num país que, segundo algumas alimárias, a comunicação social é controlada pelo Governo, pergunto: Por que raio essa sondagem não mereceu tanta atenção como a primeira ?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-5105949099584326199?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/5105949099584326199/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=5105949099584326199' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/5105949099584326199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/5105949099584326199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/09/sondagens.html' title='Sondagens'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-2078290120889143120</id><published>2010-07-13T14:29:00.001+01:00</published><updated>2010-07-13T14:29:58.511+01:00</updated><title type='text'>O anti-herói</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terminou o campeonato do mundo de futebol. Como é típico, agora vem a altura de fazer todos os balanços sobre o que aconteceu. Quem surpreendeu pela positiva, quem se afundou abaixo das expectativas. Está na hora de escolher os heróis e os vilões do certame desportivo. Eu, pela minha parte, desta vez não escolherei um “herói” do mundial. Neste ano, já escolhi o meu “anti-herói”, Andrés Iniesta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos poderão referir a minha esperteza saloia por escolher precisamente o homem que marcou o golo da vitória Espanhola na final. Azarito. Fiquem lá com os vossos rebuçados que a minha dieta desaconselha-os fortemente. Escolho Iniesta por muito mais do que o golo que marcou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iniesta foge à velocidade da luz do arquétipo do jogador de futebol moderno. Ele é tímido e reservado, calado e nada espampanante. Ele cumpre o seu papel, que é jogar futebol, e fá-lo melhor do que a maioria, e, ainda por cima, tem a coragem rara de não se gabar disso em público. Andrés é humilde, tão humilde como só os bravos conseguem ser. Não passeia tatuagens pelos relvados, não usa os incontornáveis brincos, não tem vergonha da sua careca e não consta que pense fazer implantes capilares para melhorar a sua imagem, como muitas dessas mariposas metrossexuais que por aí andam fariam. Não se conhece uma campanha publicitária daquelas a que os futebolistas tanto se dedicam, seja a uma marca de combustíveis para foguetões ou a um molho qualquer para temperar uma salada de beringelas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iniesta faz o que gosta de fazer. Joga, cria jogo, marca e é feliz assim, porque tudo o resto são cantigas, e ele não se reconhece nas letras ou músicas. É impensável vê-lo chegar a um estádio de helicóptero, é impossível imaginá-lo a comprar um filho para aparecer nas capas dos jornais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nossa sociedade continua a privilegiar comportamentos paleolíticos. Não interessa muito quem realmente somos, interessa muito mais a imagem de nós que passamos. Se um homem se mostra confiante e decidido, mesmo que não o seja, tem abertas todas as portas e é por todos admirado. Se um homem se mostra humilde e recatado, por muito corajoso ou confiante que seja, vende a imagem de alguém fraco e medroso. Essas imagens valem muito mais do que a realidade, e nem sequer se dão ao trabalho de descortinar quando a imagem é uma máscara para traumas e fraquezas, ou quando a timidez é apenas um véu que protege toda a força interior que está escondida. Triste humanidade esta que depois de partir o átomo e descodificar o gene ainda se rege por regras sociais dos tempos em que resolvíamos os nossos problemas à mocada dentro de uma gruta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iniesta é o anti-herói porque escarna olimpicamente sobre os que se prendem a estes conceitos da ditadura da imagem. Fá-lo, não só por ser bom, melhor do que a maioria dos outros, mas por saber que será reconhecido mesmo sem se tornar num emplastro para a comunicação social e as revistas cor-de-rosa. Por tudo isso, Andrés Iniesta merece o seu momento de honra no cimo do pedestal. É claro que não o quer, nós os tímidos, nunca o queremos. Mas que merece, merece !&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-2078290120889143120?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/2078290120889143120/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=2078290120889143120' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2078290120889143120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2078290120889143120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/07/o-anti-heroi.html' title='O anti-herói'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-636868058833830030</id><published>2010-07-13T12:38:00.003+01:00</published><updated>2010-07-13T12:47:26.046+01:00</updated><title type='text'>Estranhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A semana passada recebi pela primeira vez estranhos em casa. Tive algumas opiniões favoráveis ao meu ingresso no couchsurfing, outras desfavoráveis que não se cansaram de me repetir os riscos. Como de costume, decidi e segui em frente, o meu apartamento vai servir este verão de santuário para pessoal de quer passar férias de forma barata.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terça feira passada chegaram os pioneiros. Ele é o Tim. Americano de 25 anos com 2,05 metros. Estuda engenharia bio-médica na Holanda. É de S Diego, na Califórnia, uma das cidades mais bonitas dos Estados Unidos, país de onde saiu aos 19 anos para ir trabalhar para a Austrália. Temos algumas coisas em comum, pelo menos no que às férias diz respeito. Gosta de partir à descoberta sem planos nem roteiros, gosta de ser atropelado pelo inesperado, de errar sem destino e de reagir a estímulos, mais do que os prever. Contou-me que um dia se lembrou de ir de onde estava para Sidney. Olhou para o mapa mas não para a escala, fez-se à estrada e ficou sem gasóleo a uns 350 km do destino. Passadas 12 horas parado no carro no meio do deserto, foi socorrido por um carro que passou com 4 jovens, incluindo a futura namorada, que seria por evolução favorável do destino, futura esposa. Pediu-a em casamento 7 meses depois quando, segundo as suas palavras, percebeu que ouvir a sua voz todas as manhãs seria suficiente para ser feliz, ainda que lhe faltasse tudo o resto. Adora futebol e inveja a capacidade que nós europeus temos de encontrar no desporto um factor de unidade nacional, coisa que não acontece nos Estados Unidos onde as competições são entre clubes e universidades e nada mais. Adora política mas está descrente sobre a capacidade dos Americanos corrigirem o que há de errado no país. É louco pela Europa e quer conhecê-la toda devido às muitas convulsões e complicações que são estranhas à simplicidade do sistema Americano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela, bem, ela é a Asli. Turca da zona de Ancara descendente de Tártaros que viveram alguns séculos na Crimeia. É baixinha, de cabelos que ainda não decidiram se são castanhos claros ou louros, e com uns olhos verdes, verdes inundados em clorofila, daqueles olhos onde um homem se perde mesmo ainda antes de pensar em perder-se. Ela estuda também na Holanda uma coisa chamada Design Industrial e no seu tempo livre é voluntária numa associação de apoio a doentes com Alzheimer. Adora música, especialmente música étnica e Jazz, pinta de vez em quando e é dançarina de dança do ventre. Não liga muito à religião mas é muçulmana. Segundo ela seria uma traição não respeitar a religião graças à qual tantos dos seus antepassados foram perseguidos por governos czaristas e comunas. O sonho dela é conhecer o mundo. Visitar sítios diferentes, contactar com culturas distintas, conversar com estranhos. É uma profunda idealista que acredita que só criando uma rede que rompa com as fronteiras a que ainda nos agarramos é que podemos ter consciência que cada ser humano é uma obra prima da criação, natural ou divina, e que só quando nos olharmos como tal deixaremos de nos matar uns aos outros por motivos estúpidos. Uma noite, a olhar para as borras do pior café que bebi este milénio, disse-me ser uma tradição Tártara ler a sina nas ditas borras do café. Foi a deixa perfeita para uma das minhas típicas piadas que saiu sob a forma de “I saw it in Harry Potter”, ao que ela respondeu com um brutal “Hey jackass, do I look like Trelawney to you ?”. Finda a troca de galhardetes, lá virou a chávena ao contrário e a leitura que fez deixou-me literalmente de queixos no chão, sim, ainda mais do que a cor dos seus olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estiveram cá três dias. Foram às ilhas, conheceram a baixa de Olhão, apaixonaram-se pelos gelados da Gelvi que disseram ser os melhores que já comeram. Ficaram extasiados por podermos comer uma posta gigante de espadarte por 12 euros e, na última noite fizeram uma birra monumental porque queriam comer carne, problema prontamente resolvido com uma ida a um rodízio. Depois de uma refeição com todos os requintes de alarvidade, em que a Asli devorou com uma sofreguidão que merecia prémio Nobel todos os pedaços de ananás grelhado que conseguiu (nunca tinha provado tal coisa), fomos ao Cantaloupe onde, ao som de Jazz, tivemos mais uma amena cavaqueira. Numa dada altura perguntei-lhes se tinham algum desejo especial para a última noite. O Tim, vergado a 6 ou 7 cervejas e a 1/3 de uma aguardente de medronho soltou um simples “I just want to be near the sea”, enquanto que a Asli, amaciada por 2 caipirinhas e outro 1/3 de aguardente de medronho saiu-se com um poético “I want something different, something magic”. Eu pelo meu lado, desperto por duas taças de vinho tinto e pelo 1/3 restante da aguardente, lembrei-me de citar o Harry no 6º filme da sua saga e proferi um confiante e decidido “then by all means, come along”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alugámos um barco onde entrámos, o Tim com um sorriso de delinquência infantil, a Asli com uma apreensão que oscilava entre o receio e a excitação. Um minuto depois vogávamos pela Ria Formosa à velocidade da aventura e só parámos na ilha da Armona. Eram 0h45. O motorista colou-se a nós, como era por demais previsível. Fomos a um bar que fica junto à praia e enquanto o Tim com um estoicismo admirável aturou o nosso motorista a explicar como perdeu uma carreira futebolística excelente para vir para Portugal ter com a mãe, eu e a Asli juntámo-nos a um grupo que, ao som de viola, ia cantando tudo o que havia para cantar. Depois das cantorias ainda houve tempo para um passeio pela praia, para molhar os pés, e, para numa ofensiva tão bem consertada que faria inveja a qualquer regimento de operações especiais, encharcar o motorista, o que foi bastante arriscado dado que ele tinha as chaves do barco. Antes de tudo terminar, a Asli ainda me chamou à parte e durante meia hora soltou toda a sua perspicácia e terminou a conversa da leitura da sina da noite anterior, conversa essa que corre o risco de se tornar numa das mais emblemáticas e importantes dos últimos tempos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltámos para Olhão já as 4h00 tinham passado. O Tim mais adormecido que acordado, a Asli mais confiante no barco, mas ainda assim a cravar-me as unhas no ombro cada vez que havia uma guinada ou rasgávamos alguma onda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia seguinte foram embora. Deixaram atrás um rasto de risos e gargalhadas, conversas e bons momentos. Só me pediram que lhes arranjasse dormida por três dias, em troca ofereceram-me muito mais do que isso. O “meu” Americano de 2,05m lá foi com a Europa dentro da cabeça. A “minha” Turco-Tártara, essa continuará com o Mundo entre os seus olhos verdes hipnotizantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como balanço, fica a certeza que fiz dois amigos, e, como canta o Sérgio Godinho, “coisa mais preciosa no mundo não há”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-636868058833830030?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/636868058833830030/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=636868058833830030' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/636868058833830030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/636868058833830030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/07/estranhos.html' title='Estranhos'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-2263427706080174919</id><published>2010-07-06T16:27:00.000+01:00</published><updated>2010-07-06T16:27:59.298+01:00</updated><title type='text'>Pickett´s charge</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dias 1, 2 e 3 de Julho marcaram mais um aniversário da batalha de Gettysburg. Não vou maçar-vos obviamente com o relato de todos os acontecimentos e escaramuças que fizeram dessa batalha o “turning point” da guerra civil americana, nem sequer vou entrar pelos campos da análise histórica para explicar a razão dessa guerra ter sido, na minha opinião, um dos momentos que mudaram o mundo e abriram caminhos que até então existiam apenas na penumbra. Vou apenas concentrar-me no último dia da batalha. Vou apenas ocupar-me de uma carga de infantaria que marcou a fogo a memória e elevou o nome dos derrotados acima da glória dos vencedores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia 1 de Julho o exército confederado (sulistas) caminhava descontraidamente e completamente desmobilizado pelos campos da Pennsylvania (estado onde se situa Gettysburg) seguros de que não tinham oposição. A cavalaria do consagrado Genaral JEB Stuart tinha cometido um erro infantil e, em vez de estar de olho em cima do exército unionista (nortistas) andava divertida a saquear pequenas vilas na outra ponta do estado. A consequência foi que na manhã de 1/7/1863 os destacamentos avançados confederados viram-se apanhados pela cavalaria unionista completamente de surpresa. Robert E Lee, o General sulista, evitou o mais que pode entrar num confronto generalizado, quanto mais não seja porque não sabia que forças estava a enfrentar. A enorme resistência dada pela cavalaria de Buford obrigou-o a rasgar os seus planos originais e a adaptar-se à nova circunstância. A meio da tarde ordenou a todas as forças confederadas presentes que se lançassem no campo de batalha e, a metade do exército unionista já presente foi quase chacinada. Ao cair da noite, Gettysburg estava ocupada e o exército unionista, a receber reforços a cada minuto, estava entrincheirado nas escarpas e montes a sul da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia 2 de Julho, Lee ordenou constantes e sucessivos ataques contra os nortistas mas nenhum deles deu resultado. O exército do norte estava num terreno elevado, com fortes posições defensivas e naqueles tempos as tácticas de guerra associadas ao armamento beneficiavam claramente os defensores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis então que chegamos ao dia 3 de Julho. As linhas unionistas mantêm-se seguras, o exército confederado, depois de atacar ambos os flancos foi repelido. Apesar de muito discutida e muito polémica, Lee decide por um ataque frontal ao centro das linhas do exército da União. O plano de batalha era simples. Três Divisões inteiras, constituídas por nove Brigadas e perfazendo um total de 13.000 homens avançariam em linha recta não parando por nada, nem sequer para responder ao fogo inimigo. Após terminarem esta caminha de dois quilómetros em passo rápido, atacariam as linhas defensivas que se encontravam protegidas por um muro de pedra na extensão de toda a frente. O avanço seria precedido por uma barragem de artilharia com o objectivo de neutralizar os canhões dos nortistas. Teoricamente era bonito, apesar de arriscado. Na prática, foi um desastre. Nenhuma carga de infantaria tinha início sem a típica barragem de artilharia, logo, os unionistas aos primeiros tiros de canhão adivinharam o que aí vinha e retiraram grande parte da sua própria artilharia para fora do alcance dos canhões confederados. Além disso, mobilizaram reforços de outras partes da frente, e podiam fazê-lo em segurança porque a sua frente era muito mais compacta do que a frente sulista. Basicamente as descargas dos confederados acertaram em nada e quando os seus 13.000 soldados saíram dos bosques e iniciaram a caminhada, os unionistas trouxeram de volta os canhões e abriram fogo com tudo o que tinham. A partir dos 1.200 metros de distância os sulistas ficaram ao alcance dos canhões de grande alcance que foram abrindo pontualmente buracos na suas linhas. A cada tiro certeiro os soldados das Brigadas de suporte que vinham atrás ocupavam o lugar dos seus camaradas caídos e com o avanço progressivo as linhas foram encolhendo facilitando a vida aos artilheiros da União que tinham que se preocupar com linhas inimigas cada vez mais curtas e cada vez mais próximas. A cerca de 800 metros do objectivo final, os confederados tiveram que ultrapassar uma cerca em madeira e voltar a formar do outro lado da mesma, o que foi um processo lento e que causou bastantes baixas. As duas Brigadas do General Anderson que deviam estabilizar a frente sul do avanço não conseguiram passar desta cerca, tal foi o elevado número de baixas. Na frente norte, duas Brigadas unionistas abandonaram a linha defensiva e num movimento de flanqueamento sujeitaram toda a metade norte da linha avançada confederada um fogo vindo de duas direcções, o que exponenciou as baixas e fez com que a maioria das Brigadas das Divisões de Pettigrew e Trimble desistissem da carga antes do seu final.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos 300 metros de distância tudo piorou. Desta vez os soldados sulistas ficaram sob fogo das munições de curto alcance. Eram chamadas as “grape shots” porque explodiam à saída do canhão e funcionavam como caçadeiras gigantes que abatiam homens à dezena e abriam buracos nas linhas que já não podiam ser preenchidos de novo. Cada vez existiam menos soldados a avançar mas isso não os parou. A 100 metros de distância ficaram ainda ao alcance dos disparos de espingarda. Os soldados do norte tinham linhas com uma profundidade de quatro homens, em que o da frente disparava e os restantes recarregavam as armas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta altura, já só a Divisão de Pickett se encontrava em combate. As suas três Brigadas eram lideradas por James Kemper, que já tinha caído com uma ferida grave, por Richard Garrett, que ferido numa perna na batalha anterior fez a carga a cavalo ignorando os avisos para não o fazer visto tornar-se num alvo bem identificável. Garrett foi visto até cerca de 200 metros do alvo tendo sido “pulverizado” por um tiro certeiro de “grape shot”. Finalmente havia Lew Armistead que era o oficial de maior patente ainda em combate. Os restos desta três Brigadas sob liderança de Armistead ainda conseguiram furar as linhas defensivas unionistas mas estavam demasiado diminuídas para conseguir suster a frente. O contra ataque do norte foi implacável e perante um General Armistead mortalmente ferido, os soldados sobreviventes renderam-se ou foram mortos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A carga de Pickett foi um desastre total para os confederados que perderam mais de 50% dos 13.000 homens envolvidos. Para explicitar bem a situação, na divisão de Pickett os três Generais que lideravam as Brigadas foram mortos, bem como os treze Coronéis que lideravam os respectivos regimentos. Numa daquelas ironias fazem a história, o General defensor do lado do norte era Hancock, o melhor amigo de Armistead antes da guerra, que também foi gravemente ferido durante a batalha. Quando os soldados unionistas assistiram um Armistead moribundo, ele pediu-lhes que o seu corpo fosse entregue a Hancock. Ao saber pelos soldados que Hancock também lutava pela vida, as suas últimas palavras foram: “No, not both of us, not all of us”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Independentemente da minha posição sobre a guerra civil americana, independentemente de achar que o resultado foi o único possível para a Humanidade, mais do que para os Estados Unidos, não consigo deixar de admirar os homens que participaram nesta ridícula carnificina. Não consigo deixar de sentir um leve brilho nos olhos ao imaginar a cena de 13.000 homens avançarem num campo aberto aos gritos de “Virginia, Virginia”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E avançaram mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em direcção à morte e ao sofrimento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em direcção à derrota e à eternidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-2263427706080174919?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/2263427706080174919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=2263427706080174919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2263427706080174919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2263427706080174919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/07/picketts-charge.html' title='Pickett´s charge'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-1023590720993720157</id><published>2010-07-03T12:59:00.000+01:00</published><updated>2010-07-03T12:59:02.460+01:00</updated><title type='text'>Uma noite diferente</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page WordSection1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.WordSection1	{page:WordSection1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nada como chegar ao local do costume para uma bifana e uma cerveja, e descobrir que, na noite mais movimentada da semana, há falta de pessoal. Como mãos a abanar nunca ajudaram ninguém, vai de tirar cafés, servir cervejas, recolher e limpar mesas, lavar loiça entre a 1h e as 6h da manhã. A minha parte preferida foi no entanto varrer e lavar o chão entre as 6h e as 7h. Talvez esteja a levar a minha (re)conhecida polivalência longe demais. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Bem, pelo menos deu para ver o nascer do sol sobre a Ria Formosa. E espectáculo mais bonito não há.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-1023590720993720157?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/1023590720993720157/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=1023590720993720157' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1023590720993720157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1023590720993720157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/07/uma-noite-diferente.html' title='Uma noite diferente'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3723359370144768517</id><published>2010-06-30T12:23:00.001+01:00</published><updated>2010-06-30T12:23:10.218+01:00</updated><title type='text'>Crónica de um naufrágio anunciado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em jeito de balanço, há algumas coisas que queria dizer sobre a participação de Portugal no mundial de futebol.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 – Já não tenho muita paciência para selecções de futebol, confesso. Não sei bem quando começou o divórcio nem quando o mesmo se oficializou, sei que o meu clube me faz vibrar muito mais do que a selecção. Tempos houve em que as selecções eram o conjunto dos nossos melhores jogadores. A globalização futebolística ainda não tinha atingido a dimensão actual e quando olhávamos para a convocatória dos seleccionados, quase todos eles jogavam em Portugal além do facto de serem mesmo todos Portugueses. Hoje isso mudou. Nem venham com a conversa da xenofobia porque quem me conhece sabe que não tenho uma única molécula de ódio a estrangeiros no corpo, mas há coisas em que não faço compromissos. Liedson, Pepe e Deco são Brasileiros, ponto final. Como eles, há uma profusão de outros jogadores que não jogam no país de origem, tendo optado por outros onde encontraram mais oportunidades. O fenómeno generalizou-se e, em vez de selecções nacionais cada vez há mais selecções de naturalizados. Assim, não contem com o meu apoio para estas provas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 – Carlos Queiroz é uma vítima clara daquilo que é conhecido como o “princípio de Peter”. Segundo essa sábia fórmula, uma pessoa por vezes desempenha tão bem o seu papel que se convence que pode dar o salto em frente. Quando o faz, espalha-se porque foi incapaz de perceber que o seu nicho era no degrau inferior. Queiroz foi um excelente treinador de camadas jovens, um excelente adjunto e planificador de treinos, como treinador principal é uma daquelas nódoas que nem com benzina saem. Falhou no Sporting quando tinha o melhor plantel de Portugal, falhou no Real de Madrid com mais estrelas que o planetário de Lisboa, falhou uma vez na selecção e agora cumpriu o seu cruel destino mais uma vez. Queiroz é medroso, joga na expectativa do que faz o adversário, não arrisca e é incapaz de incentivar um leão esfomeado a atacar uma gazela com as patas partidas. Portugal nunca teve nos dois últimos anos uma consistência de jogo, nunca mostrou querer ganhar sem ser à custa da inspiração momentânea dos seus jogadores. Neste contexto alguém se surpreende de termos sido eliminados pela campeã europeia nos 1/8 de final ? Eu surpreendo-me por termos lá chegado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3 – Que dizer do CR ? Bem, que não fiquem dúvidas que o considero um excelente jogador de futebol e um predestinado com a bola nos pés. Pronto, agora posso passar ao resto. O tipo é vaidoso e arrogante, o que pode ser à vontade, mas tem que estar preparado para lhe serem cobrados resultados. Mourinho diz o que quer quando quer e no fim quem não gosta, ouve e cala porque ele ganha, se Ronaldo quiser ter direito ao mesmo, que ganhe. Muitos podem defendê-lo dizendo que Portugal espera muito dele. É verdade que espera, e esse sentimento foi cultivado e fomentado por ele. Quando um jogador de futebol escolhe fazer do seu nome uma marca e decide que tem que aparecer sempre nas notícias seja de que forma for, tem que arcar com as consequências que essa mediatização traz. Ronaldo decidiu que a sua carreira não passava só pelos relvados, decidiu que também tinha que passear pelas revistas cor-de-rosa como uma mariposa metrossexual a arranjar namoradas novas todas as semanas, decidiu que havia de chegar ao estágio da selecção de helicóptero. Mais uma vez estava no seu direito, agora quando promete explodir no mundial, quando afirma ser o maior do mundo e arredores, que cumpra, caso contrário faz figura de urso. Ponha os olhos no Messi que dispensa toda essa publicidade e faz jogos de sonho, quer no clube, quer na selecção. Outra coisa, Ronaldo não sabe reagir a contrariedades. Basta algo correr mal para mostrar o puto azeiteiro que ainda é. Foi uma vez no estádio da Luz a ofender os adeptos, foi ontem de novo a cuspir na direcção da câmara televisiva. Não podemos ter como capitão alguém que reage como ele reagiu. É na derrota que se vê o carácter dos homens e este tipo já mostrou o carácter dele, e mais do que uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4 – O caso Nani não passou de outra palhaçada inominável. Segundo percebi, ele lesionou-se num ombro em Portugal, foi para a África do Sul, jogou 90 minutos contra Moçambique e depois descobriram que não estava apto nem era recuperável para o mundial. OK, eu também gosto muito de ficção científica mas não a vendo aos outros como verdade. Espero que tenhamos agora direito a uma explicação mais real do que aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5 – A asneira toda começou quanto a mim na convocatória. Não percebo alguns nomes e nunca vou compreender a ausência de outros. Paulo Ferreira e Miguel estão ou em baixo de forma ou não jogaram quase nada durante o ano. Onde estava o João Pereira e o Rúben Amorim (que acabou por ir para se lesionar) ? Não faziam falta, o Ricardo Costa podia fazer a posição com a proficiência que vimos ontem. Deco quase não jogou este ano, e mesmo aceitando que é um génio que pode resolver jogos, onde estavam os substitutos para a sua forma intermitente ? João Moutinho e Carlos Martins mereciam o bilhete de ida e Nuno Assis talvez não destoasse muito. Como é que se gastou uma vaga com um Pepe que não se sabia se recuperava e tinha-se a certeza que se recuperasse não teria ritmo de jogo ? Enfim, contradições a mais para quem um dia disse que com ele jogavam sempre os melhores e na melhor forma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;6 – Para a despedida fica o balanço. 4 jogos, uma vitória a uns tristes e mortos de fome que jogaram aberto connosco, 2 empates e uma derrota. Para mim é manifestamente pouco. Elogiam a nossa defesa que só sofreu um golo, eu lamento só termos marcado à Coreia do Norte. De resto, sobram as histórias mal contadas, as bocas mandadas para serem corrigidas depois, o costume. Lá voltamos com as mãos a abanar e envoltos no nevoeiro de intrigas do costume. Deve dar para aguentar as rotativas dos jornais por uns tempos, pelo menos até começarem os jogos de pré-época do Benfica e voltarmos a ver futebol a sério.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3723359370144768517?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3723359370144768517/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3723359370144768517' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3723359370144768517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3723359370144768517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/06/cronica-de-um-naufragio-anunciado.html' title='Crónica de um naufrágio anunciado'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-1593078361960707059</id><published>2010-06-29T11:00:00.001+01:00</published><updated>2010-06-29T14:29:54.155+01:00</updated><title type='text'>Por favor, alguém arranje um título para isto</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}p.MsoNoSpacing, li.MsoNoSpacing, div.MsoNoSpacing	{mso-style-priority:1;	mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page WordSection1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.WordSection1	{page:WordSection1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Há dias estranhos. Estou a falar a sério, há dias em que quase nada faz sentido a não ser a certeza que o tempo vai continuar a passar e vai levar-nos para outro tempo qualquer. Ontem foi um desses dias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Cheguei a casa sabendo que não ia lá ficar, saí sabendo que não tinha para onde ir. Como costume nestas situações, acabei nas margens da Ria Formosa. Subi do T à marina, desci no sentido inverso. Andei, dancei e nadei junto à Ria e, depois de um pôr do sol inebriante, decidi que era dia de me estragar com mimos. Fui a um restaurante Indiano cá do burgo e sentei-me na esplanada à espera de uma refeição.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Fui atendido por um Indiano simpático e porreiro. Depois de pedir a minha galinha grelhada com cebola e pimento recostei-me na cadeira a assistir à montagem dos festejos do S Pedro que se iam realizar no largo em frente à esplanada do restaurante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Chega uma empregada morena com a minha taça de vinho e com uma cesta de pão de alho. Três dos seus dedos vão estrategicamente colocados dentro do cesto, com uma das suas unhas a roçar eroticamente numa das fatias. É óbvio que não vou comer isso, mas hoje também não estou com paciência para lhe esfregar o livro de reclamações no seu sorriso lindo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Entretanto no largo, um tipo com um aspecto horrível faz testes de som. Coloca um CD do Quim Barreiros e, perante uma acéfala salva de aplausos, eleva o volume até ao expoente do desespero. Começa o meu inferno. Depois do inevitável snif no bacalhau da Maria, vem um gajo qualquer com voz de tuba desafinada a ameaçar lamber uma coisa qualquer a uma emigrante, espero que fosse o passaporte. De seguida continua com o Zé Cabra a explicar que deixou tudo por ela, incluindo a voz e a letra da música. Tudo é mau demais para ser real. Estou num filme do Fellini, produzido pelo João César Monteiro e com banda sonora do Zé Cabra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Chega a comida. Talvez agora tudo melhore um pouco. Mas não, este foi apenas mais um dos meus pensamentos imbecilmente optimistas. Três putos invadem o espaço nas suas bicicletas a tocar vuvuzelas ao ritmo do desvario. Juntos, com a música pimba por trás, soam a uma manada de rinocerontes fêmea com cio a ser violadas por uma matilha de caniches maníaco-depressivos. Fui barbaramente extirpado da minha terra natal e enxertado no sétimo círculo do inferno. Devoro a comida à velocidade dos movimentos peristálticos do meu esófago e chamo a morena para recolher o muito que sobrou e para me trazer um café para que possa fugir para longe. No auge da sua boa vontade ela recolhe a travessa do frango, bem como a do arroz que transporta num ângulo de fazer corar de vergonha a torre de Pisa e deixa atrás de si um rasto que torna a experiência de Hensel e Gretel numa pífia tentativa de cartografar um caminho. Volta. Segura o cesto do pão intocado e ao tentar agarrar o copo de vinho quase cheio com as suas garras disformes, entorna-o na mesa e por cima de mim. Ao som da mais medonha pimbalhada e dos três putos a guinchar como se fossem anjos do apocalipse deito-lhe um olhar de puro ódio, temperado por ira e polvilhado por bocadinhos de raiva assassina. Consigo balbuciar um “não se preocupe, azares acontecem” que soa a “oh sua burra de merda, desaparece-me da frente antes que te foda o focinho à biqueirada”. Afasta-se. Enquanto sinto a tensão arterial a entrar na ionosfera, volto a concentrar-me no espetáculo Dantesco que se desenrola no largo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Entretanto algo muda. Um dos javardos atrapalha-se, a bicicleta foge ao controle da sua vontade, dança em desequilíbrio &amp;nbsp;e ambos se espalham no espaço residual entre duas mesas. Nunca saberei descrever a beleza ergonómica daquele movimento, nunca serei capaz de citar uma lei física que explique como ele deu origem à sequência infindável de ocorrências que se seguiram, como se uma peça de dominó empurrasse inexoravelmente as restantes em direcção à eternidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;A bicicleta estatela-se, o puto cai, a vuvuzela voa, as mesas tremem. Numa delas a mesa de mistura dança mal humorada como se de um protesto laboral se tratasse, o leitor de CDs, esse, entrega-se à inevitabilidade da força gravítica e beija a calçada num estertor de paixão e de morte. Na mesa do lado uma pilha de CDs mergulha quixotescamente em direcção ao instrumento que estava preparado para lhes dar sentido. O puto está no chão. Tem por cima a bicicleta, bem como uma miríade de CDs, que num strip tease final se despiram das suas capas de plástico, por baixo está o leitor, agora reduzido ao silêncio. Num dos cantos do largo, levanta-se uma mulher que não tem mais de 40 anos e não aparenta menos de 60. Desloca-se com a graciosidade de uma retroescavadora e, ao chegar junto do puto choroso, aplica-lhe com a precisão cirúrgica de uma motosserra um par de bofetadas que, se houvesse justiça neste país, seriam classificadas pelo IPPAR como património cultural. Ao mesmo tempo, do mesmo local, levanta-se uma velhota com idade para ser tia-avó do Matusalém e desata a xingar os outros dois putos num idioma incompreensível para quaisquer ouvidos humanos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;A mãe berra, a velha rosna, o dono da aparelhagem lamenta-se, os ranhosos dos putos choram. Eu, bem, eu rio interiormente com uma alarvidade sádica. O leitor de CDs calou-se, as vuvuzelas foram sonoramente exiladas, os putos foram chorar para o beco. Chega o meu café ao mesmo tempo que o homem do som se rende às evidências e liga o rádio. Ouço a parte final do “have you seen my baby” dos Rolling Stones, de seguida sou brindado pelo “Russians” do Sting e, enquanto fumo um cigarro que me sabe a redenção, o Tom Petty canta-me o “cuts you out”. Fui trazido de volta à realidade depois de uma travessia por um deserto de horrores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Pago, despeço-me do Indiano simpático e da morena desastrada. Faço-me ao caminho que ainda vou andar quatro ou cinco quilómetros antes de voltar a casa. Vou alegre e sorridente, a vida acabou por me fazer justiça. Como diz o conhecido ditado popular, “uma vuvuzela toca direito por notas tortas”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-1593078361960707059?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/1593078361960707059/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=1593078361960707059' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1593078361960707059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1593078361960707059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/06/por-favor-alguem-arranje-um-titulo-para.html' title='Por favor, alguém arranje um título para isto'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3361273807561379167</id><published>2010-06-24T16:31:00.001+01:00</published><updated>2010-06-24T16:42:29.931+01:00</updated><title type='text'>Nó Górdio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reza a lenda que um rei da Ásia Menor morreu sem deixar descendentes. Reza a lenda que um Oráculo qualquer previu que o futuro rei chegaria a conduzir um carro de bois. Segundo a mesma lenda já muito rezada, esse rei, de nome Górdio, amarrou o seu carro de bois a uma coluna, para que ninguém se esquecesse das suas origens humildes. A mesma lenda, já transformada numa ladaínha, diz que o tal de Górdio morreu sem descendentes (que raio faria aquela gente para se divertir ?) e que o Oráculo do costume previu que a Ásia Menor só voltaria a ter um rei quando alguém conseguisse desatar o nó de Górdio. Passados muitos anos esta história foi conhecida por Alexandre, o Grande. Segundo a tal lenda, o mesmo deslocou-se à dita cidade e, ao ver o nó dado muitos anos antes (nem quero imaginar em que estado estariam os bois), sacou da sua espada, cortou o nó, e reinou na Ásia Menor, tal como nos outros 378 territórios e países que conquistou, e sem carros de boi como adereços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Moral da história, ou melhor, moral da lenda, o Nó Górdio fica como um exemplo de como é possível resolver problemas complicados de uma forma simples. Como devem calcular, é uma das minhas lendas preferidas, eu que tenho como uma de muitas alcunhas, "o simplificador implacável".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Detesto complicar coisas que são naturalmente simples quase tanto como adoro simplificar coisas aparentemente complicadas. Acho que vem dos tempos da matemática no ensino secundário em que&amp;nbsp;a melhor coisa que me podiam fazer era pedir para simplificar funções. Continuo a considerar o acto de reduzir ao mesmo denominador para cortar, mais do que uma manha matemática uma atitude perante a vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O nosso dia-a-dia é como uma equação com dezenas ou centenas de incógnitas. Aceito isto, é natural que vivamos no reino do caos já que vivemos rodeados de outras pessoas que têm os seus próprios caminhos, os seus próprios sonhos, os seus muito próprios medos. Respeito isso, não me peçam é para submeter a minha simplicidade a confusões alheias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas afinal de contas, serve isto tudo para quê ? Para vos dizer que tenho à minha frente um nó górdio que não ata nem desata e estou com dúvidas sobre o que fazer a seguir (sim, sou dos que têm dúvidas de vez em quando e se pensam que sou fraco ou inseguro por isso, peguem nos vossos rabiosques e desapareçam-me do blog e da vista seu bando de otários(as)). Dava-me jeitinho um conselho sabem, não é que o vá seguir, mas pelo sim pelo não sabia-me bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhem, deixem lá, vocês têm razão. Vou mas é afiar a espada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3361273807561379167?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3361273807561379167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3361273807561379167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3361273807561379167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3361273807561379167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/06/no-gordio.html' title='Nó Górdio'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3862753156719073601</id><published>2010-06-23T15:55:00.001+01:00</published><updated>2010-06-23T15:57:36.455+01:00</updated><title type='text'>Rostos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li esta manhã no Diário de Notícias uma citação de Abbas Kiarostami que não me sai da cabeça. Segundo ele, "Os rostos são as paisagens mais dramáticas de todas".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não discuto. Não estou em posição de o fazer, e, mesmo que estivesse, não sou ninguém para pôr em causa afirmações deste calibre, baseadas claramente em experiências de vida que não conheço nem compreendo. No entanto, o Kiarostami que me perdoe, mas direi mais algo sobre o assunto. E fá-lo-ei por um único e simples motivo, o teu rosto. Já que tenho uma arma poderosa para embirrar com um citação que, como escrevi há segundos atrás, não ia discutir, nada como usar essa arma e esperar que a minha contradição passe despercebida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O teu rosto é simples. Não tem nada de exuberante nem de espampanante, tal como as melhores obras de arte, é nos pormenores que se reconhece. Não é demasiadamente redondo nem angularmente quadrado. Não é esguio e comprido, nem reduzido e delgado. É apenas o teu, e sinceramente, não poderia ser de mais ninguém, tal como não poderias ter outro diferente. Costumo perder-me em segredo nos teus cabelos. São longos mas não demasiado compridos, mais do que encaracolados, são simplesmente revoltos. Por mais que os tentes pontualmente esticar, não funciona. És daquelas pessoas cuja alma se apropriou de partes do corpo, tendo o processo começado exactamente pelos teus cabelos. Transmitem muito mais de ti do que as tuas palavras. Não são só revoltos, são livres, enérgicos, por vezes até caóticos, mas vê-los descer dessa tua cabeça brilhante, vê-los acariciar o teu rosto com essa melena branca envergonhada é mais do que estou habituado a pedir quando peço por momentos de simples beleza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois&amp;nbsp;há as tuas sobrancelhas, adoro-as. Essas sim dão bem nas vistas. Parecem traçadas a carvão num quadro de óleo. Firmes, imponentes, por vezes dá a sensação que foram cavadas como uma trincheira. São elas as principais responsáveis pelo tal ar de intimidação que dizes transmitir às pessoas. Para mim são apenas um escudo. São um escudo protector para os teus olhos, que de tão naturalmente castanhos, só se afirmam pelo olhar. Que seria desse teu olhar cheio de ternura envergonhada se não se pudesse esconder atrás das tuas sobrancelhas ? Que imagem conseguirias passar de ti mesma se todas as pessoas te conseguissem olhar bem no fundo do teu olhar sem que nada te protegesse ? Considero-me um privilegiado por fazê-lo frequentemente, mas sinceramente mereço-o. O teu olhar é o calcanhar de Aquiles de toda a tua fortaleza. Não foi fácil percebê-lo, mas foi lindo descobri-lo. Todas as pessoas num dado momento deixam que venha à superfície o que têm de mais valioso guardado num cofre mágico a que chamam de coração. Nem todas têm contudo a noção que o fazem, nem todas conseguem compreender que não é possível esconder segredos para sempre. Os teus, é através do olhar que se revelam, e quando isso acontece, só apetece mergulhar, viver, sonhar e morrer nesse olhar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podia ainda falar da tua boca e da forma como promete fontes de água inesqueciveis para quem a beber. Podia falar do teu nariz que goza com o conceito Aquilino das Deusas Gregas, podia ainda refugiar-me nas tuas orelhas onde tantas vezes quero entregar palavras que só para ti inventei mas não o vou fazer agora. Já só consigo pensar nas tuas rugas de expressão que se espalham concêntricas na tua face quando sorris. São responsáveis por esses risos e sorrisos abertos e envolventes que conseguem inundar uma sala, com jeitinho, aposto que conseguiriam inundar uma vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É como te digo, o teu rosto é uma daquelas obras de arte que sendo singelo no todo é magnífico nas várias partes que o constituem. Como já disse, não sou ninguém para pôr em causa a citação de Kiarostami, mas, ninguém me pode contradizer quando eu afirmar que, se ele te conhecesse, a citação teria sido : "Os rostos são as paisagens mais sublimes de todas".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3862753156719073601?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3862753156719073601/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3862753156719073601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3862753156719073601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3862753156719073601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/06/rostos.html' title='Rostos'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3411224066376916076</id><published>2010-06-20T04:22:00.001+01:00</published><updated>2010-06-20T04:23:39.534+01:00</updated><title type='text'>cavaquices</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como se devem ter apercebido, não fui um grande fã de José Saramago. Independentemente deste facto, reconheço-lhe uma grande qualidade literária e não tenho&amp;nbsp;o mínimo&amp;nbsp;problema em assumir que foi um homem que elevou e dignificou o nome de Portugal. Neste sentido só posso&amp;nbsp;deixar um comentário à ausência do Presidente da República durante as exéquias do escritor prémio nobel. Cavaco é um vulgar palerma, um triste ressabiado que usa o cargo máximo da nação para acertos de conta pessoais. Tem uma tacanhez provinciana, uma ausência de dimensão de estado e o seu consulado é um escarro nas paredes do palácio de Belém. O homem saiu de Boliqueime mas Boliqueime nunca saiu dele. Houvesse uma figura de peso a enfrentá-lo nas presidenciais e ia para o caixote do lixo da história mais depressa do que engolia uma fatia de bolo rei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3411224066376916076?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3411224066376916076/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3411224066376916076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3411224066376916076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3411224066376916076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/06/cavaquices.html' title='cavaquices'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-6100832056231302053</id><published>2010-06-20T03:37:00.001+01:00</published><updated>2010-06-20T03:45:36.002+01:00</updated><title type='text'>A banheira de Arquimedes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A ciência também tem os seus mitos. Não basta o ritual do método científico que pouco significa, como também existem histórias quase mitológicas que funcionaram e funcionam como inspiração para gerações e gerações de cientistas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Arquimedes pertence a esta galeria. Foi um matemático, astrónomo e inventor que viveu em Siracusa, então uma cidade Grega. Arquimedes foi o primeiro a calcular o número Pi, abriu as portas à hidrostática e à mecânica de fluídos e criou o princípio das alavancas, na sequência do qual produziu a famosa citação "Dêem-me um ponto de apoio que eu levantarei o mundo", citação essa hoje aplicada por José Mourinho sob a forma de "Dêem-me uma equipa de futebol que eu levantarei uma taça".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora a história de Arquimedes que virou um verdadeiro mito passou-se quando lhe foi colocado um problema quase insolúvel. Um manda chuva lá do sítio pediu-lhe que descobrisse uma forma de se certificar que a coroa em ouro que tinha encomendado era mesmo 100% ouro, ou se estava mafiada por metais mais baratuchos. Conta-se que um belo dia estava Arquimedes na sua banheira quando foi atingido pelo relâmpago da inspiração, ao que saltou banheira fora e desatou a correr nu pelas ruas de Siracusa aos berros "EUREKA, EUREKA". Este mito passa-nos a ideia que as inovações e descobertas científicas dependem muito da inspiração do momento, como se num instante mágico tudo se resolvesse nas esquinas perdidas das nossas sinapses cerebrais, como se raios de luz invadissem imparavelmente o caos de escuridão em que nos encontrávamos. Hoje em dia, tenho como opinião que os avanços e descobertas científicas dependem muito mais de planificação, perseverança, capacidade de resistência ao falhanço e estoicismo para aguentar bolsas congeladas há quase 10 anos, bem como total ausência de protecção social de que padecem os nossos jovens cientistas. É claro que é confortante e inspirador este mito. Conforta pensar que num momento tudo se pode desbloquear, e, conforta ainda mais, pelo menos numa ou duas dúzias de casos que conheço, imaginar jovens cientistas a correr nuas pelos campus universitários a gritar "EUREKA, EUREKA".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A realidade é que o mito de Arquimedes focado no final, na resolução do problema tende a fazer-nos esquecer que o processo, o caminho para lá chegar, esse sim é que é fundamental. Em última análise, preocupamo-nos demasido com o fim e tendemos a descurar o meio, o que torna tudo o resto possível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal consegui descobrir isto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;EUREKA !&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-6100832056231302053?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/6100832056231302053/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=6100832056231302053' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6100832056231302053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6100832056231302053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/06/banheira-de-arquimedes.html' title='A banheira de Arquimedes'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-753695081179009213</id><published>2010-06-18T16:43:00.001+01:00</published><updated>2010-06-18T16:45:54.030+01:00</updated><title type='text'>Memórias de infância, ou, Como que raio consegui sobreviver ? (parte I )</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}p.MsoNoSpacing, li.MsoNoSpacing, div.MsoNoSpacing	{mso-style-priority:1;	mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page WordSection1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.WordSection1	{page:WordSection1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Tive uma infância privilegiada. Vivi dos nove meses aos oito anos e meio perto de Oeiras numa urbanização chamada Alto da Barra. Era formada por um conjunto de vários prédios dispostos em U com campos relvados recheados de árvores no meio. Cada prédio tinha 6 lotes, cada um com 8 andares e dois apartamentos por andar. Eu vivia no bloco A, no lote 5, 1º esquerdo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Na parte traseira do meu prédio havia um descampado enorme, onde todos os disparates eram possíveis e onde vieram a construir um centro comercial, construção essa que teve a minha decisiva influência, como verão em textos futuros. Para lá do Alto da Barra estava a famosa marginal. A marginal era um instrumento de tortura à margem das convenções de Genebra para todas as pessoas que se metiam nela na linha de Cascais, na esperança de um dia chegar ao emprego, sim, naquele tempo costumávamos ouvir falar de auto-estradas e de vias rápidas mas eram conceitos muito estranhos, como se de mitos urbanos se tratassem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Do outro lado da marginal estava a felicidade. A felicidade nesses tempos adquiria a forma de uma praia com um pedaço de areia rodeado de rochas, com dois imponentes esgotos, um de cada lado, a vigiar o que algumas centenas de pessoas conseguiam fazer naquele pequeno espaço inundado em porcaria.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Antes de chegar à praia tínhamos que descer umas escadas e antes de chegar a essas escadas passávamos por uma espécie de café/geladaria com uma esplanada enorme. No caminho para essa esplanada havia uma pequena rotunda relvada com uma placa pré 25 de Abril que nos recordava tudo o que era proibido fazer e um pouco mais à frente havia uma piscina da qual também vos falarei. Hoje, o que interessa é ir ao parque infantil, que ficava à direita de quem seguia na direcção do tal esgoto gigantesco com areia no meio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Conheci muitos parques infantis na minha vida, alguns como criança, outros como criança com mais idade, mas aquele foi sem dúvida o melhor. Quando entrava tinha ao meu lado esquerdo uma construção a imitar um pombal, ou talvez fosse mesmo um pombal do qual os pombos se tinham demitido, talvez por alguma reivindicação laboral. Ao lado direito estava um cavalete que eu insistia em trepar apenas para descobrir que se pode cair sempre de forma diferente magoando partes diferentes do corpo, ao contrário dos gatos. Se andasse em frente passava por umas figuras de ferro retorcidas que davam a um bidon de combustível vazio o aspecto de um cavalo com trissomia XXI, mas a malta nem se importava muito com isso, giro giro era passar as tardes em cima das ditas figuras cavalares a imitar as perseguições a cavalo que víamos no Bonanza. O facto de nunca sairmos do lugar não interessava nada, às vezes trocávamos de cavalo para não serem sempre os mesmos a andar atrás dos outros. Depois dos cavalos estavam os baloiços. Uns pequeninos como se impunha, outros enormes, como se desejava.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;A seguir aos baloiços estava uma das extremidades de uma réplica maravilhosa da ponte 25 de Abril, ponte essa que atravessava longitudinalmente todo o parque e nos levava à zona dos escorregas, onde existiam alguns pequenos e 4 deles enormes, aí com uns 10 metros de altura que então pareciam ser quilómetros. Um dia alguém retirou as tábuas que faziam de piso nessa ponte, tendo ficado apenas a armação em ferro. Como devem calcular isso tornou a ponte muito mais perigosa, e como tal, muito mais interessante. Pergunto-me quantas das autoridades daqueles anos ainda estariam presas se a ASAE então existisse, já para não falar do Daniel Sampaio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;A história de hoje, depois desta enorme introdução, é sobre os baloiços. Eu devia ter a minha meia dúzia de anos, ou talvez nem sequer isso, tenho boa memória mas também não exageremos. Não faço a mínima ideia onde estavam os meus pais ou os meus avós. Provavelmente estavam na tal esplanada, mas também não é de excluir a hipótese de eu ter saído do alto da barra para ir ao parque sem ter avisado ninguém, algo que acontecia com mais frequência do que a que os meus pais sonhavam nos seus piores pesadelos. Como de costume estava num dos baloicinhos a treinar essa arte que tinha aprendido há pouco tempo que se baseava em pequenas oscilações no posicionamento das pernas para usar a força gravítica com o objectivo de produzir um movimento pendular, vulgo, andar de baloiço. Enquanto me divertia com isto, olhava de soslaio com uma inveja e admiração brutais para um grupo de miúdos enormes ( 9 ou 10 anos ) que estavam nos baloiços maiores. Esses foram talvez os meus primeiros heróis. Eram grandes, seguros de si. Pouco depois de se sentarem nos baloiços dos crescidos já rasgavam a atmosfera a velocidades estonteantes. Davam gritos orgulhosos quando subiam em direcção ao céu, e quando desciam de novo sabiam que esse recuo era apenas a oportunidade para lançarem uma nova investida. Muitos anos antes de o mundo se ter apaixonado pelo Tom Cruise no Top Gun, já eu era fã desses “ases indomáveis” que ainda tinham a lata de, passado algum tempo a baloiçar se lançarem no ar num voo imparável para aterrar na areia que servia de solo aos nossos sonhos. Como eles eram fortes e audazes, como eu queria tanto ter 10 anos para ser assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Mas, nesse dia algo mudou. Fartei-me de esperar e quando eles se foram embora, sim, sempre tive medo de mostrar coragem em público, larguei a segurança do baloicinho e aventurei-me em territórios até então desconhecidos. Com alguma dificuldade nada inesperada sentei-me num dos baloiços grandes e lá vai de mexer as pernas. Não custou tanto como pensava. Passado um bocado já atingia velocidades que nunca antes tinha conhecido. Agarrava-me às correntes como um naufrago a uma bóia e voava e voava como naquela música revolucionária sobre gaivotas livres. O que mais me lembro é da sensação daquela pontada maravilhosa no estômago à medida que desafiava a gravidade em direcção ao infinito. Não queria parar. Aquilo era demais, achei que estava a viver o momento mais importante da minha vida. Entretanto, decidi que mesmo já sem fome queria comer a refeição completa. Estava tudo a correr tão bem mas já que tinha chegado ali, ia até ao fim. Decidi que também queria saltar. Era a conclusão lógica, se conseguia andar no baloiço grande como eles, também conseguiria saltar como eles. Então a meio de uma subida, largo as mãos das correntes e empurro o corpo para a frente. Por leis Físicas que vim a aprender muitos anos mais tarde, em vez de ser impulsionado em frente, fui para cima. O baloiço em vez de se retirar para o seu lugar como forma de homenagem à minha coragem, acertou-me em cheio na nuca, como que para castigar a minha arrogância.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Levantei-me completamente tonto e com uma dor na cabeça como nunca tinha sentido, e apesar de a ter partido já três vezes, também nunca esqueci. Olhei à volta, o parque estava quase vazio. Pelo menos não tinha que suportar a vergonha na presença de outras pessoas. Fui esconder-me em baixo da ponte a chorar (sim, eu fui um puto muito piegas) e depois de ter passado a dor e a vergonha, fui embora com o rabo metido entre as pernas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Mas voltei. Não sei se no dia seguinte se alguns dias mais tarde. Sei que voltei e mais cedo do que tarde, aqueles baloiços também já eram meus, e sim, aprendi a voar sozinho, e sem marrar com a cabeça no baloiço. A partir daí o problema passou a ser fugir dos meus antigos heróis quando eles apareciam aos urros histéricos a dizer que aqueles baloiços eram deles e não para bebés.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Voltarei com mais histórias. Até já.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;PS – Obrigado Neide. A nossa conversa sobre o parque infantil da ilha da Armona foi a causa disto. Beijoca. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-753695081179009213?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/753695081179009213/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=753695081179009213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/753695081179009213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/753695081179009213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/06/memorias-de-infancia-ou-como-que-raio.html' title='Memórias de infância, ou, Como que raio consegui sobreviver ? (parte I )'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3646087078663691433</id><published>2010-06-02T00:53:00.002+01:00</published><updated>2010-06-02T00:53:35.172+01:00</updated><title type='text'>Os três mosqueteiros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vou falar do fabuloso romance do Alexandre Dumas, nem das suas inúmeras sequelas. Não vou sequer falar do Dartacão que animou as tardes da minha infância. Vou falar apenas de três pessoas, aliás, de duas que fazem parte de um grupo de três.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos amigos, apenas isso. Escrevo isto com a ligeireza de quem por um momento se esquece que pode haver algo mais forte do que a amizade. Conhecemo-nos há muitos anos. Há tantos que nem sequer sei se quero contar. Não nos vemos diariamente, não temos aquela lidação intensiva que muitos pensam ser condição sine qua none para se reclamar uma relação como de amizade. Temos apenas uma rotina em comum, um encontro anual em Olhão no festival do marisco. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ultimamente tivemos uma grande ajuda que veio pela forma do Facebook, essa poderosa rede social de quem muitos falam bem e muitos outros falam mal. Por um passe de engenharia informática universalista, passámos a estar juntos todos os dias. Conseguimos recuperar a oportunidade de saber a cada minuto o que se passa com cada um, voltámos a descobrir quase à velocidade do pensamento o que estamos a passar, as músicas que queremos ouvir, os poemas que nos apetece recitar, as pessoas que ousamos amar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas afinal quem são estes três artistas que por aqui andam a descobrir-se e redescobrir-se em direcção ao infinito ? Bem, um sou eu. Já me conhecem, não me vou descrever porque detesto falar de mim, como estão cansados de saber. Além disso, o assunto não é muito interessante, sou o vulgar totó que todos conhecem. Agora em relação aos outros dois, aí merece perder algum tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Nuno é um herói. Não estou a gozar, é um daqueles homens que estamos habituados a conhecer nos livros de histórias e nos filmes épicos. É um profundo idealista que, apesar de ter o corpo em chagas de batalhas e derrotas passadas, continua a lutar, como se nada mais soubesse fazer. O Nuno tem a coragem típica do desespero, ataca sonhos e objectivos com uma garra estranha para os dias que correm e, nem sempre, se dá ao trabalho de se proteger do que possa correr mal. Se D Quixote voltasse à existência por um fabuloso passo de mágica, seria uma pálida caricatura do meu Amigo Nuno Pereira. Esse gajo limitou-se a carregar sobre moinhos depois de comer uns cogumelos manhosos, o Nuno desafiaria exércitos temperados pelo fogo do inferno com uma rosa nas mãos e um sorriso nos lábios. Nele há acima de tudo vontade. Uma vontade inebriante de conquistar o impossível, uma força de vontade que se alimenta de derrotas passadas, uma entrega que só pode ser descrita por aqueles e aquelas que um dia foram capazes de se deitar à sombra da segurança que ele tanto tenta oferecer a quem ama. Sim, porque em última análise, depois de tudo ter sido pesado, analisado e escalpelizado, é o Amor a força que o impulsiona. O Nuno é um dos homens mais perigosos que conheci na vida. Ele é perigoso porque acredita firmemente no que diz, ele diz sinceramente o que sente e sente absurdamente aquilo por que luta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois ainda há a Sandra. Para a Sandra é ainda mais difícil arranjar adjectivos. Ela é o elemento aglutinador deste nosso grupo informal. É a verdadeira líder, a voz da racionalidade quando ela faz mais falta. É claramente a mais inteligente de nós, o que não quer dizer que sinta menos do que nós, muito pelo contrário. A Sandra navega pela vida sem a intensidade das nossas cargas suicidárias de cavalaria, ela consegue estar presente de uma forma menos emotiva, mas nunca menos emocional. Ela consegue manter e mostrar um rumo quando tudo à nossa volta parece estar perdido. Nós podemos ser o vento que impele as velas ou a força que faz mover os remos, mas ela é a bússola e o astrolábio que nos dão o rumo. Por vezes podemos vê-la calma e quase impassível perante situações de risco ou de stress, e nesses momentos só quem não a conhece é incapaz de ver no brilho dos seus olhos o fogo que lhe arde no coração. A minha querida Amiga Sandra Paulo pode por vezes parecer feita de gelo mas é uma daquelas estátuas de fogo esculpidas nas entranhas da Terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Juntos somos perfeitos porque desenvolvemos uma extraordinária capacidade de nos abastecermos uns aos outros do que precisamos para carregar aos ombros o peso dos dias. Um partido político juntou-nos há uns anos atrás, mas o que nos uniu é bastante mais forte do que isso. São anos de experiências, de partilhas, de risos e lágrimas, de euforias e neuras partilhadas. Há uma miríade de momentos que foram eternizados porque partilhados. Há uma infinidade de experiências que contribuíram para fazer de nós quem somos, mas que, por partilhadas, fizeram deste grupo uma irmandade rara e valiosíssima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje sei que posso arriscar. Sei que posso perder, sofrer, sei que por muito mal que esteja, os outros dois estarão comigo. À distância de um click, à velocidade de um pensamento. Sei, e eles também o sabem, que tenho uma rede para me amparar das quedas, uma bóia para me salvar do naufrágio. Tenho no Nuno a força, a garra e a determinação que me lembra que a força de vontade, a perseverança e o Amor podem mudar o mundo. Tenho na Sandra a razão para travar os meus mais entusiásticos impulsos e o fogo que me vai aquecer quando o frio da derrota me invadir todos os poros da alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho-os comigo e eles têm-me para si próprios. Enquanto eles ficarem, eu não saio. Enquanto eles existirem, eu não desapareço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3646087078663691433?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3646087078663691433/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3646087078663691433' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3646087078663691433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3646087078663691433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/06/os-tres-mosqueteiros.html' title='Os três mosqueteiros'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-7050739313754808002</id><published>2010-05-28T21:34:00.005+01:00</published><updated>2010-05-29T03:56:00.530+01:00</updated><title type='text'>Vizinhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Moro num apartamento. Num quarto andar mais precisamente. A minha casa tem duas varandas, uma pequenina, daquelas onde cabe o coração, a outra bem maior, nessa cabe o mundo, pelo menos o meu. Como vivo num apartamento que fica num prédio, tenho obviamente vizinhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma família de quem gosto bastante. Não os conheço, é claro. O meu "gosto bastante" significa que têm a capacidade de me emocionar quando me cruzo com eles pontualmente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei que espécie de leis eles violam todos os dias, mas transpiram felicidade por todos os poros. Já o vi abrir-lhe a porta do carro uma vez, já os vi andar de mãos dadas, mas a minha preferida foi mesmo vê-lo um dia a fazer um esforço hercúleo para segurar a porta do prédio enquanto ela entrava, e digo esforço hercúleo porque ia carregado com não sei quantos sacos de compras. Há por aí umas parvalhonas adeptas de umas ideologias igualitárias manhosas e subscritoras da lei das cotas que acham isto de certeza sexista. Parece que o homem está a demonstrar a incapacidade da mulher e a inferiorizá-la por lhe abrir a porta ou querer vestir-lhe o casaco. Não vou tentar rebater os argumentos das críticas do cavalheirismo, mas, já agora , também não vou perder a oportunidade de as mandar à merda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela, por seu lado, é uma doçura. Bem tento, mas não consigo disfarçar o olhar de inveja quando me cruzo com eles no elevador e ela vai com a cabeça encostada ao seu ombro com um sorriso de felicidade, como se 15.000 milhões de anos de evolução cósmica tivessem ocorrido apenas com o objectivo de tornar aquele momento possível.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E depois há ainda a forma como falam um com o outro. Descer o elevador de manhã a caminho do trabalho com uma vontade imensa de ter continuado a dormir tem muito mais piada quando o faço acompanhado por um casal que se trata por "querida", "fofinho", "amor" e outras palavras maravilhosas do campo semântico do magnífico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles têm duas crianças. Um petiz caladinho e sossegado com olhos de detective que parece absorver pedaços da realidade a cada olhar. A miúda é irrequieta e explosiva, daquelas que um dia ainda salta pela janela para descobrir a quê que sabe cair.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ver os quatro juntos é um regalo para os olhos e um bálsamo para o coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adoro estes meus vizinhos, mas se voltam a tocar vuvuzelas três horas seguidas, como fizeram esta tarde, juro que os mato à machadada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-7050739313754808002?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/7050739313754808002/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=7050739313754808002' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/7050739313754808002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/7050739313754808002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/05/vizinhos.html' title='Vizinhos'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-8801671010397257646</id><published>2010-05-28T12:20:00.002+01:00</published><updated>2010-05-28T12:20:38.760+01:00</updated><title type='text'>A insustentável selvajaria do ser</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei quando começou. Ou talvez até saiba. Eu compreendo que tenha sido chato teres sido denunciado a meio de um roubo. Eu até aceito que haja uma vontade de vingança contra o gajo que te denunciou. Eu assumo o meu papel em toda esta novela mexicana, epá, mas porquê hoje ? Não podias ter escolhido outro dia ? Sabes onde moro, já te cruzaste comigo várias vezes na rua, por que raio tinhas que fazer isto logo hoje ?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No início foi tudo muito rápido, sem sequer ter direito a um daqueles diálogos que servem de prólogo nos filmes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Lembras-te de mim ? Eu disse que te ia apanhar !”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Sim, mas olha, apanha-me outra noite porque estou com alguma pressa e tenho gente à espera.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois segundos depois já estou a apanhar. Levo um soco entre o queixo e a boca, pelos vistos o gajo está a levar isto a sério e não vale a pena mandar bocas parvas. Dou dois passos atrás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não achas que é melhor ter calma antes que isto piore ?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Avança na minha direcção. Levanta a mão e soca o vazio, eu fui mais rápido desta vez. Não desiste. Mais dois socos perdem-se no ar, o terceiro acerta-me no ombro esquerdo. Empurro-o. Tenho tempo e espaço para fugir mas algo me prende as pernas, algo me amarra a vontade e fico a olhar impávido enquanto se levanta e volta a avançar na minha direcção. Nova tentativa, desta vez prendo-lhe o braço e enfio-lhe o punho no peito, por baixo do esterno, com toda a força que tenho e não tenho. Cambaleia, cai. Está com um joelho no chão a ofegar, devo ter acertado mesmo no sítio certo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Já percebeste que é melhor parar com esta merda antes que nos magoemos a sério ?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meio de um arraial de insultos viro-lhe as costas e vou-me embora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Estás a fugir oh maricas de merda ?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Volto a virar-me. Agora está de pé com uma tábua de madeira na mão. Isto está mesmo a ficar complicado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Ainda bem que trouxeste uma muleta, vais precisar dela.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É mais forte do que eu, não consigo estar calado nem sob ameaça. A porcaria da tábua passa ao lado da minha cabeça uma vez, à segunda acerta-me em cheio em cima do olho direito. Desta vez doeu a sério, agora sou eu que cambaleio inebriado por uma tontura súbita. Quando volto a levantar a cabeça ele está a avançar, e agora segura a tábua com ambas as mãos. Jogo o pé direito com força contra a parte que sei que lhe vai doer. Pronto, parece que isto resolveu de vez o problema. Mas não, ainda não. Dou-lhe mais um pontapé, de cima para baixo num dos joelhos. Está deitado no chão sem saber onde se agarrar por não saber o que lhe dói mais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Chega Nicolae”, digo-me a mim mesmo mas ignoro-me. Ajoelho-me sobre o seu peito, “Não faças isso !”, um soco, dois, três …&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Pára” pede-me ele. Quatro, cinco … Não percebes que não te estou a bater ? Não percebes que essa tua figura frágil e desprotegida me enoja ? Não consegues entender que olho para ti e só consigo ver a minha cara ?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seis, sete … agarro-lhe os cabelos com a mão esquerda, puxo-lhe a cabeça para trás e levanto a mão direita para um soco final mas paro a meio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei o que aconteceu. Já revi a cena umas dezenas de vezes mas continuo a não compreender o que me fez parar. Pode ter sido o sabor acre do meu sangue na boca, pode ter sido o gosto amargo da adrenalina, a dor lancinante na cabeça. Posso ter tido uma epifania de humanidade no meio da selvajaria, posso apenas ter-me lembrado que estavas à minha espera. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levanto-me e volto para casa. Olho-me ao espelho para ver o resultado da aventura. Um lábio inchado, um olho que parece uma batata mal enxertada e a mão direita vai começar a doer, é certo como um pêndulo. Não tenho paciência para tratar das feridas, que não são mais do que superficiais, pelo menos comparadas com as outras. Sento-me no sofá, troco duas smss e deito-me. Não consigo parar de tremer, não sei se de raiva, de vergonha ou de nojo. Já sei que não vou conseguir ficar aqui fechado mas ainda resisto a sair, estou no “good bye cruel world” dos Pink Floyd, o muro está definitivamente a fechar. Sou o Anakin Slywalker depois de chacinar os Jedis, vejo-me claramente a atravessar uma fronteira que não conhecia. Tenho que sair, tenho que te ver, tenho que ver alguém. Esta viagem tem que ser interrompida e tem que ser já. Não quero ver ninguém mas nunca precisei tanto de pessoas à volta. É isso, estou a precisar de ajuda, vou sair. Até já.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-8801671010397257646?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/8801671010397257646/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=8801671010397257646' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8801671010397257646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8801671010397257646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/05/insustentavel-selvajaria-do-ser.html' title='A insustentável selvajaria do ser'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-497419838247816671</id><published>2010-05-20T10:55:00.002+01:00</published><updated>2010-05-20T10:56:50.512+01:00</updated><title type='text'>Lip Dub na Escola Secundária de Olhão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem fui atropelado, e sem estar à espera. Foi logo pela manhã, como se fosse uma espécie de castigo por me recusar a acordar verdadeiramente antes das 10h30/11h00.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na minha ronda diária pelos sites das escolas do Algarve descobri um vídeo feito por professores e alunos da escola secundária Francisco Fernandes Lopes, em Olhão. Foi imediato. Chocante. Apaixonante. Intenso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nuns breves seis ou sete minutos passaram-me à frente dos olhos seis anos de vida. Em pouco mais de 360 segundos, perdi vinte anos de vida e voltei a ser o puto que conheceu de olhos fechados todos os cantos e recantos daquela escola.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os minutos de ansiedade antes do desejado 2º toque, as correrias pelos corredores, os jogos de futebol e as tropelias no mini trampolim às escondidas dos profs de educação física. Lembrei-me das aulas, das que gostava e das que nem por isso e dos professores e professoras que no intervalo do seu trabalho ainda tiveram tempo para fazer de mim o que sou. As partidas pregadas, as amizades criadas, beijos roubados e olhares trocados. Ontem a minha juventude voltou, tal como no Misplaced Childhood dos Marillion, e a culpa foi vossa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num tempo em que a educação aparece sempre nas notícias pelos maus motivos, a minha escola fez o contrário, num tempo em que a violência, o bullying, o desânimo e o protesto imperam a sua vontade, a secundária de Olhão mostrou aquilo que uma escola pode ser, aquilo que uma escola deve ser. A criação deste vídeo foi um trabalho colectivo e constitui o melhor cartão de visita que já vi uma escola fazer. Entre a visita guiada estão presentes os mais importantes espaços, estão evidenciadas todas as actividades desenvolvidas. Há uma alegria e uma dinâmica contagiantes que nos chega a fazer esquecer os problemas que afectam o ensino nos dias que correm.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem fui atropelado logo pela manhã e passei o resto do dia a rir. É verdade que também me correram algumas lágrimas, mas ri-me como há muito tempo não o fazia. Cada centímetro quadrado daquela escola é para mim solo sagrado, e como não me esqueço do que lá vivi, também não me esquecerei da forma como me fizeram recordá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=C3ecwTdCNQc"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=C3ecwTdCNQc&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-497419838247816671?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='' href='http://www.youtube.com/watch?v=C3ecwTdCNQc' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/497419838247816671/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=497419838247816671' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/497419838247816671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/497419838247816671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/05/lip-dub-na-escola-secundaria-de-olhao.html' title='Lip Dub na Escola Secundária de Olhão'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-8666455773493298319</id><published>2010-05-18T02:29:00.003+01:00</published><updated>2010-05-18T12:19:59.234+01:00</updated><title type='text'>Por um futuro Seguro</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-language:EN-US;}p.MsoNoSpacing, li.MsoNoSpacing, div.MsoNoSpacing	{mso-style-priority:1;	mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	font-size:10.0pt;	mso-ansi-font-size:10.0pt;	mso-bidi-font-size:10.0pt;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-hansi-font-family:Calibri;}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Já se falava em surdina por muitos. Já se esperava por tantos outros, os que não temem a esperança. Já se adivinhava pela onda de simpatia e empatia que o cerca. António José Seguro afirmou publicamente o que uma grande quantidade de Socialistas ambicionava, quando o momento chegar, assumirá as suas responsabilidades e será candidato a Secretário-geral do partido.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;No dia em que foi assinado o acordo entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho com vista à redução do défice e à consolidação das contas públicas, Portugal toma conhecimento da disponibilidade de António José Seguro para um dia liderar um dos partidos estruturantes da nossa Democracia, e, fruto disso, para liderar o nosso país. Na manhã em que somos atropelados pela violência das nossas dificuldades presentes, tomamos conhecimento que, o futuro pode já estar em construção.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;António José Seguro tem uma dimensão política rara nos dias que correm. Recusa o discurso tecnocrático tão em moda naqueles que se apresentam como donos de soluções que nem sequer gostam de ver questionadas ou discutidas. António José Seguro rompe com o pensamento único do “tem que ser” e regressa à Política, aquela com P maiúsculo de que tanto gosta de falar. Há de facto uma forma diferente de fazer política, há uma forma de entender e debater os assuntos com a abertura de quem quer gerar soluções sem fazer imperar a sua agenda. Há, tem que haver, uma forma de alargar a governação ao entendimento e compreensão dos que são governados, ao invés de se limitar esse nobre acto a uma constante cruzada contra os que põem em causa as opções tomadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;António José Seguro tem um currículo ímpar na defesa dos direitos dos cidadãos, tem uma agenda muito própria na luta pela despartidarização da sociedade, agenda essa fruto da sua experiência associativa e de uma crença profunda que a Democracia não sobrevive sem os partidos políticos, tal como não é completa só com eles. A reforma da Assembleia da República elaborada no mandato anterior é apenas um dos exemplos desta forma de entender que quem exerce o poder pode, tem e deve ser escrutinado pelos outros. A vontade de permitir que sejam os cidadãos a propor o Provedor de Justiça é outra assinatura reconhecível desta forma de entender uma sociedade democrática tais como são as suas inúmeras e conhecidas intervenções no sentido de haver uma cada vez maior liberdade de voto dos deputados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Em António José Seguro o discurso populista contra o sistema e contra os políticos não tem eco. António José Seguro é um político, é-o com honra, com paixão e com ambição. Com a honra de quem tem um percurso impoluto no serviço à &lt;i&gt;res publica&lt;/i&gt; sempre que foi chamado a exercer funções executivas ou parlamentares, com a honra de quem discordando soube fazê-lo na altura certa e nos canais próprios, ao invés de entrar no espalhafato da berraria na praça pública. Com a paixão de quem não se verga ao discurso da inevitabilidade, com a paixão de quem luta pelo que acredita e de quem acredita que pode fazer a diferença. Com a ambição de quem sente que é possível mudar para melhorar, de quem sabe que por muito popular que seja atacar o "sistema" é muito mais profícuo intervir de forma a melhorá-lo, com a ambição de quem quer um novo rumo para a nossa política, para a nossa sociedade, para o nosso país.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;António José Seguro dá-se ao luxo de acreditar no que diz, e de saber porquê. Quando fala da necessidade de libertar os deputados do jugo dos directórios partidários, fá-lo porque entende que nenhuma Democracia representativa pode ser plena enquanto a Assembleia da República for povoada por "funcionários dos partidos". Quando repete até ao expoente da exaustão que os eleitores têm que conhecer o trabalho efectuado pelos parlamentares, fá-lo porque sabe que nenhum sistema político sobrevive a longo prazo ao divórcio entre eleitores e eleitos. Quando apela a novas formas de participação cívica fá-lo a pensar que todos têm o direito de intervir na sociedade, TODOS, e não só os que procuram os habituais canais políticos para o fazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Com António José Seguro haverá decisão e diálogo, cada qual com o seu peso e medida. Haverá procura de novas soluções para problemas antigos e investimento na melhoria da saúde da nossa Democracia. Não é de se esperar uma promessa irresponsável numa solução quase mágica das nossas dificuldades, mas, tenho a certeza, será reforçada a comunicação entre o poder executivo e os portugueses, que são, em última análise, sempre os actores principais da nossa Democracia. Em António José Seguro não há a tentação do culto da personalidade, ele é um homem de equipas e recusa a excessiva personalização do poder com a mesma veemência com que recusa a dimensão messiânica que continuamos a atribuir aos nossos líderes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;Ontem, dia 15 de Maio, senti-me melhor e mais aliviado, não só como Socialista, mas também, e acima de tudo, como Português. Por muitas dificuldades que vivamos, por muitas dúvidas que tenhamos, por muito impossível que possa parecer o caminho, permito-me a olhar o futuro com esperança. Muitos amigos, colegas e camaradas referem-me com frequência as saudades que têm de um passado em que tudo aparentava ser melhor. Com a disponibilidade manifestada por António José Seguro, saudades, eu já só consigo ter do futuro.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-8666455773493298319?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/8666455773493298319/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=8666455773493298319' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8666455773493298319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8666455773493298319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/05/por-um-futuro-seguro.html' title='Por um futuro Seguro'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-904167536355561625</id><published>2010-05-09T17:05:00.003+01:00</published><updated>2010-05-09T17:06:06.313+01:00</updated><title type='text'>Filhos do mar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algures perdida na memória está a fundação de Olhão. De acordo com os relatos que nos chegaram, o pólo aglutinador deste novo povoado foi uma grande nascente de água potável que estava situada num terreno seco cercado por pântanos e sapais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por uma daquelas ironias que fazem a história, a presença de água doce possibilitou a criação de uma terra que passou a viver da água salgada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Olhanenses cedo descobriram de onde viria a sua riqueza e a sua glória. E viraram-se para o mar. Inicialmente fizeram-no por uma questão de sobrevivência e, só depois, perceberam as enormes possibilidades que se abriram à sua frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O povo de Olhão mariscou em todos os poros da ria formosa. Pescou na ria e, quando se lançaram no mar alto, fizeram-no com a coragem do desespero e empurrados por um impulso que só a fome pode dar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As gentes de Olhão fizeram dos seus barcos extensões das suas casas, levaram a todos os cantos do mundo pedaços de si e da sua terra. Um barco a navegar é muito mais do que um meio de transporte, está muito além de uma simples obrigação profissional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há quem se perca fora de casa, há quem se sinta irremediavelmente desenraizado quando a distância o separa daquele pequeno mundo que é o seu. Os Olhanenses resolveram esse problema levando com eles esse pequeno mundo. Esculpiram-no em madeira, colocaram-lhe umas velas e deixaram que os seus sonhos substituíssem o vento e os levassem inexoravelmente em direcção ao infinito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Venceram correntes e enfrentaram tempestades. Cavalgaram ondas e rasgaram auto-estradas marítimas onde nada havia, a não ser o bafo imponente do oceano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo iniciou com a pesca, mas foram vertiginosamente arrastados para o comércio, e, para a sua extensão legalmente duvidosa, o contrabando. Entre os mares de Larache e os portos da Sardenha, entre as enseadas da Bretanha e as águas tropicais do Brasil, lá estavam eles, à espera de ser encontrados. A pescar, a vender, comprar e contrabandear.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Olhanenses adoptaram o mar, e, fazendo-o, tornaram o mundo o seu quintal dos fundos. Entre viagens que se perdiam num tempo de espera que não terminava, entre lágrimas e naufrágios, Olhão cresceu sob alicerces de água salgada. Foi ao mar que lançaram as suas sementes, foi do mar que colheram os seus frutos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, alguns séculos depois, apesar de afogados em dificuldades e mareados pela, há muito decretada, morte da pesca, ainda há em Olhão alguns descendentes de um povo que um dia decidiu pescar e navegar em direcção ao futuro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-904167536355561625?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/904167536355561625/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=904167536355561625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/904167536355561625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/904167536355561625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/05/filhos-do-mar.html' title='Filhos do mar'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3998954202658430047</id><published>2010-05-08T15:31:00.003+01:00</published><updated>2010-05-08T15:41:21.004+01:00</updated><title type='text'>Antoine Lavoisier</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Foi a 8 de Maio de 1794. Não sei bem as horas nem os pormenores da situação mas calculo que tenha sido numa praça pública, e que a mesma estava cheia de gente, afinal há poucas situações tão mobilizadoras como um espectáculo de violência gratuito. Caminhou escoltado, o poder tem a infinita fraqueza de achar que tem que sujeitar a força as suas vítimas. Foi certamente apupado e insultado. As moles humanas têm o vigor dos covardes e só na sua miríade de indivíduos a pregar a acefalia a plenos pulmões conseguem pronunciar em público o que teriam asco de pensar em privado. Acarinho o pensamento de que se manteve hirto e íntegro até ao fim. Acalento a esperança de que tenha sorrido sarcasticamente quando lhe repetiram as acusações. Sim, elas foram repetidas. Mais uma vez, a tirania necessita de humilhar as suas vítimas antes de as destruir. É uma daquelas verdades insofismáveis, quem combate a razão é obrigado a ridicularizá-la porque sabe a priori que o tempo encarregar-se-á de repor a verdade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Neste momento está deitado. O corpo tenso molda a tábua onde se deita, tábua essa, que em tempos, como parte de um carvalho, ou de um pinheiro, nunca sonhou terminar os seus dias como figurante de uma peça tão insidiosa. Os seus olhos são vendados. Pelo menos oferecem-lhe essa opção. Mais uma vez o meu carácter idealista obriga-me a acreditar que recusou essa espécie nojenta de sublimação da parte dos seus torcionários. Não ! Não aceitou ! Lavoisier fez questão de ver a lâmina afiada da estupidez a descer sobre o seu pescoço.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Foi no dia 8 de Maio de 1794. Um pedaço de ferro desceu, escravizado pela força da gravidade e controlado pelo poder arrogante de uns arautos de um pretenso mundo novo. Numa fracção de segundo uma cabeça separou-se de um corpo tornado inerte. Numa fracção de segundo a um dos cérebros mais brilhantes da humanidade foi sonegado o direito à vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Antoine Lavoisier é considerado por muitos como o pai da Química moderna. Durante a sua vida, reformulou a nomenclatura química, identificou e baptizou o oxigénio e o hidrogénio. Libertou-se da lei da morte ao postular a Lei da conservação da massa, segundo a qual, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma, uma das mais populares citações conhecidas, aplicada às mais variadas situações. Pelo caminho provou que a combustão dependia da presença de oxigénio e reduziu à insignificância teoria do Flogisténio. Rasgou autoestradas em direcção ao conhecimento da estequiometria e ensinou-nos que o diamante é uma forma cristalizada de Carbono.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas e se Lavoisier estivesse errado ? Pensemos por um momento que a famosa “nada se perde, nada se cria, tudo se transforma” não correspondesse à realidade. Vamos pensar em nós, nas nossas vidas, nas nossas experiências, nos nossos sonhos. Vamos gastar algumas sinapses cerebrais a imaginar o que seria se simplesmente nos recusássemos a aceitar ser meros espectadores de um processo contínuo e infindável de transformação. É verdade que todos os átomos que constituem as moléculas que formam o nosso corpo não se esgotarão com a nossa morte. Eles existem à tempos infindáveis e sobreviver-nos-ão. Eles são produto de combustões estelares e fazem de nós, em última análise, produtos de estrelas ha muito desaparecidas na imensidão do tempo cósmico. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Gosto no entanto de acreditar que somos mais do que o ajuntamento das entidades físicas que forma o nosso corpo. Nesse sentido, olhando para a nossa, ou pelo menos para a minha, vida consigo ver um ganho constante e sucessivo, algumas transformações, mas nenhuma perda. Olhando para trás com os meus olhos sempre mais implacáveis para mim do que para os outros, tenho muita dificuldade em identificar situações de perda. Continuo com uma espécie de arrogância juvenil que entende todas as experiências vividas como um ganho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É verdade que já não tenho próximos amigos que me são queridos, é verdade que já não tenho vivas pessoas que me foram, e continuam a ser, fundamentais, é, dolorosamente verdade, que amores sentidos não passaram de promessas lindas de poemas numa vida cada vez mais escrita em prosa. Mas e depois ? Será que isso foi uma perda. Como posso ter perdido algo ou alguém que carrego na memória à distância de um pensamento ? Como poderá ter desaparecido alguém a quem recorro nos mais solitários momentos de introspecção ?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O mesmo se passa com os sonhos. Continuo a criar sonhos à medida das situações e das pessoas com quem me cruzo. Insisto em ver a cada faceta da vida o que pode vir a ser e não me consigo satisfazer com ver o, muito mais seguro, que é. Olhar para a realidade actual é esquecer que o tempo presente é convencionado ser de três segundos. Pensar no presente é abdicar de imaginar o que será o próximo parágrafo que escreverei daqui a três minutos.Eu sei que sou um optimista inveterado. Mas sei por que o sou, e isso é que para mim é importante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lavoisier mudou a Química, e de uma certa forma o mundo. Lavoisier associou a degradação dos metais à presença de oxigénio, e, em última análise, a lâmina que o matou enferrujou na presença do oxigénio que ele baptizou muito mais depressa do que as suas ideias foram esquecidas. Lavoisier caiu como mártir no altar sagrado da alarvidade mas não será jamais esquecido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu, contudo, em mais um ataque de convencimento postulo que a lei da conservação da massa não se aplica à minha vida. Comigo, nada se perde, tudo se cria e, em caso de necessidade, algo se transforma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E transformar-me-ei.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Obrigado Lavoisier.&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3998954202658430047?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3998954202658430047/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3998954202658430047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3998954202658430047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3998954202658430047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/05/antoine-lavoisier.html' title='Antoine Lavoisier'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-8138982090770317687</id><published>2010-03-23T12:05:00.000Z</published><updated>2010-03-23T12:05:14.304Z</updated><title type='text'>Cara lavada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das primeiras técnicas de engate que me ensinaram foi "quando não há substância, aposta na imagem". Passados para aí uns 20 anos decidi finalmente pô-la em prática. Como ando num blackout de escrita, ou seja, não há substância, decidi mudar a imagem para não dizerem que já não faço nada e que já não quero saber dos meus fieis dois ou três leitores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espero que gostem da cara nova e que tenham alguma tolerância pelo meu silêncio. Um dia voltarei, como aliás volto sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abraços e Beijinhos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-8138982090770317687?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/8138982090770317687/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=8138982090770317687' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8138982090770317687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8138982090770317687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/03/cara-lavada.html' title='Cara lavada'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-2780098762440784699</id><published>2010-02-22T17:01:00.001Z</published><updated>2010-02-22T17:04:15.711Z</updated><title type='text'>Passeios e Vagabundagens II - Porto Peles</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diz-se que o criminoso volta sempre ao local do crime. Assim foi. Não tive à minha espera polícia nem exército, mas&amp;nbsp;crime cometido quando lá estive&amp;nbsp;não foi muito grave. Foi uma terça feira, a de carnaval. Tal como na outra terça feira, a de início de Novembro, apenas um dos restaurantes estava aberto, o do Toy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O espaço estava atolado de gente, a hora era tardia para almoçar, 14h30, o que nem foi muito grave porque no Alentejo o tempo corre mais devagar e a tolerância para quem não segue os preceitos temporais estabelecidos é maior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desta vez, ao contrário da outra,&amp;nbsp;fui acompanhado. Não levei o meu chapéu preto, não passei o tempo a escrever e, além disso, o comprimento do meu cabelo foi reduzido a 1/5. Vi 3 caras conhecidas da última aventura. Caras de homens já não invisíveis à memória mas que ainda assim pouco fizeram além de um gesto indistinto com a cabeça. Não me reconheceram, pensei eu, dadas todas as diferenças que acima descrevi. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem me reconheceu claramente, apesar de não saber de onde, foi a senhora da mesa do lado. Assim que entrámos olhou-me fixamente e passou o resto do tempo que esteve presente a olhar para mim e a segredar à filha que estava ao seu lado. Não faço ideia de quem seja e duvido que algum dia venha a saber. Calculei que fosse natural visto não sermos clientes habituais da casa. Uma espécie de reconhecimento imediato dos dois antigénios presentes num ambiente assepticamente reconhecido. Mas não. Não foi isso. Ou então não era Alentejana. Os Alentejanos são os outros três que me reconheceram mas, dada a presença de alguém que não pertenceu ao microcosmos da experiência anterior, optaram por aquele silêncio ausente entre comparsas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha Senhora, não sei quem é nem nunca virei a saber, mas tem claramente algo a aprender com os seus conterrâneos. Eles sabem marcar presença ausentando-se, eles souberam aparecer numa noite de Novembro e manter-se desaparecidos num almoço de Fevereiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Definitivamente, gosto mesmo desta terra. Não foi a primeira vez que lá fui e&amp;nbsp;sei que vou voltar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso as presas de porco preto estavam divinais !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Olhão, 16/2&amp;nbsp; 23h45&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-2780098762440784699?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/2780098762440784699/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=2780098762440784699' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2780098762440784699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2780098762440784699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/02/passeios-e-vagabundagens-ii-porto-peles.html' title='Passeios e Vagabundagens II - Porto Peles'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-2907716884542253209</id><published>2010-02-22T16:20:00.000Z</published><updated>2010-02-22T16:20:13.696Z</updated><title type='text'>História</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se há amor não cumprido na minha vida é o amor pela História. História mesmo. A ciência que nos ajuda a conhecer o passado para melhor compreender o presente. Desta vez não estou a falar das estórias que tanto gosto de contar e recontar até ao expoente do insuportável, cumprindo o meu destino genético que o meu pai me legou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estando eu em maré de reequilíbrios e de transformações, decidi que não mais viverei com um "amor platónico" a enfernizar-me o juízo, nem com a&amp;nbsp;dúvida do que poderia&amp;nbsp;conseguir se tivesse coragem para arriscar lutar pelo que quero.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou voltar a estudar, e desta vez será&amp;nbsp;História. O e-learning&amp;nbsp;criou possibilidades&amp;nbsp;inimagináveis e a American Military University chamou-me a atenção. A&amp;nbsp;atracção dos diferentes cursos é fulminante e a sedução dos mestrados então é irresistível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só me falta ter a certeza do reconhecimento da Universidade, juntar 4.500 dólares e decidir se aposto no Mestrado em História Americana ou se no outro que me tirou o sono, o Mestrado em História Militar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que desta vez nem vou tentar inventar desculpas para não o fazer. Sei-o com a mesma certeza&amp;nbsp;com que sei&amp;nbsp; que sou&amp;nbsp;capaz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou voltar aos estudos porque o saber não ocupa espaço, como me ensinaram há muitos anos. Vou voltar a estudar porque preciso de aprender mais e quero ter mais coisas para poder ensinar. Vou voltar à Universidade, mesmo que com um oceano de distância, porque necessito de&amp;nbsp;contactar com&amp;nbsp;pessoas mais inteligentes do que eu, ou pelo menos que saibam coisas diferentes das minhas, como necessito de oxigénio para as minhas mitocôndrias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou voltar a estudar porra ! Felicitem-me ou façam soar requiems à minha sanidade, não quero saber.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-2907716884542253209?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/2907716884542253209/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=2907716884542253209' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2907716884542253209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2907716884542253209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/02/historia.html' title='História'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-2619620230874842888</id><published>2010-02-22T12:51:00.001Z</published><updated>2010-02-22T12:55:36.083Z</updated><title type='text'>Passeios e Vagabundagens I - Santa Clara de Sabóia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As três semanas de afastamento do blog não corresponderam a três semanas de afastamento da escrita. Esta nova coluna de “Passeios e Vagabundagens” é dedicada exactamente aos sítios por onde tenho andado ou por onde passei, e sobre os quais escrevi mas as férreas leis da preguiça adiaram a publicação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começo por Santa Clara de Sabóia. Aqui tenho uma das minhas histórias mais carismáticas. Numa madrugada de inverno de 1999, voltava eu de um fim de semana com a namorada no Porto. O comboio azul, como se chamava, saía da Campanhã às 21 horas e deixava-me em Messines por volta das 7 horas do dia seguinte. Nessa viagem adormeci, como de costume, só que dessa vez acordei subitamente com uma paragem do comboio. Acto reflexo, agarrei o saco e saltei porta fora, já com o comboio a arrancar. Enquanto respirava fundo, o meu cérebro começou a processar conscientemente o que me rodeava. Foi nesse momento que vi que onde devia estar escrito “Messines-Alte” estava escrito “Sta Clara de Sabóia”, e na direcção onde deveria estar a minha escola, estava um pocilgo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A dimensão titânica da minha burrice atropelou-me à velocidade da luz e, enquanto vomitava impropérios contra mim próprio e inventava em voz alta metáforas para a minha estupidez, uma senhora aproximou-se. Depois de me perguntar o que se passava e de eu ter respondido, explicou-me que trabalhava na passagem de nível, que a casa dela era ali perto e que podia ir para lá para tomar o pequeno almoço com o marido e os filhos que deviam estar a acordar. Bem dito, melhor feito. Enfiaram-me pelas goelas abaixo um balde de cevada e umas tibornas tão quentes como maravilhosas. No final dessa experiência religiosa, enrolei-me numa manta e deitei-me num sofá onde voltei a adormecer. Por volta das 10 horas, já com metade da manhã de aulas perdida, meti-me numa automotora vermelha que se queixava de todas as articulações e se deslocava à velocidade das sinapses cerebrais da Lili Caneças e fui para Messines onde a rotina diária me esperava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Júlia era o nome da Senhora. Nunca mais a vi, mas também nunca me esqueci dela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alfa Pendular - 27 /1 - 8h45&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-2619620230874842888?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/2619620230874842888/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=2619620230874842888' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2619620230874842888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2619620230874842888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/02/passeios-e-vagabundagens-i-santa-clara.html' title='Passeios e Vagabundagens I - Santa Clara de Sabóia'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-4607094890989929422</id><published>2010-02-22T10:13:00.007Z</published><updated>2010-02-22T10:52:41.318Z</updated><title type='text'>Paranóias sem sentido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que foi uma apoteose que ocorreu antes do começo do início. Há quem diga que aí nasceu deus. Há até quem diga que foi deus que lançou os dados que a tudo deram origem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que depois desse momento inicial e iniciador de tudo, apareceu o tempo. Foi muito antes de nós, muito antes da nossa capacidade e necessidade de o medir, compartimentar e quantificar, já o tempo existia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia aparecemos. Aparecemos como fruto de uma evolução perdida nas brumas do tempo e não tardou a que descobríssemos que precisávamos de o controlar para não o temer. Criámos os relógios. Instrumentos que usam o tempo para produzir mais tempo, e mais tempo, e mais tempo. E descobrimos que no fim do tempo, o Amor resiste à morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Julgámos obter segurança crendo na existência de um relojoeiro supremo, o dono do tempo, o artesão do infinito. Acreditámos que a sua existência traria o equilíbrio necessário a quem vive preso entre o tempo que passa e o tempo que vem. Desejámos sacudir dos nossos ombros curvados a responsabilidade de viver plenamente, porque não podia haver vida plena não controlando o tempo em que ela se desenrola. E o relojoeiro supremo continuaria a olhar pelo tempo. E os nossos relógios continuariam a usar o tempo para produzir mais tempo, e mais tempo, e mais tempo. E o Amor continuaria a ultrapassar a morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois descobrimos ainda que podíamos dividir o tempo em passado, presente e futuro. Aí sujeitámo-nos à ditadura da nossa criação e tornámo-nos escravos, não de um tempo, mas dos três. Aí bebemos o fel da perda de um tempo que se esvaiu por entre os dedos e no passado ficou. Aí entendemos a efemeridade do tempo que está a passar. Aí decidimos esperar com ansiedade o tempo que há de vir adiando para um futuro próximo ou distante o que não fazemos hoje, por nós e/ou pelos outros. E os relógios continuam a usar o tempo para produzir mais tempo, e mais tempo, e mais tempo. E o Amor continua a ser mais forte do que a morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentado numa cama de um hospital sou fulminantemente assaltado pelo percurso que me trouxe até aqui. Com dois comprimidos de sabor horrível a dissolverem-se debaixo da língua e uma porcaria qualquer espetada numa veia olho para um espelho distante revelado por uma cortina que se abriu e não me reconheço. Já não sou quem fui e acho que nunca me tornei no que esperei vir a ser. Julgo não passar de uma contradição cronológica entre tempos perdidos, mas ainda assim, sou eu, em toda a humildade das minhas virtudes e em toda a imponência dos meus defeitos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olho para trás e vejo o quê ? Os campos relvados do Alto da Barra estão a arder. A terna placidez da Ria Formosa está a arder. O campus de Gualtar está a arder. A estação da CP da Sra da Hora está a arder. Lagos está a arder. As falésias de Aljezur estão a arder. Por entre o fumo e o fogo, uma nuvem de cinzas envolve-me. Cada uma é um pedaço de memória vivida mas não esquecida. Sorrio com a compreensão póstuma de que essas memórias são apenas quem eu fui, já não são quem eu sou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está a chegar a hora. Está próximo o momento de inverter o rumo, de mudar de caminho. É chegado o momento de romper com o paradigma electroquímico segundo o qual cargas eléctricas diferentes se atraem e cargas iguais se repelem. Chegou o tempo de compreender que por muito que dois protões se tentem afastar, quando juntos no núcleo, a força necessária para os separar é infinitamente superior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje regresso ao futuro. Talvez ainda não regresse hoje, mas pelo menos sei que hoje deixo de me afastar dele. Quando sair daqui, desta cama, deste hospital, desta cidade que nada me diz e à qual me condenei a trabalhar, vou procurar os “meus”. Os que estiverem presentes ficam, os que estiverem ausentes vão, os diletantes, que continuem a diletar nos seus destinos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amanhã vai chegar diferente. Sei-o, como sei que os relógios continuarão a usar tempo para produzir mais tempo, e mais tempo, e mais tempo. Só que desta vez também sei que não estou condenado ao eterno e etéreo destino de chegar tarde demais para os deuses e cedo demais para os homens. E continuo a saber que o Amor sobreviverá à morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Faro, 7 para 8 de Fevereiro, entre as 3h00 e as 4h15)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-4607094890989929422?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/4607094890989929422/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=4607094890989929422' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4607094890989929422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4607094890989929422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/02/paranoias-sem-sentido.html' title='Paranóias sem sentido'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-7969135762197612989</id><published>2010-01-24T23:11:00.000Z</published><updated>2010-01-24T23:11:42.264Z</updated><title type='text'>" Era uma vez ...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... um Rei que tinha três filhas e quis saber qual delas gostava mais dele".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim começou uma "estória" inventada e contada por uma miúda de 12 anos hoje à mesa do almoço. Não a vou reproduzir integralmente, como é óbvio. O que quero mesmo dizer-vos é que ao ser questionada sobre a razão da "estória" inventada, ela limitou-se a dizer-me algo parecido com: "Qualquer esforço feito para te fazer rir ou para te pôr bem disposto vale sempre a pena".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois disto, nem sei ainda o que escrever. Sei que há pessoas que continuam a não acreditar em anjos. Sei que ainda há pessoas que não compreendem que existem seres a caminhar entre nós que se sentem bem, que se sentem realizados, que se sentem vivos quando conseguem tornar o momento, o dia, ou a vida dos outros mais feliz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu acredito em anjos. Se vocês já não o conseguem fazer, tenho pena. Por vocês, claro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obrigado Sobrinha !!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-7969135762197612989?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/7969135762197612989/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=7969135762197612989' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/7969135762197612989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/7969135762197612989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/01/era-uma-vez.html' title='&quot; Era uma vez ...'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-7787636041229220867</id><published>2010-01-21T14:24:00.000Z</published><updated>2010-01-21T14:24:24.411Z</updated><title type='text'>de rastos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Noite terrível. Vómitos, tonturas, dor de cabeça e duas horas verdadeiramente dormidas. Acordei às seis e meia com a maior enchaqueca da minha vida. Parece que bebi a albufeira do Alqueva em bagaço. Tensão arterial estratosférica e mais um vómito à primeira passa de um cigarro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não estou no grau 0, muito pouco falta. Resta-me a consolação que daqui para diante só posso melhorar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-7787636041229220867?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/7787636041229220867/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=7787636041229220867' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/7787636041229220867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/7787636041229220867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/01/de-rastos.html' title='de rastos'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-1950016056593169964</id><published>2010-01-20T12:34:00.002Z</published><updated>2010-01-20T12:34:42.984Z</updated><title type='text'>Leis de Murphy</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O PC de serviço, depois de algumas ameaças, encomendou a alma ao criador. Estou desde as 9h a olhar para uma planta a vê-la crescer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se ontem não estava propriamente bem disposto, hoje o meu ascendente em Leão está à flor da pele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por favor ninguém fale comigo. É melhor, acreditem !&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-1950016056593169964?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/1950016056593169964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=1950016056593169964' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1950016056593169964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1950016056593169964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/01/leis-de-murphy.html' title='Leis de Murphy'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3531531356642038495</id><published>2010-01-19T23:20:00.001Z</published><updated>2010-02-02T11:05:36.751Z</updated><title type='text'>Cansaço</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou cansado. Terrivelmente cansado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não consigo perceber o que me aconteceu, isto é, fiz tudo certo no fim de semana. Sexta feira tive uma noite excelente dividida entre o Salvador, o Cantaloupe e o Catita. Jantei, bebi, conversei, foi tudo excelente mesmo. Sábado tive as inevitáveis limpezas e arrumações mas na parte da tarde descansei e preguicei como se não houvesse amanhã. De noite, tive um jantar memorável com amigos e camaradas inesquecíveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Domingo, esse dia então foi a cereja em cima do bolo. Foi só acordar e largar-me à estrada para visitar sítios dos quais estava assoberbado de saudades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi tudo perfeito. Tudo fazia crer que a semana ia iniciar com as baterias carregadas. E iniciou. O que é estranho é que bastaram dois dias&amp;nbsp; para me pôr neste estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou moído, cansado, extenuado, destruído. E só passaram dois dias. Não sei explicar esta sensação. Não sei justificar esta incapacidade para me render naturalmente a uma rotina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que, por muito que procure paz e estabilidade, só o risco me atrai, só a conquista me impulsiona. Adorava perder de vez este complexo de "peter pan" que me leva a agir de forma adolescente perante os desafios da vida. Adorava ser como 90% das pessoas que conheço e contentar-me com uma doce e calma rotina diária, sem riscos nem medos, sem objectivos nem sonhos. (In)felizmente continuo a sentir-me como um guerreiro à procura de trincheiras para conquistar e dragões para abater. Infelizmente continuo a lutar contra a minha essência, ou a procurar a minha essência, por estradas e caminhos por desbravar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhem, sabem que mais, que se fecunde esta conversa toda. Vou ver o Stargate e tentar adormecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode ser que acorde melhor, pode ser que acorde diferente. Pode ser que nem sequer acorde. Estou tão farto de mim que já nem desculpas arranjo para manter este texto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou escrever dois mails e dormir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boa noite para vocês&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3531531356642038495?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3531531356642038495/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3531531356642038495' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3531531356642038495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3531531356642038495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/01/cansaco.html' title='Cansaço'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-286292037654181456</id><published>2010-01-19T01:18:00.000Z</published><updated>2010-01-19T01:18:42.102Z</updated><title type='text'>Litoral Alentejano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia de vadiagem. Era inevitável. Parou a chuva, o céu despiu-se de nuvens e não teve vergonha de mostrar o nosso astro rei em toda a sua sedutora nudez.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve vontade, houve carro, houve companhia, que mais poderia faltar ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois anos depois da saída de Aljezur, seis anos depois do regresso de Ourique resolvi voltar a um dos meus escapes favoritos para os finais de tarde sem planos ou vazios de destino. Saí cedo, muito cedo para o que é normal num dia de Domingo. O almoço foi pelo caminho, e a chegada foi calma e discreta. Entre Milfontes e Porto Côvo há muito para desbravar. Com a imortal música do Rui Veloso desce-se a pé aquela rua principal que leva à falésia. A rua está ladeada por lojas de recordações, como se fosse possível levar algum pedaço da maior recordação que se pode ter daquela terra, a beleza indescritível de uma paisagem natural bafejada com o dom da eternidade. A proximidade do mar sente-se a cada passo. O cheiro do mar inala-se a cada inspiração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porto Côvo é como um entreposto perdido numa fronteira entre dois mundos, mas eu hoje não saí de casa para ver fronteiras, foi para cruzá-las. A ilha do Pessegueiro está ali mesmo ao lado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No ano em que dei aulas em Ourique costumava fugir para lá com um grupo de meia dúzia de colegas. Jantávamos no restaurante construído em madeira e rifávamos quem seriam os infelizes a estar sujeitos a dieta alcoólica para levarem os carros de regresso. Nessa praia passei uma noite terrível em Fevereiro de 2003, depois de ter saído do velório de um dos melhores amigos que alguma vez tive, e só ao nascer do Sol a abandonei a caminho da escola de Ourique. A praia em frente à ilha é um dos meus santuários. É dos poucos sítios onde me apetece deixar de ser ateu porque gostava mesmo de acreditar que aquilo foi desenhado por deuses e não pelas leis naturais que me enfiaram na cabeça nos anos de Universidade. Poucos são os sítios onde chorei e me consigo sentir feliz. Essa praia é um deles.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Sol recolhe-se. A tarde termina. O passeio aproxima-se do seu epílogo. Regresso a Olhão aliviado. Foi um dia agradável. Sem saber e sem desconfiar, estava mesmo a precisar deste pedaço de Alentejo com sabor a mar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/S1UIZC61mrI/AAAAAAAAAFI/kBARR7GCFaI/s1600-h/000020.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/S1UIZC61mrI/AAAAAAAAAFI/kBARR7GCFaI/s320/000020.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-286292037654181456?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/286292037654181456/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=286292037654181456' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/286292037654181456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/286292037654181456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/01/litoral-alentejano.html' title='Litoral Alentejano'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/S1UIZC61mrI/AAAAAAAAAFI/kBARR7GCFaI/s72-c/000020.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-5921313627592986766</id><published>2010-01-13T15:08:00.000Z</published><updated>2010-01-13T15:08:46.159Z</updated><title type='text'>The Wall - Trinta anos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Este texto foi escrito a 30 de Novembro, a data do 30º aniversário do The Wall. Por motivos que só o meu tradicional esquecimento poderá explicar ficou sem ser publicado até hoje.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há uma relação engraçada entre o ano de 2009 e os muros. Festejámos há 3 semanas atrás o 20º aniversário da queda de um muro que foi, e é, símbolo de ignomínia e de cegueira ideológica. Um símbolo de um tempo em que metade do planeta queria destruir a outra metade, única e simplesmente porque ambas as partes tinham formas diferentes de entender a economia, a política e a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, a 30 de Novembro, festeja-se outro aniversário associado a um muro muito diferente. Faz hoje exactamente 30 anos que foi lançado o The Wall dos Pink Floyd. Na minha modesta opinião, o melhor álbum de música alguma vez composto e gravado. O The Wall é muito mais do que um simples conjunto de músicas que aparecem associadas. Em The Wall há muito mais do que músicas que podiam ser ouvidas soltas e sem qualquer associação entre elas. Os Pink Floyd, durante o consulado do Roger Waters como seu líder e principal génio criativo sempre me fascinaram por isso. Nessa brilhante e eterna fase da sua existência, a unidade da sua criatividade era o álbum e não a música. Não os posso considerar musicalmente melhores em relação a outros monstros sagrados do que se convencionou chamar o “rock sinfónico”, foram apenas diferentes. Podemos ouvir uma música dos Queen, ou dos Dire Straits, U2, Police, entre tantos outros, e não ligar ao resto do álbum. Está lá tudo, a letra inspiradora, os acordes brilhantemente compostos e tocados, mas a música é em si o principio e o fim do processo criativo. O álbum é a soma das partes e o brilhantismo das partes faz o todo ser brilhante. Com os Pink Floyd de Roger Waters, a música é uma simples peça que, genial ou não, integra um todo que é muito mais do que a soma das suas partes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;The Wall é composto por 26 músicas. Nem todas conhecidas, nem todas geniais, algumas delas simplesmente normais, umas talvez até sofríveis. Mas o conjunto, esse, é um poderoso instrumento musical que ultrapassa os limites do que é entendido normalmente como um álbum de música. The Wall, no seu todo, é um tratado de Psicologia, um manifesto Sociológico, um guia prático sobre a destruição de uma personalidade. Nele, Roger Waters faz uma viagem introspectiva ao fundo dos seus medos e traumas, usa o seu exemplo para fazer uma analogia, perigosa por momentos, com a forma como é possível alguém auto-destruir-se e tornar-se num agente de hetero-destruição. Vou recapitular, desde o início. Acompanhem-me.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo tem início com In the flesh. É simples, incrivelmente simples. Estamos num concerto em que o vocalista de uma banda canta uma simples música que termina com “&lt;em&gt;If you wanna find out what's behind these cold eyes you'll just have to claw your way through this disguise.”&lt;/em&gt; Vamos ver o que esconde ele por trás do disfarce ? Vamos. Música seguinte, Thin Ice. A transição é feita ao som de um avião a despenhar-se. Representa a morte do pai de Roger Waters na 2ª guerra mundial, morte essa que ocorreu ainda antes do seu nascimento. É o momento fundador da sua vida, o 1º e o maior dos seus traumas. Depois do despenhamento e da morte, vem o choro do bebé, morte e nascimento, de braços dados em direcção ao futuro. A letra é terrivelmente premonitória, se te lanças numa vida pública terás sempre o olhar perscrutador de uma infinita multidão, o the thin ice of modern life não tem contemplações para traumas ou falhanços. Vales pelo que fazes e pela forma como ages. As desculpas, essas não contam, afundam-se nesse thin ice mais depressa do que as podes ver. Vem de seguida o 1º another brick in the wall. Mais uma vez a história biográfica do seu pai que atravessou o oceano e deixou para trás apenas memórias. Que oceano ? o que o levou para os campos de batalha de uma Europa dilacerada pela guerra, ou apenas o oceano mitológico que separa a vida da morte ? &lt;em&gt;Daddy, what'd'ja leave behind for me?!?&lt;/em&gt; Nada, nada a não ser uma fotografia no álbum familiar. Com isto começam a ser colocados os primeiros tijolos na parede, uma parede veremos crescer e fortalecer, uma parede que veremos completa, mas isso mais para a frente. Por agora, basta saber a razão por que teve que ser construída. No início não passou de um trauma, depois veio tudo o resto. The Happiest Days of our Lives e Another Brick in the Wall Part 2 aparecem em conjunto. Uma viagem a um modelo de educação hoje ultrapassado mas que imperou durante décadas. A educação como um gigantesco elemento formatador da personalidade. A Escola como instrumento de redução dos alunos a meras amebas, como pequenas peças de um Taylorismo social. A destruição da criatividade, a imposição do denominador comum extraordinária e terrivelmente metaforizadas no filme com o mesmo nome do álbum por um gigantesco picador de carne em que os rostos individuais são substituídos por máscaras indistintas de criaturas cuja alma foi sacrificada por um pretenso bem comum. Não adianta gritar &lt;em&gt;We don't need no education We dont need no thought control No dark sarcasm in the classroom Teachers leave them kids alone&lt;/em&gt;, a máquina tem que funcionar e, do trauma deste sistema educativo, mais tijolos são colocados num muro cada vez mais alto. De seguida vem Mother, agora deixamos as pressões sociais e voltamos para dentro de casa. À morte prematura do pai, à opressão do sistema educativo junta-se agora a super protecção materna. Todos os medos brotam na presença desta mãe super protectora que se torna também castradora. A todas as questões, sempre a mesma resposta &lt;em&gt;Mama will keep baby cozy and warm&lt;/em&gt;, não sem que antes o impeça de voar, mas talvez o deixe cantar. A mãe como potenciadora de medos, como espécie de parasita que se alimenta de inseguranças sempre exacerbadas para manter junto de si o seu filhote. A mãe que vigiará sempre as suas namoradas, a mãe que passará os seus próprios traumas e medos para o filho, a mãe que tudo fará para que o seu filho não saia debaixo da sua asa. No fundo, uma mãe que não fará mais do que aumentar o muro porque, em última análise, isolando-o da sociedade e do mundo em geral, mais facilmente exercerá o seu controle. Depois vem Goodbye Blue Sky, mais um regresso ao passado e a um tempo em que a promessa de paz foi substituída por uma diária ameaça de guerra. Talvez uma recordação dos bombardeamentos nazis da 2ª guerra mundial, talvez um lamento de uma geração que nasceu e cresceu sob ameaça de uma guerra nuclear. Empty spaces é um pedido de ajuda. Como conseguirá ele completar os espaços ainda abertos no muro ? Será que o muro faz sentido ? Poucas dores há tão incisivas, poucas dúvidas há tão fortes como as que nos assaltam a meio de um caminho escolhido mas ainda não terminado. Estamos na transição para a idade adulta, estamos na procura e na descoberta do caminho e Young lust chega logo de seguida como premonição das relações futuras com o sexo oposto. Desta vez há uma procura que depressa se torna em desesperada necessidade de companhia. Estará no corpo de uma mulher a redenção para os traumas e inseguranças tão claramente manifestados ? Não !!! Chegamos logo depois a One of My Turns. O amor, ou pelo menos a sua procura desesperada torna-se em mais um peso, em mais um falhanço, em mais um trauma. No filme a cena é representada de forma absurdamente genial por Alan Scarfe em que uma dança de sedução termina com uma penetração metafórica em que um órgão masculino é devorado pelo feminino depois de acontecer. O predador torna-se presa. O homem na perseguição do seu desejo e da sua necessidade vira presa manipulada pelo objecto da sua sedução. O verdadeiro sexo fraco manifesta-se ao cair nessa eterna e atroz armadilha que cedo ou tarde faz dos homens instrumentos das suas mulheres, como antes o tinham sido das suas mães. &lt;em&gt;Day after day, love turns grey Like the skin of a dying man. Night after night, we pretend its all right But I have grown older and You have grown colder and Nothing is very much fun any more&lt;/em&gt;. No fundo, são apenas mais tijolos para um muro cada vez mais alto. Nem no amor há redenção pois até já ele está conspurcado pelos jogos e estratégias de uma vida cada vez mais complexa. Já nem sequer o sonho de um amor puro e completo resiste, nada resiste à ditadura do dia-a-dia, nada sobrevive à atracção pelo poder que até numa relação amorosa vive sob a forma de saber quem é o mais forte, quem é que domina, quem é que manipula e gere a realidade. Da descoberta desta triste realidade vem o grito de revolta, do grito de revolta vem o ataque de raiva depressa aplacado por um Don't Leave Me Now. É a humilhação suprema. A súplica a alguém cuja presença é danosa para que regresse é um dos pontos mais baixos a que alguém pode chegar. O muro foi crescendo, o cerco está a fechar-se mas em última análise ainda há um pedido desesperado de companhia. Fica, não me deixes só, mesmo que me faças mal, a iniquidade da tua presença é preferível à solidão. É, se o podemos descrever assim, o grito de um corpo já sem alma para que alguém através da sua existência substitua a solidão por uma companhia tortuosa. O cerco está a fechar-se e já nem interessa se a presença de alguém vai fazer bem ou mal, o que interessa é a necessidade da presença de alguém. Mas ainda não terminou. Não há salvação para quem suplica companhia. A súplica é sinal de fraqueza e, em relações entre sexos, a fraqueza cheira-se à distância. Vem o último another brick in the wall. Depois de tudo ter falhado, depois do trauma do desaparecimento prematuro do pai, da opressão do sistema educativo, da super protecção castradora da mãe, dos relacionamentos amorosos falhados, o muro que cresceu, tornou-se imponente. Já não há braços ou abraços que salvem, já não há drogas que acalmem, há apenas tijolos. Mais tijolos, cada vez mais empilhados, cada vez mais enterrados numa alma que já só existe para se auto-destruir. Good bye cruel world. Este é o momento do isolamento. Já não há nada que digam ou façam, o muro está completo. O isolamento em relação aos outros finalizou, há agora uma imensa e enorme muralha que nos separa de tudo o resto, há agora uma defesa impenetrável à influência dos outros. Metade do caminho está trilhada, agora seguimos por um itinerário por cartografar. Agora, com esta estrutura defensiva à nossa volta podemos ter a certeza de que não seremos ameaçados, que não seremos tentados a imaginar uma vida em que os outros façam de facto parte dela. Somos finalmente senhores do nosso destino, mas a que custo ? Sabê-lo-emos de seguida. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O segundo CD inicia com Hey You. É uma espécie de ressaca. Finalizado o muro, consumada a separação a que o individuo se votou em relação aos outros, aparece agora uma estranha tentativa de comunicação com o exterior mas com resultado mais do que previsível. &lt;em&gt;But it was only fantasy.The wall was too high, As you can see.No matter how he tried, He could not break free.And the worms ate into his brain&lt;/em&gt;. O muro está muito alto e já nada passa, há no entanto ainda um novo pedido de Socorro em Is there anybody out there, novamente sem resposta. Quem constrói muros tem que aprender que por muito que defendam no início, cedo ou tarde acabam por isolar. Quem vive obcecado em defender-se de tudo e de todos, termina afastado desse tudo e desses todos que podem de facto fazer com que a vida mereça ser vivida. Is there anybody out there termina com um solo de viola de David Gilmour e, ao som de comerciais de TV entramos em Nobody home. Agora é a fase da auto-comiseração. Vemos o indivíduo na fase de sentir pena de si próprio. No filme a cena é representada por ele sentado em frente de uma TV enquanto a letra vai vomitando todo o seu longo currículo de qualidades que deveriam fazer com que qualquer outra pessoa se quisesse dele aproximar, mas a realidade continua a ser que com um muro à volta, nenhuma aproximação é possível. A música termina com &lt;em&gt;When I try to get through On the telephone to you There'll be nobody home&lt;/em&gt;. Fica o lamento. Quando tenta telefonar, ninguém está em casa. É o lamento dos covardes, fazer o mínimo para poder justificar que fez e, não funcionando, a culpa é dos outros, os que não têm muros à sua volta. Construído o muro, falhadas as tentativas inócuas de sair dele ainda a tempo, caminhamos agora a passos largos para os capítulos finais. Vera é mais uma reminiscência da 2ª guerra mundial. A alusão a Vera Lynn, a cantora inglesa que cantava aos soldados “&lt;em&gt;We will meet again&lt;/em&gt;” e na sequência dessa música “Bring the boys back home” trazem outra vez para o centro das atenções o trauma no qual toda a personalidade de Roger Waters foi alicerçada, a morte trágica do seu pai. Estamos agora prontos para mergulhar em Confortably Numb, a mais perturbante e envolvente música do álbum. Nela tudo se mistura, o passado e o presente, a dor e a mágoa, o medo e a solidão. Assistimos a um diálogo entre alguém que finalmente apareceu para tentar salvar os restos de uma personalidade torturada e o indivíduo que fala num tom já incompreensível, e apenas para se recordar de episódios antigos dos tempos de criança em que o muro não era ainda um destino. &lt;em&gt;The child is grown, The dream is gone .I have become comfortably numb&lt;/em&gt;. A criança cresceu, os sonhos morreram, já nada há que possa ou mereça ser salvo. Ao som de um dos mais memoráveis solos de guitarra que a história da música conheceu, termina finalmente a destruição do indivíduo. Fechar-se num muro para se afastar do mundo não chegou, não chega. Faltava ainda o resto. Faltava passar de oprimido a opressor, faltava passar de vítima da destruição da sua personalidade em agente de destruição de uma sociedade que renegou e da qual se isolou. The show must go on não passa de um breve momento de calma antes da tempestade, como se tratasse de uma inspiração forçada antes de um mergulho. In the flesh está de volta. Regressamos ao início mas desta vez sabemos tudo o que aconteceu. O concerto tem que continuar mas apercebemo-nos facilmente que já não estamos num concerto de música mas sim num comício. A letra de In the flesh é claramente panfletária e representa o asco com que as asquerosas ideologias de extrema direita vêem o mundo. Está lá tudo, o ódio racial, a perseguição religiosa, a homofobia primária.&lt;em&gt; If I had my way, I'd have all of you shot!&lt;/em&gt; Se ele pudesse matava-os a todos, no entanto, não sem antes lançar ao vento uma última ameaça. Run like hell é mais uma peça de ódio contra tudo. Corram, fujam para onde puderem porque uma nova força está na rua e vai destruir tudo e todos os que se lhe opuserem. Já não há dúvidas nem medos, inseguranças ou fraquezas, há apenas um ódio visceral e uma raiva assassina contra uma sociedade que passou de opressora a objecto de opressão. É assim que entramos em Waiting for the worms, a apoteose da loucura. É a marcha triunfal dos vermes ao som de acordes militares. Todo o discurso reflecte o ódio e o desprezo pelos outros, por todos os outros, pelos que não pensam da mesma forma. É um discurso político assente nas mesmas ideias tão caras ao extremos do espectro político. O discurso da moralização, da limpeza racial, do ódio aos imigrantes, do racismo acéfalo. O discurso da pretensa pureza de quem o profere e não aceita sequer a existência de formas de pensar diferentes. A marcha triunfal prossegue vomitando as alarvidades dos vermes mas subitamente aparecem vozes de contestação. Inicialmente tímidas mas em crescendo tornam-se ensurdecedoras ao ponto de abafar o próprio verme no seu palanque. Tudo termina com um desesperado grito de STOP que faz a transição para a próxima música com o mesmo nome. A antiga vítima transformada agora em carrasco lança-se numa cela onde apenas pede para ir para casa e para saber se durante todo esse tempo foi verdadeiramente culpado. Estamos a chegar a The trial, o último capítulo, o fechar da cortina. The trial é o final lógico e esperado do álbum, com Roger Waters a ultrapassar os limites do possível, é uma peça musical inadjectivável com uma orquestra conduzida por Michael Kamen como pano de fundo. The trial é como o nome indica, o julgamento do indivíduo, toda a sua vida é passada em revista, todas as principais personagens regressam. É necessário descobrir se ele é ou não culpado por ter construído o muro, é fundamental saber se há ou não perdão para quem se isola da sociedade, é imperioso descobrir como se pode punir alguém que escolha esse caminho. O julgamento inicia com o promotor público a considerar indesculpável que o réu se atreva a demonstrar sentimentos e abre depois caminho ao professor. Esse vem a tribunal lamentar-se de não ter podido ir mais longe na educação porque os &lt;em&gt;bleeding hearts and artists&lt;/em&gt; estavam sempre a defender os direitos das criancinhas selvagens. Há uma pequena pausa para um depoimento do réu completamente desfasado da realidade que segue presente ao seu lado e depois voltamos com mais dois depoimentos. Desta vez aparece a esposa também a lamentar-se da falta de diálogo e da distância que o réu cavou na sua relação e, para terminar, quem não senão a mãe a repetir o eterno discurso da super protecção que tentou dar para que ele não se metesse em apuros. The trial é a maior hipocrisia alguma vez cantada, é uma espécie de inversão do ónus da prova em que vemos os causadores da fuga e do isolamento do indivíduo a carpir as suas lágrimas de crocodilo numa esperança desesperada de se redimirem dos seus erros, mas ainda não acabou, falta o juiz. Num segundo depoimento o réu já declara abertamente a sua loucura e pergunta apenas pela porta por onde entrou para dentro do muro, de pouco serve, a decisão final do juiz é firme e inapelável. Depois de todos os depoimentos ouvidos, não há dúvida, o réu merece a pena máxima possível e, dado que manifestou o seu maior medo, é condenado a ter que viver entre os seus semelhantes. O muro tem que ser destruído urra selvaticamente o juiz acompanhado por um coro gigantesco de vozes anónimas. Falta ainda o epílogo, Outside the wall. Uma mensagem final de amor e confiança. Por muito altos que sejam os muros, por muito que queiram fugir ou isolar-se, do lado de fora existirão sempre pessoas para quem o seu amor chega para desafiar o frio da rocha e para, mesmo com sofrimento envolvido, tentar demolir essas ridículas barreiras criadoras de solidão. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;All alone, or in two's,The ones who really love you Walk up and down outside the wall. Some hand in hand And some gathered together in bands.The bleeding hearts and artists Make their stand. And when they've given you their all Some stagger and fall, after all it's not easy Banging your heart against some mad bugger's wall.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-5921313627592986766?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/5921313627592986766/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=5921313627592986766' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/5921313627592986766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/5921313627592986766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/01/wall-trinta-anos.html' title='The Wall - Trinta anos'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-8932197269074761065</id><published>2010-01-11T22:47:00.000Z</published><updated>2010-01-11T22:47:13.976Z</updated><title type='text'>Uma história de Amor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/S0unrYJW5CI/AAAAAAAAAFA/9bRCmWYHXCM/s1600-h/GayMarriage2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/S0unrYJW5CI/AAAAAAAAAFA/9bRCmWYHXCM/s320/GayMarriage2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Esta é uma das imagens mais bonitas que vi nos últimos tempos. Se olharmos para lá dela e tentarmos ver a simbologia, está lá tudo. O Amor entre a Liberdade e a Justiça. É tão simples quanto isso, apesar de todas as dificuldades que sabemos existirem nesse caminho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Nunca conheci ou vivi historia de Amor tão difícil. Não tenho no meu currículo nada que se assemelhe ao percurso sinuoso e tortuoso que elas têm seguido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Quando aprendi o conceito de Democracia, ensinaram-me que esse estava intimamente ligado a esta história de Amor, mas, com o passar do tempo, descobri que são muitos mais os interessados no falhanço do que no sucesso desse Amor nada platónico que existe entre ambas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Recentemente, com a aprovação do casamento entre homossexuais tive um raio de luz de esperança. Subitamente, senti que a Liberdade e a Justiça se encontraram e mostraram que, apesar de todas as dificuldades, poderiam de facto ser felizes juntas. Foi só um epifenómeno. Muito caminho há ainda para percorrer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Diz-se que as mais lindas histórias de Amor são aquelas nunca realizadas. Diz-se que o Amor não é capaz de sobreviver à ditadura do dia-a-dia. Recuso-me a acreditar nisso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;A Liberdade e a Justiça têm um longo caminho pela frente, caminho esse no qual somos todos responsáveis. Recentemente deram um passo importante no cimentar da sua relação. No futuro, continuaremos a ser nós os principais actores nesta linda história de Amor. Espero que estejamos à altura do desafio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;PS - Imagem recolhida do blog &lt;a href="http://rprecision.blogspot.com/"&gt;Random Precision&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-8932197269074761065?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/8932197269074761065/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=8932197269074761065' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8932197269074761065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8932197269074761065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/01/uma-historia-de-amor.html' title='Uma história de Amor'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/S0unrYJW5CI/AAAAAAAAAFA/9bRCmWYHXCM/s72-c/GayMarriage2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-8397944902856835620</id><published>2010-01-05T12:17:00.000Z</published><updated>2010-01-05T12:17:25.600Z</updated><title type='text'>Albert Camus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cumpriu-se recentemente o 50º aniversário da morte de Albert Camus. Foi um dos grandes escritores do século XX, e talvez um dos primeiros a dissociar-se da onda de simpatia para com a União Soviética depois do final da 2ª guerra mundial. Segundo ele, a simpatia natural pelo sofrimento do povo Soviético às mãos dos nazis não podia apagar o facto de o seu regime ser tão torcionário e sangrento quanto fora o de Hitler.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para lá destas considerações, guardo de Camus uma das minhas citações preferidas: "A honra é a poesia do dever". Podemos cumprir o nosso dever em&amp;nbsp;todas as facetas da nossa vida, é de esperar que o façamos. Mas também podemos ir um pouco mais além. Podemos, e no meu ponto de vista, devemos, viver de forma a que possamos ter honra, acima de tudo o resto, em quem somos, no que construímos, nos que abarcamos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Domingo à noite, esqueci-me desta citação. Hoje que a recordo, apenas poderei tentar corrigir o resultado de tão infeliz esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obrigado Albert e não me leves a mal ter-te deixado, momentaneamente, para trás.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-8397944902856835620?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/8397944902856835620/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=8397944902856835620' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8397944902856835620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8397944902856835620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2010/01/albert-camus.html' title='Albert Camus'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-7908588420471372350</id><published>2009-12-28T15:27:00.000Z</published><updated>2009-12-28T15:27:57.303Z</updated><title type='text'>Carvalho de Natal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É natal. Independentemente da simbologia religiosa que nada me diz, estamos numa época do ano muito especial. O natal deixou de ter piada há já alguns anos, pelo menos para mim. O tempo foi passando, eu fui envelhecendo, a minha família foi-se desarticulando e dois dos meus avós já por cá não andam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À medida que a cronologia prosseguiu a sua cavalgada imparável, nem eu nem a minha irmã abastecemos a família de novos rebentos. O natal tornou-se numa espécie de anacronismo alimentado pela ditadura do calendário, mais do que por um verdadeiro espírito de união familiar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há quatro anos atrás, tudo mudou um pouco. Um casal de amigos, de grandes amigos, resolveu que a minha presença era importante, necessária, essencial, para que a noite de 24 para 25 de Dezembro deles fosse completa. Assim foi e este ano, pela quarta vez consecutiva, os últimos momentos do dia 24 de Dezembro foram passados com a família Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de passar a noite com parte da minha família, fugi para uma casa modesta e imponente que fica na zona histórica de Olhão. À entrada lá estava o "camarada Carvalho", como o trato há já muitos anos, e a Sidóninha. São os patriarcas, os faróis e os alicerces de um clã que ultrapassa todos os limites do compreensível no que diz respeito a amizade. Todos os anos juntam filhos e filhas, noras e genros, netos, bisnetos e até alguns amigos párias, entre os quais me incluo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquela casa é uma orgia de alegria, um vendaval de amizade, um reino de amor e um império de carinho e de ternura. Na casa dos Carvalhos redescobri que uma simples noite pode justificar a existência de todo um ano. Todos cabem numa mesa, que mesmo limitada pelas leis da Física, é infindável pelas regras dos sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos os anos há algo de novo para chorar. Uma doença de uma criança, Uma ameaça de perdição que paira sobre a cabeça de um adulto, um divórcio traumático ou um qualquer erro de percurso ou falta de rumo. Todos os anos há uma fraqueza inerente a estes seres, que por serem humanos, insistem em não acertar à primeira tentativa. Mas, todos os anos, os Carvalhos fazem uma festa. Fazem questão de desafiar este cruel destino comum aos mortais, que é a imperfeição. Teimam em olhar a vida nos olhos e dizer-lhe que não há nada que ela lhes jogue à cara que fique sem resposta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na casa dos Carvalhos existe mesmo Natal. É um exército de crianças que se alimenta da expectativa da chegada do pai natal, é o companheirismo que têm tatuado na pele, a amizade que lhes brota dos poros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me claramente de duas árvores de natal na minha vida. Uma verde e velhinha que alimentou o imaginário da minha infância em Oeiras. Outra branca que a minha mãe enfeitava com bolas vermelhas e enfeites dourados, já em Olhão. Ambas eram coroadas por uma estrela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisei de viver 30 anos para descobrir uma árvore de natal com muitas, muitas estrelas. Todos eles, todos os Carvalhos são uma estrela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos há que têm um pinheiro de natal. Eu tenho um Carvalho de natal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é tão lindo !!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-7908588420471372350?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/7908588420471372350/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=7908588420471372350' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/7908588420471372350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/7908588420471372350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/12/carvalho-de-natal.html' title='Carvalho de Natal'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-8677533709381701717</id><published>2009-12-21T10:19:00.001Z</published><updated>2009-12-21T10:20:24.233Z</updated><title type='text'>Despiste</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se as contas do blogger não estão mal feitas, esta é a minha 100ª postagem desde que o "despistagens" nasceu. Como é óbvio ia aproveitar a ocasião para escrever qualquer coisa perfeitamente desinteressante para festejar o evento. No entanto, ontem despistei-me, e desta vez foi uma despistagem literal e não apenas no sentido figurado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A famosa estrada nacional 125 estava encharcada, o que nem é difícil de acreditar visto que estava a chover há algumas horas. Estava a regressar de Faro para Olhão e uns 100 metros antes da rotunda dos salgados o tipo que vai à minha frente a ultrapassar outro que ia ao lado dele resolve travar a fundo. Eu nem ia muito depressa ( algures entre os 80 km/h e os 90 km/h ) mas confesso que devia ter estado mais afastado dele do que realmente estava. À travagem brusca dele, respondo eu com a minha porque sempre me ensinaram que fica bem fazermos aos outros o que eles nos fazem, o problema é que os travões dele eram melhores e a minha travagem o único efeito que produziu foi deixar-me a ver o carro dele cada vez mais próximo enquanto o meu derrapava. Como o resultado estava de ser ver que ia ser mau, lembrei-me de mudar de faixa para não lhe estragar a traseira do carro. Até aqui tudo bem, o brilhantismo do meu raciocínio sob pressão deve estar a a deixar-vos estupefactos, no entanto, não se esqueçam que ele estava a ultrapassar um carro, ou seja, a outra faixa também estava ocupada. Feita uma tangente ao carro da faixa da esquerda, e uma cosecante ao carro da faixa da direita, a guinada brusca que dei para evitar o segundo, depois de já ter evitado o primeiro graças a leis da física de que nunca ouvi falar, saí pela berma, voei por cima de uma valeta e o carro estancou-se furioso comigo a menos de 1 metro de uma cancela com aspecto de ter entrado na reforma há uma geração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de algumas pragas e muitas palavras que me excuso a repetir neste espaço, consegui tirar o carro de onde estava e colocá-lo de novo no sítio de onde nunca devia ter saído, na estrada por onde ia de regresso a casa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou bem, tanto eu como o carro. Os condutores dos carros da frente foram nomeados para o óscar e para o prémio nobel da simpatia por terem assistido a tudo sem que isso fosse motivo para pararem e verem em que estado eu estava. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como podem ver, é possível comemorar o 100º post de um blog chamado "despistagens", escrevendo sobre um despiste. Definitivamente estou a ficar previsível e desinteressante. Isto sim, preocupa-me !&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-8677533709381701717?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/8677533709381701717/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=8677533709381701717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8677533709381701717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8677533709381701717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/12/despiste.html' title='Despiste'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-5185644365750307872</id><published>2009-12-18T15:02:00.000Z</published><updated>2009-12-18T15:02:28.218Z</updated><title type='text'>Os sonhos de Paulo Coelho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta manhã estive em arrumações. Lá me decidi a levantar do sofá e como as dores de cabeça estavam mais fracas, achei que era boa ideia aproveitar a minha quarentena para fazer algo de útil. Vazei mais dois caixotes de livros que fui arrumando no espaço ainda vazio da minha estante. Com a primeira correu tudo bem. Ao iniciar a segunda a dor de cabeça e as dores musculares resolveram avisar que estava a passar das marcas. Mesmo assim ignorei-as. Quero lá saber que o corpo doa, a vontade é quem manda neste reino que se convencionou chamar de Sérgio Nicolae. Eis então que a minha fisiologia resolve lançar no campo de batalha um aliado fortíssimo. Foi "O diário de um mago" de Paulo Coelho. Esse livro foi talvez a única coisa que gostei de ler dele e, ainda por cima foi-me oferecido pela minha querida madrinha Cândida Lucas há muitos anos atrás, numa fase em que cedi ao meu "lado negro".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o livro, gasto pelo tempo e sujo pelo uso, nas mãos não tive outra alternativa. Sentei-me no sofá a recordar a primeira vez que o li. Foi instantâneo. As recordações voltaram, primeiro ao leve, quase como se me tivessem a acarinhar. Depois com um crescendo de intensidade e por fim avassaladoras a espancarem-me os sentidos e a invadir todos os poros da memória. Quando dei por ela, duas lágrimas escorriam à procura uma da outra, sabendo no entanto que nunca se encontrariam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram quase dois anos muito duros, os mais duros da minha vida. Nunca estive tão perto de me perder nem nunca tive tantos que me quiseram segurar. Hoje recordo tudo isso com carinho, ternura e com um incomensurável agradecimento. Aprendi a lição e, mais importante do que qualquer outra experiência, esta ensinou-me que quando tudo está a correr mal, os amigos são a última fortaleza, o último castelo, o único recurso. Sim, fui salvo de males maiores única e exclusivamente porque houve pessoas que, mesmo contra a minha vontade, não me deixaram cair. É desse tempo que vem a minha humildade. Vem daí esta minha consciência que a vida nos eleva e nos faz cair com a mesma facilidade, que nunca podemos estar certos do que temos, que quando deixamos de lutar mais cedo ou mais tarde caímos. E quando caímos é bom que tenhamos à nossa volta pessoas que nos amparem, é bom que reconheçamos que há mais vergonha no silêncio do que no pedido de ajuda, é fundamental que compreendamos que há pessoas que estendem a mão apenas porque gostam de nós e não por estarem à espera de uma gorjeta ou de uma medalha. É desse tempo que vem o meu orgulho. Um orgulho maior do que o que estão habituados. Um orgulho que não é daqueles mesquinhos e infantis que levam as pessoas a não ser capazes de assumir erros ou pedir desculpas, mas um orgulho alicerçado na crença de que quando reparamos males que fazemos, quando reconhecemos erros e permitimo-nos a oportunidade de os corrigir, avançamos em direcção aos outros. E os outros são em regra muito mais tolerantes connosco do que nós próprios, os outros, em regra, apenas precisam de um pequeno sinal para continuarem a acompanhar-nos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, dito tudo isto, vamos ao que verdadeiramente interessa. Deixo-vos uma passagem d'"O diário de um mago". Uma passagem que a mim fez muita diferença numa altura em que perguntava a mim próprio "qual o propósito de sobreviver à morte dos meus sonhos ?" Há sempre um propósito. Eu descobri-o. Boa sorte para vocês.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O homem nunca pode parar de sonhar. O sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo. Muitas vezes, na nossa existência, vemos os nossos sonhos desfeitos e os nossos desejos frustrados, mas é preciso continuar a sonhar, senão a nossa alma morre e Ágape não penetra nela. Muito sangue já correu no campo diante dos teus olhos, e aí foram travadas algumas das batalhas mais cruéis da reconquista. Quem estava com a razão, ou com a verdade, não tem importância: o importante é saber que ambos os lados estavam a travar o Bom Combate.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Bom Combate é aquele que é travado porque o nosso coração pede. Nas épocas heróicas, no tempo dos cavaleiros andantes, isso era fácil. Havia muita terra para conquistar e muita coisa para fazer. Hoje em dia, porém, o mundo mudou muito, e o Bom Combate foi transferido dos campos de batalha para dentro de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Bom Combate é aquele que é travado em nome dos nossos sonhos. Quando eles explodem dentro de nós com todo o seu vigor - na juventude - nós temos muita coragem, mas ainda não aprendemos a lutar. Depois de muito esforço, acabamos por aprender a lutar, e então já não temos a mesma coragem para combater. Por causa disso, voltamo-nos contra nós mesmos, e passamos a ser o nosso pior inimigo. Dizemos que os nossos sonhos eram infantis, difíceis de realizar, ou fruto do nossos desconhecimento das realidades da vida. Matamos os nossos sonhos porque temos medo de travar o Bom Combate.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O primeiro sintoma de que estamos a matar os nossos sonhos é a falta de tempo - As pessoas mais ocupadas que conheci na minha vida tinham sempre tempo para tudo. As que nada faziam estavam sempre cansadas, não davam conta do pouco trabalho que precisavam realizar, e queixavam-se constantemente que o dia era curto demais. Na verdade elas tinham era medo de travar o Bom Combate.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo sintoma da morte dos nossos sonhos são as nossas certezas. Porque não queremos olhar a vida como uma grande aventura a ser vivida, passamos a julgar-nos sábios, justos e correctos no pouco que pedimos da existência. Olhamos para além das muralhas do nosso dia-a-dia e ouvimos o ruído de lanças que se quebram, o cheiro de suor e de pólvora, as grandes quedas e os olhares sedentos de conquista dos guerreiros. Mas nunca percebemos a alegria, a imensa Alegria que está no coração de quem luta, porque para estes, não importa nem a vitória nem a derrota, importa apenas travar o Bom Combate.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente, o terceiro sintoma da morte dos nossos sonhos é a Paz. A vida passa a ser uma tarde de Domingo, sem nos pedir grandes coisas, e sem exigir mais do que queremos dar. Achamos que estamos maduros, deixamos de lado as fantasias da infância, e conseguimos a nossa realização pessoal e profissional. Ficamos surpreendidos quando alguém da nossa idade diz que quer ainda isto ou aquilo da vida. Mas na verdade, no íntimo do nosso coração, sabemos que o que aconteceu foi que renunciámos à luta pelos nossos sonhos, a travar o Bom Combate.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando renunciamos aos nossos sonhos e encontramos a paz temos um pequeno período de tranquilidade. Mas os sonhos mortos começam a apodrecer dentro de nós, e a infestar todo o ambiente em que vivemos. Começamos a tornar-nos cruéis com aqueles que nos cercam, e finalmente passamos a dirigir essa crueldade contra nós mesmos. Surgem as doenças e as psicoses. O que queríamos evitar no combate - a decepção e a derrota - passa a ser o único legado da nossa cobardia. E um belo dia, os sonhos mortos e apodrecidos tornam o ar difícil de respirar e passamos a desejar a morte, a morte que nos livre das nossas certezas, das nossas ocupações, e daquela terrível paz das tardes de Domingo"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paulo Coelho&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-5185644365750307872?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/5185644365750307872/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=5185644365750307872' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/5185644365750307872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/5185644365750307872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/12/os-sonhos-de-paulo-coelho.html' title='Os sonhos de Paulo Coelho'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3439569813560618401</id><published>2009-12-18T12:02:00.001Z</published><updated>2009-12-18T12:03:17.080Z</updated><title type='text'>"I chased off anyone who has ever loved me"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem revi um filme do qual gosto bastante. Chama-se "Any given sunday" e reflecte a realidade, ou pelo menos uma parte dela, do mundo do futebol americano. Al Pacino tem nesse filme a interpretação genial a que já nos acostumou, no entanto, há um discurso dele que merece entrar em qualquer antologia que um dia façam da sua carreira. Cá vai, o link do filme e o discurso integral. Espero que gostem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WO4tIrjBDkk"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=WO4tIrjBDkk&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I don't know what to say really.&lt;br /&gt;Three minutes&lt;br /&gt;to the biggest battle of our professional lives&lt;br /&gt;all comes down to today.&lt;br /&gt;Either&lt;br /&gt;we heal&lt;br /&gt;as a team&lt;br /&gt;or we are going to crumble.&lt;br /&gt;Inch by inch&lt;br /&gt;play by play&lt;br /&gt;till we're finished.&lt;br /&gt;We are in hell right now, gentlemen&lt;br /&gt;believe me&lt;br /&gt;and&lt;br /&gt;we can stay here&lt;br /&gt;and get the shit kicked out of us&lt;br /&gt;or&lt;br /&gt;we can fight our way&lt;br /&gt;back into the light.&lt;br /&gt;We can climb out of hell.&lt;br /&gt;One inch, at a time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now I can't do it for you.&lt;br /&gt;I'm too old.&lt;br /&gt;I look around and I see these young faces&lt;br /&gt;and I think&lt;br /&gt;I mean&lt;br /&gt;I made every wrong choice a middle age man could make.&lt;br /&gt;I uh....&lt;br /&gt;I pissed away all my money&lt;br /&gt;believe it or not.&lt;br /&gt;I chased off&lt;br /&gt;anyone who has ever loved me.&lt;br /&gt;And lately,&lt;br /&gt;I can't even stand the face I see in the mirror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You know when you get old in life&lt;br /&gt;things get taken from you.&lt;br /&gt;That's, that's part of life.&lt;br /&gt;But,&lt;br /&gt;you only learn that when you start losing stuff.&lt;br /&gt;You find out that life is just a game of inches.&lt;br /&gt;So is football.&lt;br /&gt;Because in either game&lt;br /&gt;life or football&lt;br /&gt;the margin for error is so small.&lt;br /&gt;I mean&lt;br /&gt;one half step too late or to early&lt;br /&gt;you don't quite make it.&lt;br /&gt;One half second too slow or too fast&lt;br /&gt;and you don't quite catch it.&lt;br /&gt;The inches we need are everywhere around us.&lt;br /&gt;They are in ever break of the game&lt;br /&gt;every minute, every second.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;On this team, we fight for that inch&lt;br /&gt;On this team, we tear ourselves, and everyone around us&lt;br /&gt;to pieces for that inch.&lt;br /&gt;We CLAW with our finger nails for that inch.&lt;br /&gt;Cause we know&lt;br /&gt;when we add up all those inches&lt;br /&gt;that's going to make the fucking difference&lt;br /&gt;between WINNING and LOSING&lt;br /&gt;between LIVING and DYING.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'll tell you this&lt;br /&gt;in any fight&lt;br /&gt;it is the guy who is willing to die&lt;br /&gt;who is going to win that inch.&lt;br /&gt;And I know&lt;br /&gt;if I am going to have any life anymore&lt;br /&gt;it is because, I am still willing to fight, and die for that inch&lt;br /&gt;because that is what LIVING is.&lt;br /&gt;The six inches in front of your face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now I can't make you do it.&lt;br /&gt;You gotta look at the guy next to you.&lt;br /&gt;Look into his eyes.&lt;br /&gt;Now I think you are going to see a guy who will go that inch with you.&lt;br /&gt;You are going to see a guy&lt;br /&gt;who will sacrifice himself for this team&lt;br /&gt;because he knows when it comes down to it,&lt;br /&gt;you are gonna do the same thing for him.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That's a team, gentlemen&lt;br /&gt;and either we heal now, as a team,&lt;br /&gt;or we will die as individuals.&lt;br /&gt;That's football guys.&lt;br /&gt;That's all it is.&lt;br /&gt;Now, whattaya gonna do?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3439569813560618401?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3439569813560618401/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3439569813560618401' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3439569813560618401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3439569813560618401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/12/i-chased-off-anyone-who-has-ever-loved.html' title='&quot;I chased off anyone who has ever loved me&quot;'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-2076989790180412313</id><published>2009-12-18T10:17:00.000Z</published><updated>2009-12-18T10:17:27.419Z</updated><title type='text'>CHOVE!</title><content type='html'>Hoje acordei assim. Que fixe !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chove...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso que importa!,&lt;br /&gt;se estou aqui abrigado nesta porta&lt;br /&gt;a ouvir a chuva que cai do céu&lt;br /&gt;uma melodia de silêncio&lt;br /&gt;que ninguém mais ouve&lt;br /&gt;senão eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chove...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é do destino&lt;br /&gt;de quem ama&lt;br /&gt;ouvir um violino&lt;br /&gt;até na lama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Gomes Ferreira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-2076989790180412313?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/2076989790180412313/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=2076989790180412313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2076989790180412313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2076989790180412313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/12/chove.html' title='CHOVE!'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-7552066148210061036</id><published>2009-12-17T22:44:00.000Z</published><updated>2009-12-17T22:44:19.217Z</updated><title type='text'>Djeb - El - Tariq</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história tem estórias engraçadas. Em 711 O Conde Julião, governador de Ceuta, fez um acordo com um general Berbere e emprestou-lhe barcos para atravessar as colunas de Hércules. Ele não ia muito à bola dom o rei dos Visigodos, um tal de D Rodrigo (sem qualquer relação aparente com os doces regionais Algarvios) e o facto de ele ter seduzido e abandonado a sua filha não ajudou muito à festa. Então tivemos aquilo que é usual ser caracterizado por uma "salada russa", apesar de não haver na altura qualquer indicação do que viria a ser a Rússia. O conde da última cidade sob domínio Bizantino no Mediterrâneo ocidental, faz um acordo com o emergente império Muçulmano para ajudar a dar cabo do reino Visigótico. Para complicar um pouco mais deixem-me usar outras palavras, uma cidade de um império em decomposição ajuda um novo império em composição para destruir um reino já decomposto. O resultado conhecemos dos livros de história. Os berberes, liderados por Tariq Ibn Zyad invadem o sul da Hispânia, dão um arraial de porrada a D Rodrigo na batalha de Guadalete e em 7 anos são senhores de quase toda a península ibérica. Vem daqui o nome de Gibraltar, no original, Djeb - El - Tariq, ou seja, "o monte de Tariq".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/Syq0NnHtClI/AAAAAAAAAEk/z7VZrM_NvAs/s1600-h/DSC01325.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/Syq0NnHtClI/AAAAAAAAAEk/z7VZrM_NvAs/s320/DSC01325.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer pessoa que consiga olhar para um mapa percebe imediatamente a importância estratégica deste ponto. Controla a entrada no Mediterrâneo e convém não nos esquecermos que até à expansão europeia para os outros continentes era o Mediterrâneo e não o Atlântico a pedra giratória de toda a geopolítica. Passados muitos anos houve um rei espanhol que morreu sem deixar descendência. Vai daí os Bourbons que reinavam na França entenderam que tinham direito à coroa espanhola, e até tinham. Vai daí, uma coligação enorme de outros estados europeus achou que não era boa ideia a poderosa França e a ainda algo poderosa Espanha estarem juntas sob o mesmo rei e houve a inevitável porradaria. Essa guerra ficou conhecida como a guerra da sucessão espanhola e a coligação foi liderada pela Inglaterra e teve como aliados, entre outros, a Holanda e Portugal. Um belo dia um tipo qualquer Inglês achou boa ideia conquistar Gibraltar e juntou uma força de ataque Anglo-Neerlandesa com apoio Português. Lá foram cantando e rindo e ainda mais cantaram e riram quando conquistaram o rochedo aos espanhóis. Pelo tratado de Uttrech que marcou o fim da guerra em 1700 e qualquer coisa Gibraltar foi cedida ad aeternum à Inglaterra, facto que ainda hoje se mantém, apesar da Inglaterra ser agora o Reino Unido e da Espanha ser agora a Espanha. Com o passar do tempo, os espanhóis fizeram inúmeras tentativas para recuperar Gibraltar, tentativas essas sempre frustradas. Houve cercos que não mataram a população do rochedo à fome (e muito para isso contribuíram pescadores e contrabandistas de Olhão), houve ataques que esbarraram na geologia de Gibraltar que foi transformada numa fortaleza, houve referendos que terminaram com votações na ordem dos 99% contra a integração em Espanha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atravessar a fronteira para Gibraltar é entrar num país completamente diferente. Se na travessia para Ceuta sentimos que estamos no mesmo país, apesar de termos trocado de continente, na travessia da fronteira gibraltina temos a certeza que estamos num país diferente. Para começar, os polícias Britânicos sorriem à entrada o que marca logo uma diferença abismal para com os seus colegas espanhóis. Depois há toda uma singularidade e familiaridade anglo-saxónica no trato das pessoas. Infelizmente chegámos tarde a Gibraltar, já passava das 20 horas. Depois de estacionar o carro encostado a uma muralha que dizia "Arsenal Ocidental" fizemos uma pequena incursão pela baixa gibraltina. Estava quase tudo fechado mas deu para perceber que estamos numa tax free zone. As inevitáveis lojas de tabaco e bebidas alcoólicas, umas quantas livrarias, muitos cafés e pubs. Na Irish town o ambiente é tão Irish quanto possível, apesar da hora ser muito proveta para os inevitáveis concursos de borracheira colectiva. Continuámos a explorar a zona até descobrir um sítio onde comer, o que encontrámos, sem que antes eu me tivesse detido junto a uma loja que vendia inúmeras lembranças, incluindo canecas com frases daquelas chamadas lapidares. Estava eu numa alegra galhofa por causa das canecas quando ouço algo parecido com : "Pode entrar, estamos em arrumações mas da sempre para atender conterrâneos". Ora lá está, mais uma verdade absoluta, não há lugar cagado por deus neste planeta onde não se encontre um Português. Não era um, era um casal maravilhoso de Abrantes que estão em Gibraltar há uns 30 anos. Conversa puxa conversa e o Evaristo mais a Zeta ganharam uma prendinha de natal cada um e saímos de lá mais bem dispostos do que tínhamos entrado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hora de jantar e vai de entrar num dos muitos pubs que encontrámos. Entre a grande variedade daquilo a que se convencionou num dia de nonsense chamar "cozinha inglesa" eu servi-me de uma jacked potato. Para os leigos, é uma batata gigante assada e aberta ao meio com um recheio à escolha do cliente. O meu era chilli com carne e cheddar cheese.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/Syqz1NsCUGI/AAAAAAAAAEc/a41sjTeXxXA/s1600-h/DSC01396.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/Syqz1NsCUGI/AAAAAAAAAEc/a41sjTeXxXA/s320/DSC01396.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Não estava tão intragável como à partida pensei mas é daquelas coisas que se comem bem uma vez por década. Depois do jantar com muita pena foi hora de regressar. 23 horas é bom para sair, quando se está a 360 quilómetros de casa. Não deu para dar a volta a Gibraltar, nem para subir ao topo do rochedo. Não foi possível investigar as grutas com as peças de artilharia ainda lá escondidas, nem conseguimos tirar fotos aos macaquitos do rochedo, que são os únicos que vivem livres na Europa, isto apesar do que dizem das claques de futebol.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia regresso, e com tempo. Vale a pena explorar bem este pedacito do Reino Unido que está aqui tão próximo de nós. A próxima vez vou para lá directamente e fico lá o dia inteiro ou um fim de semana. Muito mais do que Ceuta, Gibraltar merece ser conhecido, de uma ponta à outra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-7552066148210061036?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/7552066148210061036/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=7552066148210061036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/7552066148210061036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/7552066148210061036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/12/djeb-el-tariq.html' title='Djeb - El - Tariq'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/Syq0NnHtClI/AAAAAAAAAEk/z7VZrM_NvAs/s72-c/DSC01325.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-7212977665324412835</id><published>2009-12-14T21:43:00.003Z</published><updated>2009-12-17T22:46:15.700Z</updated><title type='text'>Colunas de Hércules II – O regresso</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}p.MsoNoSpacing, li.MsoNoSpacing, div.MsoNoSpacing	{mso-style-priority:1;	mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;São 18h15. Soltam-se as amarras. O som dos motores em crescendo não engana, três horas depois vai iniciar a viagem de regresso à Europa. Passamos lentamente por um torreão ainda dentro do porto de Ceuta, e, à saída desse mesmo porto, uma estátua de Hércules a empurrar duas colunas com os ombros despede-se de nós e deseja-nos boa viagem. Para trás fica Ceuta, já toda iluminada pelas luzes nocturnas. À frente fica Gibraltar, ainda longe da vista mas já entranhada no pensamento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/Syq0nxBDpuI/AAAAAAAAAEs/zHL5vHAgLdI/s1600-h/DSC01372.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/Syq0nxBDpuI/AAAAAAAAAEs/zHL5vHAgLdI/s320/DSC01372.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;São 18h30. O meu plano inicial de ver o pôr do sol no barco a meio do estreito saiu furado. A noite aproxima-se rapidamente e, apesar de não ser um choque para mim descobrir que a Terra não alterou a sua velocidade de rotação para ceder aos meus caprichos, confesso que fiquei um pouco triste.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;São 18h35. O vento e o frio são cortantes. O casaco ficou no carro em Algeciras de maneira que a camisa azul é a minha única linha de defesa contra uma temperatura que já é inferior a 10º C. O frio causa uma dor de certa forma libertadora. Os músculos contraem e o corpo treme, os pêlos eriçam e a pele fica arroxeada. Ainda há 40 minutos de viagem pela frente mas a vontade de me render ao canto das sereias, que desde os tempos de Ulisses se transformaram em poltronas confortáveis, reclináveis e climatizadas, não é nenhuma. Passeio pelo convés superior contando as luzes distantes dos navios e sorrio ao compreender a pulsão irresistível que tantos dos meus antepassados sentiram pelo mar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;São 18h45. Enrolo-me à frente da chaminé que vem directamente da casa das máquinas. Sinto nas costas o bafo quente que vem do motor que empurra o barco de regresso à Europa. Se a dor causada pelo frio é libertadora, este calor que me invade os poros é redentor. Finalmente encontrei um aliado para a minha luta contra a tentação de me recolher ao interior.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;São 18h50. Atropelado pelo frio que vem de frente e aconchegado pelo bafo quente que vem de trás fecho os olhos com a sensação que o meu corpo se transformou num campo de batalha entre dois inimigos irreconciliáveis. É aqui que a noite me encontra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;São 19h20. Abro os olhos. A noite caiu e olha de forma arrogante para o barco que segue imperturbável o seu rumo. Sobre mim há um céu abobado de estrelas, entre as quais a “minha” constelação, Orion. Abandono a minha fortaleza à procura de ar livre de monóxido de carbono e entrego-me desprotegido ao frio. “O Rochedo” está ao meu lado direito e em frente as luzes do porto de Algeciras indicam a proximidade do destino final. Volto para o meu refúgio térmico. Está quase. Voltarei a pisar solo europeu em breve.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;São 19h30. Depois de uma sedutora aproximação, barco e cais encontram-se num breve e fugaz carinho. Vou sair. Gibraltar espera-me. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-7212977665324412835?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/7212977665324412835/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=7212977665324412835' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/7212977665324412835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/7212977665324412835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/12/colunas-de-hercules-ii-o-regresso.html' title='Colunas de Hércules II – O regresso'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/Syq0nxBDpuI/AAAAAAAAAEs/zHL5vHAgLdI/s72-c/DSC01372.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-6556295239088010523</id><published>2009-12-14T15:27:00.001Z</published><updated>2009-12-14T17:36:40.472Z</updated><title type='text'>Ceuta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi em 1415 que um reino estável, com as finanças em ordem, um rei ambicioso e montes de infantes temerários e sem nada para fazer decidiu partir à aventura. Na altura falou-se muito em atacar o reino de Granada mas D João I não alinhou na maluquice. Não lhe interessava criar um novo foco de conflitos com Castela, isto apesar da olímpica bordoada que lhes tinha dado 30 anos antes. Foi então decidido que o primeiro passo da expansão Portuguesa seria dado na direcção de Ceuta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ceuta era uma importante cidade no norte de África Berbere. Aí confluíam rotas comerciais que abasteciam o Mediterrâneo de ouro, escravos e marfim vindos do interior do continente africano. Existiram vários tipos de argumentos para irmos a Ceuta, geoestratégicos ( era um dos pontos de entrada no Mediterrâneo), económicos (já falei ali atrás lembram-se?), religiosos (matar muçulmanos e continuar a abastecer deus de matéria prima), etc e tal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A expedição foi preparada com muito cuidado e quando se fez ao mar, tornou-se num conjunto de disparates e asneiras. Correu tudo mal, à excepção óbvia do resultado, que foi uma vitória. Mais de 1/3 da frota apanhou uma corrente qualquer manhosa e foi parar bem dentro do Mediterrâneo sem terem visto Ceuta nem de passagem. Os que deram com o sítio certo, ainda se dividiram em dois grupos, uns seguiram o rei D João I e atacaram no sítio que era suposto atacarem, os outros foram atrás do infante D Henrique e acabaram por atacar as muralhas de Ceuta por outro sítio completamente diferente. Com o passar do dia e da batalha, D João I ficou muito triste pensando que o seu rebento Henrique tinha sido rebentado, mas no entanto ele e o seu grupo foram os primeiros a penetrar nas muralhas. Ainda o rei estava do lado de fora e já o infante estava em Ceuta a fazer aquilo que os europeus ocidentais, civilizados e tementes a deus melhor faziam, a matar tudo o que se mexia à sua frente. Foi a prova conclusiva de que é verdadeiro aquele cliché que diz que o herói é o imbecil que foge na direcção errada quando as coisas dão para o torto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ceuta manteve-se em mãos portuguesas muitos anos. Depois da nossa perda da independência continuou governada por portugueses, mesmo durante o governo dos filipinos (reis, não as bolachas redondas de chocolate). Depois da nossa restauração em 1640 o pessoal em Ceuta resolveu não reconhecer legitimidade à casa de Bragança para reinar em Portugal e preferiu ficar com Espanha (porventura adivinharam que um dia muito longínquo tal casa produziria um D Duarte Pio). Não foi a última vez que o pessoal em Ceuta manifestou um estranho conceito de lealdade já que anteriormente tinham permitido a passagem do exército berbere que arrasou o reino Visigótico e posteriormente apoiaram Franco no seu ataque à República Espanhola.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, chega de história. Cheguei a Ceuta eram 15h15. Sempre tive curiosidade em conhecer a terra por onde começámos a fugir ao nosso destino miserável apenas para regressarmos muitos anos depois tão miseráveis como à partida. Tinha esperança de encontrar algo de exótico, de diferente, afinal de contas apesar de continuar no mesmo país (Espanha) tinha trocado de continente. Confesso que fui à procura de África e de Marrocos mas o que encontrei foi apenas mais uma cidade espanhola, se bem que noutro continente. Iniciámos uma caminhada a pé com destino a nada de especial. O objectivo era passear um bocado, comer e voltar para o barco porque do lado europeu ainda havia onde ir. Cruzei-me à entrada de Ceuta com uma rotunda com o infante D Henrique a apontar caminho sabe-se lá para onde. Provavelmente para Tânger onde deixou o seu irmão morrer aprisionado para não ter que entregar Ceuta aos mouros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyZYi2lH54I/AAAAAAAAAD0/E28DH7oNewc/s1600-h/DSC01368.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rs="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyZYi2lH54I/AAAAAAAAAD0/E28DH7oNewc/s320/DSC01368.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dei a volta pela fortaleza e contornei o fosso da mesma. Fui em direcção à parte mais antiga da cidade em busca de algo de diferente mas não encontrei nada. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyZY1Omy-WI/AAAAAAAAAEE/1m-dsWLL61Q/s1600-h/DSC01370.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rs="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyZY1Omy-WI/AAAAAAAAAEE/1m-dsWLL61Q/s200/DSC01370.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyZYt_RQxoI/AAAAAAAAAD8/7AEax8NYSJk/s1600-h/DSC01369.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rs="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyZYt_RQxoI/AAAAAAAAAD8/7AEax8NYSJk/s200/DSC01369.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portugal está muito presente em Ceuta. Nota-se nos nomes das ruas e até nas armas da cidade que ostentam um escudo português e mantêm as cores da cidade de Lisboa. Encontrar um local para comer foi uma aventura e só depois de muito procurar encontrámos um bar com um nome bastante suis generis (guardem as piadinhas para vocês se fazem favor) onde se depenicaram umas tapas para encher o estômago. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyZZMclf1RI/AAAAAAAAAEM/ihi3NXMxcBI/s1600-h/DSC01371.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rs="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyZZMclf1RI/AAAAAAAAAEM/ihi3NXMxcBI/s320/DSC01371.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois disso foi regressar ao barco e esperar pela viagem de regresso à Europa. Apesar de umas quantas fotos bonitas, Ceuta foi uma completa desilusão. Não há lá nada que não pudesse existir em qualquer outra cidade espanhola, a não ser claro, a paisagem natural que é formidável. Nem os bazares marroquinos, nem as ruas com as esplanadas. Ceuta é apenas um pedaço de Europa enxertada em África. Se lá voltar será apenas de passagem para Marrocos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyZZXUkSqvI/AAAAAAAAAEU/bHLa4eiPTLA/s1600-h/DSC01376.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rs="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyZZXUkSqvI/AAAAAAAAAEU/bHLa4eiPTLA/s320/DSC01376.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-6556295239088010523?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/6556295239088010523/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=6556295239088010523' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6556295239088010523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6556295239088010523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/12/ceuta.html' title='Ceuta'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyZYi2lH54I/AAAAAAAAAD0/E28DH7oNewc/s72-c/DSC01368.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-1915730543453694011</id><published>2009-12-14T11:58:00.002Z</published><updated>2009-12-14T14:33:57.369Z</updated><title type='text'>Colunas de Hércules I – A travessia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hércules teve uma vida lixada. Ser filho de Zeus não dava garantias de nada, especialmente se a mãe em vez de Hera, a esposa legítima, fosse uma das 1.348 amantes que Zeus tomou na sua vida. O tipo era uma espécie de Zézé Camarinha do Olimpo e depois de esgotadas as deusas ao dispor ( algumas delas suas próprias filhas ) não teve outra solução que não fosse virar-se para as mortais. De uma dessas cambalhotas nasceu Hércules que ganhou logo o ódio mortal de Hera. Um belo dia a esposa do seu papá enfeitiçou-o e ele, num ataque de loucura, matou a sua esposa e os seus filhos. Para remediar o mal foi ao Oráculo de Delfos ( uma coisa do género do Marcelo Rebelo de Sousa com a diferença de acertar nas previsões que fazia e nos conselhos que dava ) e foi-lhe dito que tinha que cumprir 12 trabalhos para limpar o seu registo criminal. Os trabalhos foram coisas do dia a dia normal de um semi-deus. Matar um leão, fazer uma corrida com uma corça, capturar um javali, limpar a merda acumulada de 3.000 bois durante 30 anos, apanhar maçãs, ensinar uns truques a um cão gigante com 3 cabeças, entre outros do mesmo calibre. Entre os 12 trabalhos que fez ainda teve tempo para algumas aventuras. Um belo dia encontrou Prometeu ainda aprisionado no Cáucaso e libertou-o, e noutro belo dia resolveu separar os montes Calpe ( actual Gibraltar ) e Abilia ( actual monte Hacho a leste de Ceuta ) e com isso abrir um estreito para ligar o Mediterrâneo ao Atlântico, estreito esse que ficou conhecido como “ as Colunas de Hércules “ e que hoje em dia se chama estreito de Gibraltar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Serve esta pequena e desinteressante introdução para vos situar na minha despistagem do último sábado. O dia teve início às 7h e a viagem para Algeciras foi tão calma como qualquer viagem de carro em que o carro não dá problemas. Chegar a Algeciras foi simples, encontrar o porto de Algeciras não tão simples mas também não chegou a ser complicado. À entrada do porto os caça gorjetas do costume levaram-me à bilheteira e ao parque de estacionamento e depois de ter sido tratado umas 20 vezes por “hey tu Português” lá entrei no barco mais luxuoso e confortável da minha vida. Aquilo tinha muitos metros de altura e ainda mais metros de comprimento. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyYnLfceTOI/AAAAAAAAADM/sWpYicsvF88/s1600-h/DSC01316.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rs="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyYnLfceTOI/AAAAAAAAADM/sWpYicsvF88/s320/DSC01316.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pesava umas não sei quantas toneladas e, pormenor importante, não se chamava Titanic, o que me deu logo uma segurança acrescida. Tinha um bar que oferecia tapas aos passageiros e depois de umas lojinhas de perfumes e relógios vinha a sala principal onde estavam umas quantas centenas de poltronas reclináveis e mais confortáveis do que 85% das camas&amp;nbsp;onde dormi na minha vida. Como não podia deixar de ser, havendo a hipótese de estar sentado, quente e confortável, obviamente que optei por ir para o deck superior apanhar frio e vento nas trombas mas estar ao ar livre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyYnXGENFWI/AAAAAAAAADU/DdWh6W05JSU/s1600-h/DSC01326.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rs="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyYnXGENFWI/AAAAAAAAADU/DdWh6W05JSU/s320/DSC01326.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partida foi às 14h e depois de umas manobras manhosas que os capitães dos barcos sabem fazer, lá saímos do porto de Algeciras e aproámos a Ceuta. A viagem foi bonita. Passámos ao largo de Gibraltar e foi nesse momento que um grupo de golfinhos resolveu aparecer para nos fazer escolta, o que foi muito bem vindo, apesar de uma irritante incapacidade por eles demonstrada para estarem quietos para as fotografias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyYn8l7GnxI/AAAAAAAAADc/CJOr3AI3hyk/s1600-h/DSC01330.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rs="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyYn8l7GnxI/AAAAAAAAADc/CJOr3AI3hyk/s320/DSC01330.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;À medida que nos fomos afastando, “o Rochedo” foi ficando cada vez mais pequeno no horizonte sem que contudo se visualizassem os contornos definidos da costa Africana.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyYphP623lI/AAAAAAAAADk/bi9Stlt3fTE/s1600-h/DSC01332.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rs="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyYphP623lI/AAAAAAAAADk/bi9Stlt3fTE/s320/DSC01332.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Tudo o que tínhamos pela frente era uma névoa indistinta e, apesar de saber o destino esse ainda não estava definido ao olhar. Aos poucos os contornos do monte Hacho surgiram e, milha a milha, África foi surgindo ao olhar protegida por esse véu de mistério que ao longo da história tantos seduziu. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyYp8kgBlUI/AAAAAAAAADs/l-xF70TaXIQ/s1600-h/DSC01352.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rs="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyYp8kgBlUI/AAAAAAAAADs/l-xF70TaXIQ/s320/DSC01352.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma hora e 15 minutos depois de sair da Algeciras o navio inicia as manobras de entrada no porto de Ceuta e dez minutos depois disso volto a pisar o continente Africano, mais de 34 anos depois de o ter abandonado numa manhã de Agosto em Luanda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira parte termina aqui. Em breve virá o resto do relato.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-1915730543453694011?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/1915730543453694011/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=1915730543453694011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1915730543453694011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1915730543453694011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/12/colunas-de-hercules-i-travessia.html' title='Colunas de Hércules I – A travessia'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SyYnLfceTOI/AAAAAAAAADM/sWpYicsvF88/s72-c/DSC01316.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-4119399780011498821</id><published>2009-12-07T10:39:00.000Z</published><updated>2009-12-07T10:39:59.482Z</updated><title type='text'>Sofá</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Costumo dizer que a vida é feita de pequenos passos. Aliás, muita vezes até o faço em defesa própria visto que alterno fases de grande dinamismo com outras de maior preguiça.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há para mim no entanto uma verdade evidente, é fundamental construir algo que nos faça um dia ver que não estamos no mesmo sítio, que não cristalizámos presos à ditadura do dia-a-dia. Que estamos melhor do que num passado, próximo ou distante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É exactamente por isso que adoro as pequenas conquistas, porque me mostram que subi mais um degrau. Posso não saber bem em direcção a quê, o que às vezes acontece, mas saber que tenho mais, que sou mais, ou que fui mais longe já é garantia e estímulo para não parar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vem toda esta conversa porque este fim de semana chegou o meu sofá. Sim, foi só isso. A minha sala está menos vazia e&amp;nbsp;mais aconchegada. Aos poucos a minha casa vai deixando de ser um aglomerado caótico e sem sentido e começa a parecer-se cada vez mais com aquilo que eu quero. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comprá-la foi fácil. Foi pedir dinheiro emprestado a gente que faz da sua vida emprestar dinheiro aos outros e assinar uns 438 papeis. Agora vem o difícil, pagá-la e fazer daquelas 4 paredes e duas varandas maravilhosas um lar. Vai ser uma luta ciclópica, eu sei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas este fim de semana conquistei um sofá. Palmas para mim !!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-4119399780011498821?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/4119399780011498821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=4119399780011498821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4119399780011498821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4119399780011498821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/12/sofa.html' title='Sofá'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3633623069198043943</id><published>2009-12-02T11:37:00.003Z</published><updated>2009-12-02T12:00:09.855Z</updated><title type='text'>Aniversário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cumpriu-se dia 30 passado o 35º aniversário da minha existência. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se preocupem que não vos vou maçar (nem a mim) com um balanço desses 35 anos. Quero apenas dizer-vos que, ao contrário do que me senti quando regressei a casa, foi um dia excelente. Nele&amp;nbsp;participaram muitas pessoas que insistiram em marcar presença, fizeram questão de me recordar (como se o pudesse esquecer) que significo alguma coisa para elas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram amigos dos tempos de Universidade e de Escola, colegas de trabalho e antigos alunos. Pessoas íntimas e outras mais superficiais, próximas e distantes, algumas ocasionais e outras eternas. A todas agradeço do fundo do coração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há quem não goste do seu dia de anos por temer a lenta passagem do tempo e os seus efeitos. Eu adoro. É o dia mais bonito do meu calendário. Pelo menos dia 30 de Novembro eu sei que, graças a vós,&amp;nbsp;qualquer balanço da minha vida que um dia faça, só pode ser positivo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3633623069198043943?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3633623069198043943/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3633623069198043943' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3633623069198043943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3633623069198043943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/12/aniversario.html' title='Aniversário'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-4447359389839492255</id><published>2009-11-19T14:35:00.003Z</published><updated>2009-11-19T14:37:01.559Z</updated><title type='text'>Mário de Sá Carneiro</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: 'Georgia','serif'; font-size: 10pt;"&gt;Genial. É tão fácil de explicar que não entendo como é que vocês não compreendem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Georgia','serif'; font-size: 10pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Georgia','serif'; font-size: 10pt;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Georgia','serif'; font-size: 10pt;"&gt;[...]Eu decido correr a uma provável desilusão: e uma manhã recebo na alma mais uma vergastada - prova real dessa desilusão. Era o momento de recuar. Mas eu não recuo. Sei já, positivamente sei, que só há ruínas no termo do beco, e continuo a correr para ele até que os braços se me partem de encontro ao muro espesso do beco sem saída. E você não imagina, meu querido Fernando, aonde me tem conduzido esta maneira de ser!... Há na minha vida um bem lamentável episódio que só se explica assim. Aqueles que o conhecem, no momento em que o vivi, chamaram-lhe loucura e disparate inexplicável. Mas não era, não era. É que eu, se começo a beber um copo de fel, hei-de forçosamente bebê-lo até ao fim. Porque - coisa estranha! - sofro menos esgotando-o até à última gota, do que lançando-o apenas encetado. &lt;i&gt;Eu sou daqueles que vão até ao fim&lt;/i&gt;. Esta impossibilidade de renúncia, eu acho-a bela artisticamente, hei-de mesmo tratá-la num dos meus contos, mas na vida é uma triste coisa. Os actos da minha existência íntima, um deles quase trágico, são resultantes directos desse triste fardo. E, coisas que parecem inexplicáveis, explicam-se assim. Mas ninguém as compreende. Ou tão raros... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Mário de Sá-Carneiro, in "Cartas a Fernando Pessoa"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-4447359389839492255?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/4447359389839492255/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=4447359389839492255' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4447359389839492255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4447359389839492255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/11/mario-de-sa-carneiro.html' title='Mário de Sá Carneiro'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-6110181353346410313</id><published>2009-11-18T14:17:00.000Z</published><updated>2009-11-18T14:17:05.275Z</updated><title type='text'>Pedro Ferro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É daquelas coisas que não têm grande explicação, se é que têm alguma. Não me diz directamente respeito mas sem saber bem porquê foi uma &lt;a href="http://nomundodosoutros.blogspot.com/2009/11/ti.html"&gt;notícia&lt;/a&gt; que me alegrou um pouco um dia muito complicado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cresci a ler o avô. Conheci a avó episodicamente. Dos pais apenas sei o nome. A tia, essa, cruzou a minha vida &lt;a href="http://nomundodosoutros.blogspot.com/2009/10/correio.html"&gt;"com a determinação de uma carga de cavalaria e a sedução de um tango"&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espero que chegues depressa e bem Pedro. Espero que sejas a alegria que a tua família merece.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;És uma esperança de vida e um germinar de sonhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parabéns a toda a família.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-6110181353346410313?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/6110181353346410313/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=6110181353346410313' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6110181353346410313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6110181353346410313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/11/pedro-ferro.html' title='Pedro Ferro'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-8169143100243988057</id><published>2009-11-15T03:07:00.001Z</published><updated>2009-11-15T03:08:27.106Z</updated><title type='text'>Um raio de luz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta noite aconteceu uma coisa deveras estranha. Um raio de luz apareceu vindo não sei bem de onde e entrou num quarto muito escuro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensa bem no que estás a fazer e ao quê que vens porque se for para ficares, não encontrarás da minha parte grande oposição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não fui feito para viver em escuridão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-8169143100243988057?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/8169143100243988057/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=8169143100243988057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8169143100243988057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8169143100243988057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/11/um-raio-de-luz.html' title='Um raio de luz'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-1230814711858850744</id><published>2009-11-11T15:40:00.000Z</published><updated>2009-11-11T15:40:24.166Z</updated><title type='text'>O amor é um lugar estranho</title><content type='html'>Hoje enviaram-me o link deste &lt;a href="http://amorumlugarestranho.blogspot.com/"&gt;blog&lt;/a&gt; e gostei do que li. Parei logo no &lt;a href="http://amorumlugarestranho.blogspot.com/2009/11/peco-desculpa-por-estar-bater-na-mesma.html"&gt;último post lá colocado&lt;/a&gt; e subscrevo-o na íntegra, trocando os sexos, claro. É isso mesmo ! Podem levá-las de livre vontade, fiquem com elas, façam-nas felizes ou usem-nas como depósito do que tiverem a mais no corpo quando vos apetecer.&lt;br /&gt;É a vida !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-1230814711858850744?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/1230814711858850744/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=1230814711858850744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1230814711858850744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1230814711858850744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/11/o-amor-e-um-lugar-estranho.html' title='O amor é um lugar estranho'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-1418455819547140925</id><published>2009-11-05T01:21:00.000Z</published><updated>2009-11-05T01:21:32.350Z</updated><title type='text'>Back to the past</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cá estou de regresso a Olhão. Encontrei tudo igual. Para lá de um pequeno acidente de percurso em termos políticos, a mesma rotina, as mesmas vontades, o mesmo objectivo, as mesmas indecisões.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que mais gosto nos momentos em que tudo parece empenado é que é aí que encontro as forças para dar os abanões de que preciso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto mais tempo precisarei para me mentalizar que está na hora de abanar ? Não muito, pelas minhas contas. É já tudo uma questão de fé. O que me influenciará mais nos próximos tempos? O que vejo ou o que quero ver? &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida segue dentro de momentos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-1418455819547140925?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/1418455819547140925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=1418455819547140925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1418455819547140925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1418455819547140925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/11/back-to-past.html' title='Back to the past'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-8283186899705679086</id><published>2009-11-03T23:03:00.003Z</published><updated>2009-12-01T08:59:14.443Z</updated><title type='text'>Porto Peles</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De regresso ao Algarve depois de uns dias de férias e parei em Porto Peles para jantar. Alguém&amp;nbsp; cuja paixão pela culinária partilho aconselhou-me esta aldeola perdida por perto de Beja e lá fui eu. Porto Peles é literalmente uma aldeola com uma 12 casas e 2 restaurantes. Um dos dois estava no seu fecho semanal, ou seja, tinha 100% de hipóteses de acertar num sítio aberto para jantar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá fui eu ao Toy e devorei avidamente umas presas de porco preto que foram apenas os pedaços de carne mais tenros que comi nos últimos anos. Depois de uma bela refeição regada com um bela garrafinha de 0,375 cl de vinho tinto, encostei-me na cadeira de volta do meu café e a escrever ( a minha sobremesa preferida ). Passado uns bons 15/20 minutos, à medida que o silêncio a que me tinha votado por causa da escrita se começava a tornar ensurdecedor, começo a tomar mais atenção ao que se passava à minha volta e começo a ouvir as conversas. No meio dos 10/12 homens encostados ao balcão, uma voz sobrepoe-se às restantes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Mas vocês já viram isto ? Este restaurante está cada vez melhor. Agora até já poetas cá aparecem"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;OK, até aqui tudo bem. Lá vou escrevendo mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Oh Toy, tu já viste isto ? Ai o gajo dum cabrão, se eu escrevesse metade daquilo caiam-se-me os dedos"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, agora as coisas começam a ser um bocado evidentes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Oh amigo, ei vocemessê aí do chapéu preto, está a pagar alguma promessa ?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É mesmo comigo. Levanto a cabeça e vejo o alentejano mais típico do Alentejo. Baixo, barrigudo, pelo menos mais barrigudo do que eu, vestido de preto, com uma boina e uma bigodaça imperial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Boa noite. Como está ?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eu bem. Mas vocemessê parece que está a pagar alguma promessa. Como é que consegue escrever tanto? É algum escritor ou algum poeta ?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Essa é difícil amigo. Há quem diga que sou uma coisa, há quem diga que sou a outra, há até quem defenda que sou ambas. Apenas gosto de escrever."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eh diabo, eu também gosto de tratar da minha horta mas não ando a cavar por prazer."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ehehehe (sorrio eu). Boa comparação. Mas eu gosto mesmo de escrever e às vezes nem sequer preciso de grandes motivos."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eu acho que a devia convidar para o baile da sua aldeia. Dance com ela um bocadinho que é melhor do que lhe escrever essas folhas todas."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que não tive resposta para esta. Nem sequer me dei ao trabalho de lhe tentar explicar que a minha aldeia tem 30.000 habitantes. Depois do meu silêncio, ele voltou ao ataque.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Mas que tanto gosta vocemessê de escrever ?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Olhe amigo, gosto de escrever sobre tudo e sobre nada. Gosto particularmente de escrever depois de jantar e, por estranho que lhe possa parecer, para Algarvio, gosto muito de escrever no Alentejo e sobre o Alentejo"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Um algarvio aqui ? Oh Toy o teu restaurante está a ficar conhecido ! E o quê que vocemessê escreve sobre o Alentejo ? Se é que posso perguntar, claro."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Escrevo sobre uma terra que a natureza fez quase perfeita e depois tirou-lhe a água, como que para mostrar que a perfeição não passa de um ideal inacabado. Escrevo sobre um povo cansado e torturado que parece vencido mas não rendido. Sei lá, escrevo muitas coisas."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Silêncio. Não só o dele mas o de todos a não ser da TV. Durante uns 15 segundos tive toda a eternidade para pesar o que tinha dito e para pensar se tinha estado muito bem ou se tinha cometido uma das minhas olímpicas argoladas. Finalmente ...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eu bem te disse Toy, esta noite tens um poeta no teu restaurante. Sai um abafadinho ali para o Algarvio."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer esperança de solidão que ainda pudesse ambicionar terminou naquele momento. Não sei bem qual a definição de "abafadinho" mas depois do primeiro veio o segundo e depois desses dois, outros três. Passei de tipo esquisito sentado num canto a escrever a velho amigo de olivais e cearas. Falámos de seca e de chuva, de calor e de geada, dos mares infinitos que banham o Algarve e do sol abrasador que queima o Alentejo. Fui aceite e adoptado, gozado e acarinhado por um grupo de homens que nunca vi e dificilmente voltarei a ver.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de muitos protestos deles, fugi do restaurante e de Porto Peles. Os meus planos de chegar a casa ainda hoje foram torpedeados por meia dúzia de abafadinhos e por uma dúzia de alentejanos. Conduzi com todo o cuidado do mundo até Beja e aluguei um quarto na pousada da juventude de onde agora escrevo. Amanhã regresso, com o estômago e a alma preenchidos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Citando um anúncio de TV que anda na moda:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Seria possível existir Portugal sem o Alentejo ?" Não sei. Talvez fosse. Mas não seria a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-8283186899705679086?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/8283186899705679086/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=8283186899705679086' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8283186899705679086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8283186899705679086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/11/porto-peles.html' title='Porto Peles'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-915903469792841232</id><published>2009-11-01T23:12:00.001Z</published><updated>2009-11-01T23:12:03.840Z</updated><title type='text'>Férias</title><content type='html'>Voltarei em breve, num blog perto de si. Beijos e Abraços.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-915903469792841232?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/915903469792841232/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=915903469792841232' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/915903469792841232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/915903469792841232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/11/ferias.html' title='Férias'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-8622271922737893255</id><published>2009-10-28T23:41:00.002Z</published><updated>2009-10-28T23:47:18.008Z</updated><title type='text'>Someone saved my life tonight</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é muito fácil escrever este texto. Apesar disso é fundamental fazê-lo. Hoje foi um dia bonito, apesar de todas as expectativas em sentido contrário. Por vezes estamos tão embrenhados na nossa vida do dia-a-dia que nos esquecemos que há momentos na vida que nos ultrapassam e nos açambarcam de um forma avassaladora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje foi um desses dias. Não fiz nada de diferente, não pedi nada a ninguém e alguém deu-me tudo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uso a net para muitas coisas, incluindo para aqueles joguinhos estranhos em que pessoas do mundo inteiro partilham uma realidade que parece ser apenas virtual. Num desses joguinhos, o meu preferido, conheci muita gente, a maior parte da qual nem referência merece. Mas além desses houve meia dúzia que insistiram em ser mais do que parceiros anónimos de uma aventura virtual. Uma dessas pessoas hoje gravou a ferro e fogo o seu nome no meu coração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É estranho estar a escrever sobre alguém de quem não sei nada, nem virei a saber. É complicado referir o papel de alguém que nada, ou quase nada de mim sabe ou virá a saber. A realidade é que hoje um raio de luz entrou numa caverna escura, fria e povoada por monstros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, numa conversa partilhada entre o msn e o skype, alguém teve a doçura e o carinho de me fazer sentir algo mais do que aquilo a que estou habituado. Fê-lo de forma altruista e desinteressada, fê-lo, quem sabe se por obrigação profissional, quem sabe se por dedicação a um amigo desconhecido. Não me interessam neste momento as razões, como devem calcular. Sei que alguém que comigo nunca nada partilhou, a não ser um jogo de computador, traçou uma linha na areia e assumiu que nada me aconteceria de mal enquanto olhasse por mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia ensinaram-me que uma vela acesa nada perde por acender uma apagada. Tenho passado a minha vida a tentar ser essa vela acesa e nunca nos últimos anos, até hoje, me tinha apercebido do que é estar no papel da vela apagada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obrigado pelo que me fizeste S. Hoje deito-me confortado por saber que pessoas como tu defendem a muralha que existe à minha volta. As feridas do corpo tratam-se, ou pelo menos controlam-se. As feridas que pensei ter na alma já nem sequer existem. Enquanto for possível ser salvo da forma que me salvaste hoje, posso ter a certeza que a vida é muito mais do que a arte de gastar oxigénio e produzir dióxido de carbono. Hoje a minha fé na humanidade foi renovada, hoje a minha crença na amizade foi reforçada. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agradeço-te do fundo de um coração grande e atormentado. Hoje, mais do que um simples fogo fátuo, foste uma lareira e um farol.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obrigado S.&lt;br /&gt;You saved my life tonight !&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-8622271922737893255?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/8622271922737893255/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=8622271922737893255' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8622271922737893255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8622271922737893255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/10/someone-saved-my-life-tonight.html' title='Someone saved my life tonight'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-4117390923949021589</id><published>2009-10-26T05:28:00.001Z</published><updated>2009-10-26T15:30:56.978Z</updated><title type='text'>Filosofia Coldplay</title><content type='html'>O que começa como "&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=73YjnOPM324"&gt;Fix You&lt;/a&gt;" ... acaba como "&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KLIboc0PFT8&amp;feature=fvst"&gt;Yellow&lt;/a&gt;".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-4117390923949021589?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/4117390923949021589/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=4117390923949021589' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4117390923949021589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4117390923949021589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/10/filosofia-de-coldplay.html' title='Filosofia Coldplay'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-4002808559398911792</id><published>2009-10-25T11:07:00.002Z</published><updated>2009-12-01T10:31:06.337Z</updated><title type='text'>A montanha pariu um rato</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CSRGION%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;    &lt;m:smallfrac val="off"&gt;    &lt;m:dispdef&gt;    &lt;m:lmargin val="0"&gt;    &lt;m:rmargin val="0"&gt;    &lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent val="1440"&gt;    &lt;m:intlim val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim val="undOvr"&gt;   &lt;/m:narylim&gt;&lt;/m:intlim&gt; &lt;/m:wrapindent&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:1; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-format:other; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	margin-top:0cm; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} p.MsoNoSpacing, li.MsoNoSpacing, div.MsoNoSpacing 	{mso-style-priority:1; 	mso-style-unhide:no; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} .MsoChpDefault 	{mso-style-type:export-only; 	mso-default-props:yes; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} .MsoPapDefault 	{mso-style-type:export-only; 	margin-bottom:10.0pt; 	line-height:115%;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;Esta é bem capaz de ser das expressões que são pior utilizadas. Quando dizemos “A montanha pariu um rato” estamos a fazê-lo num sentido pejorativo para indicar uma situação ou uma pessoa que muito prometeu e pouco cumpriu. É uma das melhores metáforas para indicar a nossa decepção perante um resultado que frustrou as nossas expectativas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;Olhemos agora para a mesma expressão e analisemo-la para lá das dimensões dos envolvidos, a montanha e o rato. Experimentemos por um momento comparar as suas naturezas. A da montanha, mineral, e a do rato, ser vivo. Uma montanha é uma estrutura geológica composta for rochas que são agregados de minerais. O Silício é o seu tijolo estruturante e, tal como todas as estruturas minerais, o seu segredo está na estabilidade da sua rede cristalina. A ordem e a organização são as suas leis e ninguém espera que uma montanha mude de forma, de cor ou de local por vontade própria. Ninguém espera que uma montanha faça o que quer que seja, a não ser ser erodida pela lenta e inexorável acção do tempo e dos fenómenos do meio ambiente. Um rato, por seu lado, é um ser vivo. O Carbono é o seu criador, o seu imperador e o seu destino. O rato é concebido, nasce, cresce, reproduz-se e morre. Basta uma das inumeráveis reacções químicas que ocorrem no seu corpo para estarmos na presença de uma complexidade infinitamente superior a tudo o que ocorre numa montanha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;Podemos então concluir que se uma montanha parisse um rato, estaríamos na presença de um milagre da natureza. Esta expressão é um claro exemplo de como as leis da natureza podem expor o real sentido de uma sabedoria popular. Que podemos fazer então ? Será que se ignorarmos as leis naturais as coisas funcionarão de forma diferente ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;Podíamos rasgar os estudos de Newton na esperança de que a gravidade desaparecesse e todos pudéssemos voar tão alto como os nossos sonhos. Se queimássemos os livros de Galileu talvez voltássemos a acalentar a esperança de que o nosso pequeno planeta voltasse a estar no centro do Universo. E o que dizer de Freud ? Não era giro acabar com o trabalho dele e voltar a acreditar que somos de facto conscientes de todas as nossas acções ? E Darwin ? Este então era lindo de destruir. Acabava de vez a selecção natural, deixávamos de ser um produto da evolução, com antepassados comuns com os macacos, e voltávamos a ser obra divina criada à imagem e semelhança de deus para reinar em seu nome sobre o mundo. Por falar em deus, e se reduzíssemos a cinzas a bíblia, o Corão e a torah ? Deus acabaria, o Olimpo voltaria com o seu cortejo de deuses humanizados e, ainda, com a vantagem de deixarmos de ter que aturar o Saramago. Será que tudo isto funcionaria ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;Não ! Não funcionaria. As ciências, sejam elas exactas ou inexactas, concretas ou abstractas, ocultas ou esotéricas, não criam nem inventam a realidade, apenas a tentam explicar. Ignorá-las, combatê-las ou repudiá-las não muda num milímetro o mundo em que vivemos. Estaremos então condenados a viver num mundo que pode ser explicado, compreendido e regido por leis científicas e equações matemáticas ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;Mais uma vez, não ! Claro que não ! Ainda temos a poesia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;Na poesia somos completamente livres. Podemos voar até onde quisermos, só pelo facto de o querermos. Podemos plantar sonhos em solos de nuvens e esperar pela Primavera para colher os seus frutos, as estrelas. Podemos enterrar flores no coração e chamar de sentimentos às suas pétalas. Somos capazes de amar o próximo e o distante, o presente e o ausente só porque estamos vivos ou porque queremos reavivar a vida de alguém. Na poesia não há regras a não ser as nossas, não há limites a não ser os que ultrapassamos. Há apenas vontade, que é a verdadeira inspiração para a Liberdade. Sejamos então poetas, sonhemos com anjos e construamos um mundo onde o impossível não passe de um conceito teórico criado para nos recordar o quão pequenos podemos ser se deixarmos de sonhar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="font-family: verdana; text-align: justify;"&gt;Então mas é ou não possível uma montanha parir um rato ? É pois ! Aconteceu hoje. O cerro de S. Miguel deu à luz um chinchila branco com as patinhas cinzentas e uma risca dourada na cabeça. Que tenha uma vida boa e que seja muito feliz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-4002808559398911792?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/4002808559398911792/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=4002808559398911792' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4002808559398911792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4002808559398911792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/10/montanha-pariu-um-rato.html' title='A montanha pariu um rato'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-4146090861534879912</id><published>2009-10-22T15:43:00.002+01:00</published><updated>2009-10-22T15:45:59.252+01:00</updated><title type='text'>Loucura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acho que vou a caminho de Lisboa daqui a hora e meia. Sandra, Nuno, aguentem as coisas e não comam as entradas todas, o dia hoje é para libertar a alma e afogar as saudades. Esperem por mim que aparecerei, cedo ou tarde, esta noite é nossa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-4146090861534879912?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/4146090861534879912/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=4146090861534879912' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4146090861534879912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4146090861534879912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/10/loucura.html' title='Loucura'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-6219032238552348617</id><published>2009-10-22T09:49:00.003+01:00</published><updated>2009-10-22T12:09:20.023+01:00</updated><title type='text'>Linhas cruzadas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Duas linhas cruzaram-se. Uma delas seguia o seu caminho. Não era um caminho muito bem definido, diga-se. Seguia apenas em frente, umas vezes convicta do rumo, outras apenas seguindo porque estar parada era impensável. A outra andava por aí, errática sem saber muito bem qual o seu caminho. Foi mais um choque do que um cruzamento. Foi rápido, intenso e depois, da mesma forma que apareceu perpendicularmente vinda do fundo do nada, a segunda linha para o fundo de tudo perpendicularmente partiu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante algum tempo foram caminhando juntas de forma não muito bem definida. Uma queria que trilhassem um caminho em comum, sem que nenhuma delas perdesse a sua individualidade, a outra preferia continuar a cruzar-se perpendicularmente com a primeira, quem sabe infinitamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao fim de algum tempo, voltaram a separar-se. A primeira linha acabou por se tornar numa estrada. Serpenteou por montes e vales, cruzou rios, campos e searas. Não se sabe bem onde chegou, se é que chegou a algum lado, mas envolveu-se no mundo e fez parte dele. A segunda linha, essa, continuou a andar por aí. Um dia arranjou emprego como bola de flipper e passou o resto da vida numa máquina a dar bordoadas nas paredes consoante as pancadas que levava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS - Por favor, alguém escreva um final mais feliz para isto. Obrigado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-6219032238552348617?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/6219032238552348617/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=6219032238552348617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6219032238552348617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6219032238552348617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/10/linhas-cruzadas.html' title='Linhas cruzadas'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-4412322055818035855</id><published>2009-10-22T09:24:00.005+01:00</published><updated>2009-10-22T10:28:20.383+01:00</updated><title type='text'>Outono</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dois dias seguidos de chuva e parece que chegou o Outono. Finalmente, digo eu. Não percebo o que é que as pessoas têm contra a chuva e custa-me bastante a compreender as depressões de fim de Verão. Há quem se consiga sentir bem com a ideia de um Verão interminável em que o Sol seja imperador único no céu, as nuvens exiladas para outras coordenadas geográficas e a chuva banida até mesmo da memória. Eu não consigo. Em primeiro lugar sou sagitariano logo nasci no Outono. É nesta estação que me sinto melhor, pelo menos mais próximo da minha verdadeira natureza. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Inverno para mim aguenta-se estoicamente, porque não se lhe é possível fugir, a Primavera é uma estação de esperança e também de algum cansaço, está intimamente ligada ao final do ano lectivo que nunca é fácil. O Verão é um tempo de felicidade, pura, honesta, altruísta e inabalável. O Sol leva-me sempre mais longe do que julgo ser capaz, tira-me sempre dos ombros pesos que devia carregar, dá-me sempre energias para lutas mais complicadas do que as que posso vencer. Qual é então afinal o meu problema com este Verão demasiadamente prolongado ? É simples, estou farto de me sentir feliz. Estou a precisar da doce melancolia Outonal, das tardes de chuva, da necessidade de mais uma mantinha porque o frio se instala no corpo e ameaça instalar-se também na alma. Estou a precisar daqueles momentos introspectivos, de me afastar um pouco do mundo e regressar a mim. A melancolia inspira-me, solta-me os pensamentos, clarifica-me sentimentos e recorda-me os porquês das minhas lutas. A procura da felicidade é um processo contínuo e se há de facto pessoas que conseguem afirmar sem vergonha que vão ser felizes para sempre, só posso dar graças por não ser uma delas. A minha felicidade, a existir ou a conquistar, será difícil, espinhosa e complexa, mas não tenho dúvidas que será construída em tardes ou noites de Outono. Será preparada para resistir aos invernos da vida, para florescer nas primaveras e viver louca e intensamente nos verões, nunca esquecendo a sua génese Outonal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje regresso a mim, aos meus mais profundos alicerces, à minha mais segura fortaleza. Sê bem vindo Outono, no meu colo terás sempre um amigo, no teu regaço terei sempre companhia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-4412322055818035855?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/4412322055818035855/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=4412322055818035855' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4412322055818035855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4412322055818035855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/10/outono.html' title='Outono'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-1583843801571685963</id><published>2009-10-21T22:35:00.001+01:00</published><updated>2009-10-21T22:35:38.373+01:00</updated><title type='text'>Regresso</title><content type='html'>O despistagens voltou. Tenham medo, tenham muito medo !!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-1583843801571685963?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/1583843801571685963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=1583843801571685963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1583843801571685963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1583843801571685963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2009/10/regresso.html' title='Regresso'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-2937386335566029718</id><published>2008-11-21T19:09:00.001Z</published><updated>2008-11-21T19:10:40.521Z</updated><title type='text'>Manuela Ferreira Leite</title><content type='html'>Há alguns meses atrás, decorria animada a campanha eleitoral para as  habituais eleições internas semestrais do PSD, e no meio das discussões animadas  e apaixonadas que costumava ter no meu local de trabalho da altura ouvi uma  brilhante pérola de análise política que nem tão cedo esquecerei : " Agora se a  Ferreira Leite ganha é que eles entram em pânico". Como devem calcular os  leitores mais desatentos o "eles" era eu e todos os Socialistas deste país. Na  altura, confesso que o comentário me incomodou um bocado porque, não só não me  sentia nada em pânico, como até estava satisfeito com a ideia da ministra das  finanças do governo do "cherne" poder liderar o maior partido da oposição num  contexto em que teria que explicar aos portugueses por que razão seria melhor  para governar depois do brilhante desempenho económico do seu consulado. Como  tenho a mania de, apesar de defender convictamente as minhas opiniões, não me  achar detentor da verdade absoluta pensei um pouco no assunto, não fosse a minha  análise estar completamente errada. Cheguei à conclusão que não, que eu estava  certo e que a pior coisa que podia acontecer era o futuro dar-me uma liçao de  humildade.&lt;div&gt; &lt;/div&gt;Bem dito, melhor feito, eu estava errado. Não estava errado ao querer ver a  Dona Manuela à frente do PSD, estava errado ao pensar que os "eles agora entram  em pânico" se referia a mim e aos meus camaradas. É um defeito que tenho reagir  como quem está cercado quando sinto alguém, ou como costume muitos alguens a  pôr-me em causa mas desta vez confesso que exagerei. Os "eles" não eram os  Socialistas. Eram os trabalhadores que ganham o salário mínimo nacional que  estavam em pânico porque a Dona Manuela quer rasgar o acordo de concertação  social que este governo assinou com os sindicatos e que permitiu o maior aumento  de sempre do salário mínimo em apenas 4 anos. Quem estava em pânico eram as  empresas de obras públicas pois essas iriam parar se a Dona Manuela chegasse ao  governo. Quem estava a entrar em parafuso eram os ministros das finanças da  Guiné Bissau e da Ucrânia pois como a Dona Manuela tão bem explicou, a paragem  das obras públicas em Portugal levaria ao aumento do desemprego nos seus países.  Aqueles que ficaram aterrorizados, foram as empresas de fornecedores do estado e  das autarquias que levam anos para receber e que este governo decidiu pagar  pagar as dívidas ( medida que peca por 20 anos de atraso mas que foi tomada  agora ) o que a  Dona Manuela classificou de irresponsabilidade. Para terminar,  em verdadeiro estado de pânico estavam os jornalistas que parece que não podem  ser os únicos a decidir o que publicam e todos os sindicatos de todas as  profissões deste país que perceberam ontem que para serem feitas reformas temos  que suspender a democracia por seis meses.&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;Ontem compreendi finalmente o meu erro e lamento as discussões que causei  por achar que, como Socialista, a eleição de Ferreira Leite representaria uma  ameaça. Não era de mim que estavam a falar e lamento muito o meu erro de  análise. &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;A todas as pessoas que agora se sentem verdadeiramente em pânico, pouco vos  posso dizer a não ser que farei a minha parte para que a Dona Manuela não passe  de apenas mais um erro de casting num filme de terror de classe C. Como eleitor,  militante e dirigente de um partido político, neste caso o PS, esforçar-me-ei ao  máximo para que ela não chegue ao ponto onde tenha a capacidade de suspender a  democracia. Tenham fé e esperança. Confiem em mim. Ela não governará.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-2937386335566029718?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/2937386335566029718/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=2937386335566029718' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2937386335566029718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2937386335566029718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/11/manuela-ferreira-leite.html' title='Manuela Ferreira Leite'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-4800302221182194803</id><published>2008-11-14T13:45:00.003Z</published><updated>2008-11-14T14:00:29.116Z</updated><title type='text'>Cada um atira o que tem à mão!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O &lt;a href="http://www.jumento.blogspot.com/"&gt;Jumento&lt;/a&gt; escreveu. O &lt;a href="http://www.descredito.blogspot.com/"&gt;Pedro Sá&lt;/a&gt; gostou e comentou. Eu gostei ainda mais e reproduzo tanto o texto original como o comentário posterior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não fiquei nada surpreendido com o comportamento dos meninos de Fafe nem com a reacção colectiva de condenação um dia depois, quando no momento em que os factos sucederam ninguém parece ter ficado muito indignado, nem deve ter faltado por esse país quem sorrido perante a situação e feliz pela mobilização dos pirralhos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não fiquei surpreendido porque uns dias antes, um dois oficiais que tiveram os mais altos cargos nas chefias militares sugeriram ao país que quando as pessoas se manifestam podem levar o que têm à mão, no caso dos militares são as armas que estão às mãos de semear. Ora, o que os meninos de Fafe fizeram não foi outra coisa senão o que sugeriram os militares, não tinham armas mas alguns deveriam ter umas galinhas poedeiras e a ministra da Educação, para gáudio geral, levou com ovos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Se não tivessem aprendido com os generais poderiam ter seguido o exemplo do professor do CC do PCP que é líder da Fenprof, durante muitos meses o seu passatempo de fim-de-semana foi fazer esperas a Sócrates, ele e mais alguns professores exemplares, daqueles que todos gostaríamos de ver a ensinar os nossos filhos, deram a conhecer ao país um dicionário de calão político. Se não tivessem aprendido nem com os generais, nem com o distinto alto responsável do PCP ainda poderiam ter frequentado um dos cursos de desobediência civil. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;De resto, num país em que todas as regiões oferecem doces regionais à base de ovos é perfeitamente natura que os meninos de Fafe tivessem mimoseado a professora com ovos. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ao contrário da outra calmeirona que agrediu uma professora para recuperar o seu telemóvel, os meninos de Fafe foram heróis durante vinte e quatro horas, foram-no enquanto as dúvidas sobre as motivações e a espontaneidade da brilhante acção de galinharia urbana.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quando a calmeirona agrediu a professora o país parou para reflectir, o tema da moda foi a indisciplina, a falta de espontaneidade e a violência nas escolas. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quando a ministra foi agredida verbalmente e se arriscou a transformar a cabeça num preparado de ovos-moles, tudo isso perante a alegria colectiva fez-se silêncio, não há nada a reflectir. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;No dia seguinte os pais e os professores repudiaram o acto e assunto encerrado.Um dia destes outros manifestantes poderão seguir a sugestão dos militares e seguir o exemplo dos nossos alunos, que não querem ser penalizados por faltarem às aulas. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Espero não ter de me cruzar com um manifestação de calceteiros, corro o risco de levar com um paralelepípedo de granito, e nem quero imaginar o que poderá suceder no dia em que o pessoal da recolha de lixo se manifestar, arrisco-me a apanhar com um saco do Pingo Doce cheio de restos de cozido à portuguesa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;É assim a nossa democracia representativa, cada um manifesta-se como quer e atira o que tem à mão&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Subscrevo inteiramente. Sem esquecer que isto tem tudo dedo político por trás. Se os professores, que aliás não têm razão nenhuma, andam a ser descaradamente utilizados pelo seu sindicato como arma de arremesso pelo PCP para substituir Carvalho da Silva por Mário Nogueira à frente da CGTP, aqui isto é demasiado malcriado para ser PCP. Isto tem notoriamente o dedo do BE.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS - Não subscrevo a parte do "&lt;em&gt;não têm razão nenhuma&lt;/em&gt;" Pedro. Algumas razões têm, se bem que na minha opinião não no essencial.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-4800302221182194803?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/4800302221182194803/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=4800302221182194803' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4800302221182194803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4800302221182194803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/11/cada-um-atira-o-que-tem-mo.html' title='Cada um atira o que tem à mão!'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-1273076949309402359</id><published>2008-11-06T11:30:00.003Z</published><updated>2008-11-06T12:33:47.449Z</updated><title type='text'>Rose Parks, Martin Luther King e Barack Obama</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Descobri no &lt;a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/91227.html"&gt;jugular&lt;/a&gt; a frase mais linda sobre estas eleições : " Rose Parks sentou-se para que Luther King pudesse marchar. Luther King marchou para que Obama pudesse voar ".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para quem não reconhece os nomes, Rose Parks foi a costureira de Montgomery, Alabama, que se recusou a sair da sua cadeira para dar lugar a um branco num autocarro e a sua atitude foi das principais alavancas para o movimento pelos direito cívicos na década de 60. Martin Luther King liderou os movimentos de protesto e no seu célebre discurso " Eu tenho um sonho" em agosto de 1963 lançou os alicerces de uma sociedade que então não passava de uma miragem. Hoje, apenas passada uma geração, Barack Obama atingiu o que muitos sonharam, embora poucos tivessem a coragem de o afirmar, um negro é Presidente eleito dos Estados Unidos da América.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poucos dos problemas que afligem e corroem a sociedade americana serão resolvidos com esta eleição. As guerras entre gangs de negros e hispânicos nos bairros degradados das cidades não cessarão, o déficit federal não desaparecerá facilmente, os soldados americanos não deixarão de alvejar nem de ser atingidos onde quer que andem pelo mundo. Chavez não ganhará juízo, o Irão não reconhecerá Israel, os Palestinianos não farão a paz entre eles e com os Judeus e a Coreia do Norte, ao contrário do que diz Bernardino Soares, continuará a investir rios de dinheiro em programas bélicos enquanto o seu povo morre à fome.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não existem na política nem na geoestratégia varinhas de condão, apesar do campo ser fértil em ilusionistas. Barack Obama tem sobre os seus ombros o peso da esperança que criou e o lastro dos resultados que se lhe exigirão quase automaticamente. Não acredito que faça um décimo do que dele esperam, mas a política é isso mesmo, a gestão de vontades, a procura de soluções e a assumpção de prioridades, com todos, por todos e para todos, como escreveu Lincoln. Costuma-se dizer que as campanhas eleitorais são feitas em poesia e o governo em prosa. Obama não mudará o mundo mas pode mudar a forma como o mundo se relacionará e verá os Estados Unidos da América que, para infelicidade de muitos continua a ser o farol da Liberdade e da Democracia no planeta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Digam o que disserem, o dia 4 de novembro de 2008 entrará na história. Há 40 anos Obama não poderia entrar em certos transportes públicos nem estudar em certas escolas. Há 60 não poderia servir no exército e há 100, apesar de previsto constitucionalmente, não conseguiria votar. Há 150 anos seria escravo, tal como os seus ascendentes e as suas lindas filhotas teriam nascido propriedade de alguém. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muito precisa de mudar na sociedade americana mas por mais graves que sejam os problemas e as injustiças que lá resistem, há também isto, a capacidade de o filho de um pastor Queniano e de uma americana aos 47 anos nos lembrar que sim, tudo é possível, que sim, nós podemos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;" Se ainda anda por aí alguém que duvida que a América é o local onde tudo é possível, que ainda pensa se os sonhos dos nossos fundadores ainda estão vivos, que ainda se questiona sobre o poder e a força da nossa democracia, esta noite é a vossa resposta".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Barack Hussein Obama&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-1273076949309402359?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/1273076949309402359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=1273076949309402359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1273076949309402359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1273076949309402359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/11/rose-parks-martin-luther-king-e-barack.html' title='Rose Parks, Martin Luther King e Barack Obama'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-6001442466550382126</id><published>2008-11-05T13:50:00.000Z</published><updated>2008-11-05T13:51:28.063Z</updated><title type='text'>BOA NOITE DIREITA ESTÚPIDA!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Descobri via Jumento. Não podia concordar mais :&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como se sentirão os ideólogos do que resta da nossa direita nesta noite em que muito provavelmente os americanos recolocam os EUA na normalidade? A nossa direita é cartesiana e apoiou incondicionalmente McCain só por estar mais à direita, a situação é tão ridícula que muitas personalidades de um partido que se diz social-democrata apoiaram a candidatura de McCain, tal como já tinham apostado em Bush contra Gore. Tão estúpida nem a direita espanhol, o PP, um partido bem mais à direita do que o PSD, apostou em Obama.&lt;br /&gt;Depois do desaparecimento dos liberais é a vez dos admiradores de McCain. Vale a pena ler o retrato que Pacheco Pereira fez de Obama no passado dia 4 de Fevereiro:&lt;br /&gt;«Uma parte da nossa direita e de quase toda a nossa esquerda, mostra como o anti-bushismo não é bom para a qualidade do pensar. É que Obama, comparado com Hillary Clinton ou com John McCain, tem pouco lá dentro. Nem saber, nem experiência, nem consistência. Pode vir a ganhar tudo isto, mas para já não tem. Mais um produto da fábrica de plástico, jovem, simpático, bom ar, bom falador, muito teatro de convicções, e politicamente correcto na cor, nem muito preto, nem muito branco, mais um teste para a tese de Kissinger de que cada vez mais as condições para se ser eleito presidente nada tem a ver com as condições para se exercer bem o seu cargo.» [&lt;a href="http://abrupto.blogspot.com/2008/02/coisas-da-sbado-fascinao-por-barack.html" target="_blank"&gt;Abrupto&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;Veremos o que vai dizer agora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-6001442466550382126?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/6001442466550382126/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=6001442466550382126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6001442466550382126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6001442466550382126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/11/boa-noite-direita-estpida.html' title='BOA NOITE DIREITA ESTÚPIDA!'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-7751165063330183398</id><published>2008-10-29T16:42:00.000Z</published><updated>2008-10-29T16:43:04.751Z</updated><title type='text'>O país do faz de conta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Li isto do Eduardo Pitta e gostei. Uma análise a reter.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando &lt;a href="http://daliteratura.blogspot.com/2008/10/e-no-que-o-bob-talhou.html"&gt;esta crónica&lt;/a&gt; foi publicada na LER, recebi mensagens a perguntar que história era aquela de, em 1982, os portugueses terem dificuldade em comprar (sem esquemas pelo meio) whisky ou bacalhau. Agora que pus o texto em linha, novo coro de perplexidade. Como os e-mails não trazem agarrada a idade do autor, presumo que seja malta nova, habituada desde a puberdade a ver em qualquer hiper oitenta marcas diferentes de whisky, whiskey e bourbon, uma dúzia de espécies de bacalhau (seco, fresco e congelado), e por aí fora. Pois é. E não era só o whisky e o bacalhau. Era também o arroz. Exactamente: o arroz. Em Cascais, onde então vivia, a Casa Príncipe, o Fauchon lá do sítio — transformada em agência Nova Rede no tempo em que a Nova Rede engolia tudo; já não existe, o Millennium extinguiu o segmento Pobrezinhos —, arranjava embalagens “de agulha” para clientes habituais. Já não falo de artigos de luxo, como queijos e champanhes franceses, chás ingleses, chocolates belgas, salmão escocês e produtos similares, todos de importação, que hoje encontramos ao virar da esquina. Onde é que eu quero chegar? À crise actual. Hoje não temos uma crise cambial, mas contra a falta de liquidez pouco podemos. No fundo, para que serve a garantia de 20 mil milhões de euros dada ontem pelo Estado, na pessoa do ministro das Finanças, ao sistema bancário? Serve para garantir o padrão de consumo dos últimos vinte anos. Padrão de consumo em que o crédito à habitação tem parte de leão. No início dos anos 1980, quando o crédito à habitação ainda não tinha começado a “democratizar-se”, as condições de concessão tinham um código espartano: praticamente sozinha no negócio, a Caixa Geral de Depósitos não tinha pressa (com cunha, a coisa resolvia-se em 3 meses; o normal era o dobro), a situação financeira do interessado era esmiuçada, o montante concedido não excedia 80% da avaliação do imóvel, o prazo da hipoteca não excedia 20 anos, etc. Ninguém sem emprego estável (no Estado, na banca, em empresas públicas ou firmas sólidas) há pelo menos 10 anos... se atrevia a pedir um empréstimo. Depois foi o bodo aos pobres. Nos últimos seis ou sete anos, gente desempregada, ou com emprego precariíssimo, fechou empréstimos em 48 horas para comprar andares com pavimento ondulante, lareira de granito, banheira de hidromassagem, tectos estucados, cozinha hi-tech, luz regulada, vidros duplos, estores eléctricos, garagem para dois carros, etc. Pais que na véspera se queixavam do desemprego da Xana ou do João, taditos, «tiraram relações internacionais e não arranjam nada», gabavam-se no dia seguinte do T3 que a Xana ou o João tinham comprado em Telheiras ou no Parque das Nações, não por irem constituir família, mas por terem direito... à sua privacidade (ou seja, à queca do fim-de-semana). Ouvi conversas destas até à náusea. Receio bem que este padrão tenha de mudar. Porque se o aval de 20 mil milhões de euros servir para garantir o país do faz de conta, então caminharemos alegremente para o abismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-7751165063330183398?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/7751165063330183398/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=7751165063330183398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/7751165063330183398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/7751165063330183398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/10/o-pas-do-faz-de-conta.html' title='O país do faz de conta'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-2083925418771455047</id><published>2008-10-29T11:48:00.002Z</published><updated>2008-10-29T11:53:02.363Z</updated><title type='text'>Brigitte Bardot vs Sarah Palin</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Gosto de piadas. Por vezes até podem ser racistas, machistas ou outros istas quaisquer, só é preciso é que tenham piada. Descobri este post no &lt;a href="http://riquita1303.blogspot.com/2008/10/segurem-se-terrquios-que-capaz-de-o.html"&gt;Contra Capa&lt;/a&gt; e gostei. Porque é que Brigitte Bardot não arrancaria a pele a Sarah Palin se a encontrasse ? É que Bardot não gosta nada dessa cena de esfolar animais vivos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-2083925418771455047?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/2083925418771455047/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=2083925418771455047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2083925418771455047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2083925418771455047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/10/brigitte-bardot-vs-sarah-palin.html' title='Brigitte Bardot vs Sarah Palin'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-1640064842895948455</id><published>2008-10-27T12:33:00.004Z</published><updated>2008-10-29T15:03:02.841Z</updated><title type='text'>Eleições americanas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SQW1axItGII/AAAAAAAAACs/nbm34Mq9FDw/s1600-h/mapa+eleitoral+usa.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261811211123366018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SQW1axItGII/AAAAAAAAACs/nbm34Mq9FDw/s400/mapa+eleitoral+usa.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não me acusarem de fazer previsões depois do fim do jogo, aqui vai a minha aposta : Barack Obama vai limpar as eleições e de goleada. Se não me enganar, 396 votos no colégio eleitoral contra os 142 de McCain. Se eu falhar por muito, sintam-se livres para vir cá gozar-me.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-1640064842895948455?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/1640064842895948455/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=1640064842895948455' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1640064842895948455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1640064842895948455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/10/eleies-americanas.html' title='Eleições americanas'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SQW1axItGII/AAAAAAAAACs/nbm34Mq9FDw/s72-c/mapa+eleitoral+usa.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-1354794609464414882</id><published>2008-10-27T11:15:00.001Z</published><updated>2008-10-27T11:18:14.162Z</updated><title type='text'>Os capitalistas devem estar loucos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Com a crise financeira o disparate anda à solta, governantes, partidos da oposição, comentadores, economias e cidadãos comuns desataram a teorizar sobre o mercado financeiro e a exigir regulação, Num dia o mercado é uma roleta, no outro sabemos que o dinheiro da segurança social andou nessa roleta, num dia garantem-nos que há uma mão invisível e no outro asseguram que os que acreditam na mão invisível confiam no maneta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas afinal o que é o mercado financeiro? Imaginemos que um chinês que trabalha numa fábrica têxtil em regime de cama quente, alimentado pela esperança de vir a ser mais rico do que o Stanley Ho, decide investir as suas poupanças. Se não for viciado no jogo, em vez de apanhar turbo jet para Macau vai à agência do Banco da China e investe num qualquer fundo. Por sua vez, o Banco da China junta todos estes investimentos e vai procurar investimentos na bolsa de Hong Kong, provavelmente reinveste num fundo de investimento de um banco internacional, este vai vender o dinheiro a um banco português que precisa dele para emprestar a crédito ao senhor Silva que pretende comprar um apartamento para a filha. Tanto podia ser o senhor Silva, como o senhor John que vai comprar uma casa em Chicago ou senhor Suarez, um pequeno comerciante da Colômbia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mercado financeiro teve a virtude de fazer com que o dinheiro do senhor Chang permitisse à filha do senhor Silva ter casa, porque quem casa quer casinha. O senhor Silva nunca há-de ouvir falar do senhor Chang e ficará eternamente grato ao senhor Ricardo Salgado ou ao banqueiro local que lhe fez o especial favor de emprestar-lhe o dinheiro que vai fazer a felicidade da filha. Nem o senhor Silva, nem o senhor Chang, nem mesmo o senhor Ricardo sabem as voltas que o dinheiro deu, o dinheiro circulou à mesma velocidade com que se acede a uma qualquer página Web.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se no meio de todo este circuito houver um senhor Ricardo mais maroto e descobrir que pode ganhar muito mais se em vez de ter emprestar apenas ao senhor Silva, desatar a emprestar sem critério e sem se assegurar de que os clientes do banco vão poder pagar o empréstimo, é muito provável que o senhor Chang se venha a arrepender de ter depositado o dinheiro no banco em vez de o estoirar num casino de Macau.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como vamos regular isto? Se o dinheiro fosse um queijo seria fácil, por cada passagem numa alfândega chamavam-se as autoridades sanitárias competentes, que certificariam a qualidade. Os queijos não poderiam ser armazenados em armazéns manhosos como as off-shores e quando o senhor Silva decidisse banquetear a família com um queijo chinês, acompanhado de um carrascão não haveria problemas. O queijo ostentaria um etiqueta com letras a amarelo assegurando que o produto era proveniente da queijaria do senhor Chang, em Hong Kong, indicaria a data de fabrico, o teor em gordura, o nome do importador português e passaria pelo crivo da ASAE. O senhor Chang receberia o dinheiro e o senhor Silva não teria que ira a correr para o wc mais próximo agarrado às calças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só que o dinheiro não são queijos e fazer fluir biliões e biliões de dólares de forma a que o dinheiro de quem poupa chegue a quem dele precise e esteja disposto a remunerá-lo não é coisa para peritos veterinários. O dinheiro não circula com etiquetas nem tem certificação de origem, quando isso suceder voltaremos ao sistema financeiro do século XIX.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É evidente que são necessárias regras, principalmente regras penais para quem vicie as regras do jogo, mas pouco mais se poderá fazer. A actual crise financeira poluiu o mercado financeiro com títulos que agora chamam tóxicos, o mercado está tão poluído como as costas do Alasca quando o Exxon Valdez se afundou devido à irresponsabilidade de um comandante. Vai levar algum tempo para que os danos desapareçam, até que a poluição deixe de se fazer sentir no mercado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois a confiança regressará e o senhor Chang voltará a fazer os seus depósitos, até porque só tem duas alternativas, ou ser roubado pelo banqueiro se depositar o dinheiro no banco, ou pelo mafioso da sua rua se o esconder debaixo do colchão. Só que o senhor Chang descobriu que há leis para meter o mafioso na cadeia, enquanto o banqueiro rouba e ainda recebe um prémio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por cá o Lidl queria prender uma cliente por supostamente ter roubado um creme de 3,99, na América os banqueiros que receberam milhões em prémios para tramarem milhões de senhores Chang vão voltar a receber prémios por resolverem a crise dos seus bancos com o dinheiro de milhões de senhores Silvas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-1354794609464414882?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/1354794609464414882/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=1354794609464414882' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1354794609464414882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1354794609464414882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/10/os-capitalistas-devem-estar-loucos.html' title='Os capitalistas devem estar loucos'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-243834249703459753</id><published>2008-10-20T15:25:00.002+01:00</published><updated>2008-10-21T13:31:04.255+01:00</updated><title type='text'>Eu sei que sou distraído porra !</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Se quem estiver a ler isto me conhecer de algum lado, o que é bastante provável, sabe muito bem a razão do título deste texto. Aliás, se fizesse uma sondagem a todas as pessoas que passaram pela minha vida nos últimos 15 anos e lhes pedisse que nomeassem uma característica que me identifique, tenho a certeza que “Distraído” seria a resposta natural (não tenho assim tanta certeza mas como as outras hipóteses são bem piores agarrei-me a esta).&lt;br /&gt;Todas as pessoas têm momentos de distracção, é a coisa mais natural do mundo, agora quando digo que sou mesmo distraído é porque em mim esse é um comportamento que assume particular gravidade. Eu esqueço-me de quase tudo e, de acordo com as leis de Murphy, sempre nos piores momentos possíveis. Já me esqueci de códigos e passwords, desde o do multibanco ao do telemóvel passando pelo do email. Já inventei menemónicas para me recordar desses códigos, menemónicas essas que foram esquecidas tão ou mais depressa do que os códigos originais. Andei 6 meses inteiros com o BI fora de prazo e, apesar de já ter tratado da renovação, não faço a mínima ideia de onde pus o comprovativo de que estou a regularizar a situação e duvido que venha algum dia a lembrar-me do prazo para levantar o cartão novo. Já fui multado por me ter esquecido da inspecção do carro, o que visto à distância nem parece muito grave, principalmente tendo em conta que já fui chamado a tribunal por me ter esquecido de pagar a multa e até já fiquei empenado na estrada umas quantas horas por não saber onde tinha o adaptador que me permitiria desapertar as rodas para trocar o pneu.&lt;br /&gt;Como professor que sou, tenho inerente à minha licenciatura um mestrado em burocracia aplicada e um doutoramento em preenchimento de papeis inuteis. Obviamente que chumbei nos dois com olímpica mediocridade visto que tenho uma tendência natural para perder papeis, ou, no mínimo, esquecer-me de os preencher ou até mesmo não saber onde os pus depois de os ter preenchido correctamente. O facto de ter conseguido dar umas aulinhas no intervalo da burocracia durante onze anos e não ter sido preso só se justifica partindo do princípio que alguém andou mais distraído do que eu. Não tenho o sentido de perspectiva que permite à maioria das pessoas no domingo à tarde saberem exactamente o que vão fazer quinta-feira às 17h43m. Eu não tenho essa capacidade de organização, facto que já me levou a comprar uma agenda para me ajudar há uns anos atrás e, em minha defesa, tenho a dizer que precisei de três semanas inteiras para a perder.&lt;br /&gt;Já preparei surpresas que me esqueci de fazer e também já comprei prendas que não me lembrei de oferecer. Se algo ou alguém me aborda ou interrompe à porta de uma cantina ou restaurante dou comigo por vezes a pensar se estaria a entrar ou a sair sem ter a certeza de já ter comido. Quando interrompo a leitura de um livro é frequente não saber bem onde ia e, apesar de mais raro, também já aconteceu não me lembrar do livro que estava a ler.&lt;br /&gt;Tenho funções novas este ano, estando destacado na Direcção Regional de Educação. O edifício da DREALG é das construções mais simples que alguém possa imaginar. É um quadrado com todos os seus 4 lados e com 4 ângulos rectos inteirinhos. É daquelas construções onde é impossível uma pessoa perder-se porque, mesmo que se perca, caminhando na mesma direcção encontra sempre a saída. A primeira vez que vim cá apresentar-me, ao dirigir-me para a rua, obviamente perdi-me e só fui encontrado na segunda feira seguinte de manhã por uma equipa do CSI Miami escondido atrás de uma porta a comer a terra dos vasos. Não pensem que esta é a única história que tenho no emprego novo. Na semana seguinte a picar o ponto (basicamente corresponde a passar um dos dedos previamente definidos numa maquineta, o que é óptimo porque me obriga a ter as mãos lavadas pelo menos duas vezes por dia) as coisas não estavam a funcionar bem. Passei vezes sem conta o dedo pré-definido e nada, parti logo do princípio que me tinha esquecido do dedo certo e como tal, passei os outros nove, a ponta do nariz e quando me começava a descalçar para passar os dedos dos pés alguém me disse que tinha que carregar na tecla #, facto que obviamente já tinha olvidado. No meio de todos estes desastres de planificação de gestão diária, devo referir que não costumo esquecer-me de comparecer a encontros e que nesse aspecto sou religiosamente pontual, mas, conhecendo-me como me conheço, isso não é uma virtude e aposto que é apenas porque me esqueço de chegar atrasado.&lt;br /&gt;Nunca compreendi muito bem o quê é que as pessoas têm contra os distraídos. Aliás, considero que chamar a alguém de distraído é uma atitude um pouco arrogante porque o que estamos a afirmar é que nos sentimos incomodados pelo facto de a outra pessoa ter a lata de estar concentrada em algo diferente do que nós queriamos. No entanto, o que me leva mesmo à loucura são as pessoas que atribuem este tipo de situações à falta de responsabilidade ou imaturidade. Quem raio são vocês que não se apercebem de um pôr do sol se não o marcarem na agenda para me acusar do que quer que seja ? Irresponsável ? Eu ??? Não me lixem pah !&lt;br /&gt;Como escreveu uma amiga de um amigo comum num comentário no meu blog : “ … afinal de contas cada um não é um … somos muitos dentro de um só…”. É exactamente o que ando a querer explicar há anos. Carrego em mim muitas vertentes e muitas facetas e, confesso, tenho alguma dificuldade em pôr em prática a correcta no contexto certo. Sou o professor e o político, o amigo das galhofas e o tipo das conversas sérias. Sou o desprendido e o apaixonado, o bonacheirão, o colérico e, segundo alguns, até mesmo o poeta, o romancista e o guru. Sou-o todos os dias apesar de vós normalmente apenas repararem no que mais vos agrada ou no que mais detestam. Como escreveu José Gomes Ferreira, sou como uma nuvem que a todos parece uma coisa diferente, sendo que muito dificilmente algum de vocês consegue ver a panorâmica completa.&lt;br /&gt;Se me acham distraído é porque não tenho medo nem receio de ceder à minha complexidade. Se acham as minhas atitudes irresponsáveis, experimentem pensar que quando devia estar a preencher um papel estou a pensar num problema da minha Junta de Freguesia, quando devia estar a comer estou a sonhar, quando devia estar concentrado a olhar-vos olhos nos olhos durante uma conversa estou apenas a tentar resolver um problema que apareceu no trabalho e ao qual não liguei nenhuma porque estava a apaixonar-me por alguém que ainda não descobri se existe.&lt;br /&gt;Chamem-me distraído, infantil, imaturo e irresponsável, estejam à vontade, já nem sequer quero saber. Posso até levar a mal num primeiro momento mas mais cedo ou mais tarde vou-me esquecer, a vida é bela demais para guardar lastro em cima dos ombros e eu, o que quero verdadeiramente é ser feliz. Para quê que me vou chatear por não ver o sol brilhar até ao último dos seus dias tendo a certeza que ele brilhará até ao último dos meus ? &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-243834249703459753?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/243834249703459753/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=243834249703459753' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/243834249703459753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/243834249703459753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/10/eu-sei-que-sou-distrado-porra-se-quem.html' title='Eu sei que sou distraído porra !'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-1595129903552368346</id><published>2008-10-17T12:29:00.001+01:00</published><updated>2008-10-17T12:31:06.951+01:00</updated><title type='text'>Já foste McCain !</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SPh3ZjT83OI/AAAAAAAAACc/pE4KqaV-BYA/s1600-h/mccain.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258083845814410466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SPh3ZjT83OI/AAAAAAAAACc/pE4KqaV-BYA/s320/mccain.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-1595129903552368346?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/1595129903552368346/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=1595129903552368346' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1595129903552368346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1595129903552368346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/10/j-foste-mccain.html' title='Já foste McCain !'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SPh3ZjT83OI/AAAAAAAAACc/pE4KqaV-BYA/s72-c/mccain.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-2115927006370016478</id><published>2008-10-09T14:59:00.002+01:00</published><updated>2008-10-09T15:05:40.726+01:00</updated><title type='text'>A crise do grande capital financeiro como foi prevista por Chico Buarque</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bbvEHpKWtjk"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O Malandro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Chico Buarque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O malandro/Na dureza&lt;br /&gt;Senta à mesa/Do café&lt;br /&gt;Bebe um gole/De cachaça&lt;br /&gt;Acha graça/E dá no pé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garçom/No prejuízo&lt;br /&gt;Sem sorriso/Sem freguês&lt;br /&gt;De passagem/Pela caixa&lt;br /&gt;Dá uma baixa/No português&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O galego/Acha estranho&lt;br /&gt;Que o seu ganho/Tá um horror&lt;br /&gt;Pega o lápis/Soma os canos&lt;br /&gt;Passa os danos/Pro distribuidor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o frete/Vê que ao todo&lt;br /&gt;Há engodo/Nos papéis&lt;br /&gt;E pra cima/Do alambique&lt;br /&gt;Dá um trambique/De cem mil réis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O usineiro/Nessa luta&lt;br /&gt;Grita(ponte que partiu)&lt;br /&gt;Não é idiota/Trunca a nota&lt;br /&gt;Lesa o Banco/Do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso banco/Tá cotado&lt;br /&gt;No mercado/Exterior&lt;br /&gt;Então taxa/A cachaça&lt;br /&gt;A um preço/Assutador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os ianques/Com seus tanques&lt;br /&gt;Têm bem mais o/Que fazer&lt;br /&gt;E proíbem/Os soldados&lt;br /&gt;Aliados/De beber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cachaça/Tá parada&lt;br /&gt;Rejeitada/No barril&lt;br /&gt;O alambique/Tem chilique&lt;br /&gt;Contra o Banco/Do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O usineiro/Faz barulho&lt;br /&gt;Com orgulho/De produtor&lt;br /&gt;Mas a sua/Raiva cega&lt;br /&gt;Descarrega/No carregador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este chega/Pro galego&lt;br /&gt;Nega arrego/Cobra mais&lt;br /&gt;A cachaça/Tá de graça&lt;br /&gt;Mas o frete/Como é que faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O galego/Tá apertado&lt;br /&gt;Pro seu lado/Não tá bom&lt;br /&gt;Então deixa/Congelada&lt;br /&gt;A mesada/Do garçom&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garçom vê/Um malandro&lt;br /&gt;Sai gritando/Pega ladrão&lt;br /&gt;E o malandro/Autuado&lt;br /&gt;É julgado e condenado culpado&lt;br /&gt;Pela situação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-2115927006370016478?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/2115927006370016478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=2115927006370016478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2115927006370016478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/2115927006370016478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/10/crise-do-grande-capital-financeiro-como.html' title='A crise do grande capital financeiro como foi prevista por Chico Buarque'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-5511894000013147211</id><published>2008-10-08T12:04:00.001+01:00</published><updated>2008-10-08T12:05:58.458+01:00</updated><title type='text'>Aljezur</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SOyUDHNIaHI/AAAAAAAAACU/SWRRtTVaSFU/s1600-h/DSC00695.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254737646429169778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SOyUDHNIaHI/AAAAAAAAACU/SWRRtTVaSFU/s320/DSC00695.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que bem que se está em Aljezur ao princípio da noite.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-5511894000013147211?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/5511894000013147211/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=5511894000013147211' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/5511894000013147211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/5511894000013147211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/10/aljezur.html' title='Aljezur'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SOyUDHNIaHI/AAAAAAAAACU/SWRRtTVaSFU/s72-c/DSC00695.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-1815490200791880057</id><published>2008-10-08T11:55:00.001+01:00</published><updated>2008-10-08T11:58:22.211+01:00</updated><title type='text'>Ria Formosa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SOySL6PvG1I/AAAAAAAAACM/LOFbhRQZeTo/s1600-h/DSC00540.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254735598546000722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SOySL6PvG1I/AAAAAAAAACM/LOFbhRQZeTo/s320/DSC00540.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que bem que se está em Olhão ao final da tarde !&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-1815490200791880057?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/1815490200791880057/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=1815490200791880057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1815490200791880057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/1815490200791880057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/10/ria-formosa.html' title='Ria Formosa'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SOySL6PvG1I/AAAAAAAAACM/LOFbhRQZeTo/s72-c/DSC00540.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-6307137789551884593</id><published>2008-10-06T00:44:00.008+01:00</published><updated>2008-10-19T12:33:12.860+01:00</updated><title type='text'>Alte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SOlULoXEm7I/AAAAAAAAACE/f0OYXVH_U7A/s1600-h/DSC00685.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253822999093877682" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SOlULoXEm7I/AAAAAAAAACE/f0OYXVH_U7A/s320/DSC00685.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SOlTQiWLAUI/AAAAAAAAAB0/hZUQ0zHzyfI/s1600-h/DSC00650.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SOlSrBS6O4I/AAAAAAAAABs/eVbQiUWYSfY/s1600-h/DSC00652.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253821339339996034" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SOlSrBS6O4I/AAAAAAAAABs/eVbQiUWYSfY/s320/DSC00652.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheço Alte há muitos anos mas confesso que nos últimos quatro não tenho sido presença assídua. Fez ontem uma semana que lá voltei por acaso e tive oportunidade de recordar, em todo o seu esplendor, os motivos que me fazem considerar Alte como uma das mais belas terras Algarvias.&lt;br /&gt;Passei lá muitos fins de tarde e algumas noites mas nunca me tinha apercebido com tanta clareza que aquela aldeia foi construída sob alicerces de ternura e de carinho.&lt;br /&gt;Foi uma tarde muito agradável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-6307137789551884593?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/6307137789551884593/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=6307137789551884593' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6307137789551884593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6307137789551884593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/10/alte.html' title='Alte'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SOlULoXEm7I/AAAAAAAAACE/f0OYXVH_U7A/s72-c/DSC00685.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-6498981772495486650</id><published>2008-10-03T15:16:00.002+01:00</published><updated>2008-10-03T15:28:44.491+01:00</updated><title type='text'>Debate entre candidatos à Vice-Presidência Americana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ontem foi noite de debate nos EUA entre Joe Biden e Sarah Palin, os candidatos a Vice-Presidente respectivamente dos partidos Democrata e Republicano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Criou-se por aí uma tendência entre os comentadores políticos de avaliar como vitória num debate, o facto de um candidato não se sair tão mal como se pensava à partida. É aquela velha filosofia das vitórias morais segundo a qual, se perdermos 5-0 quando toda a gente pensava que iamos perder 10-0, foi uma vitória porque superámos as expectativas. Cá em Portugal já assistimos a isto e aposto que os actos eleitorais do próximo ano vão ser férteis nesta engenharia argumentativa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu funciono em moldes um pouco diferentes. A vitória é o objectivo e só depois dessa assegurada me começo a preocupar com a dimensão da mesma. Não concordam ? Tentem recordar-se quantos atletas conhecem que ganharam medalhas de ouro nas olimpíadas e comparem com os que conhecerem que ganharam prata, independentemente de terem ficado a um milésimo ou a 10 minutos do primeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Serve esta conversa para numa pequena análise referir que Joe Biden ganhou claramente o debate de ontem. John McCain teve um acesso de paralisia cerebral ao escolher a Miss Alasca para sua companhia no ticket Republicano. O que ontem se viu foi um verbo de encher a debitar frases feitas e respostas ensaiadas na esperança de se fazer parecer inteligente entre os seus lindos sorrisos de plástico. Pode ter enganado alguns, mas aposto que a muitos mais confirmou que não passa de uma barbie telecomandada às mãos da mais radical e retrógada direita dos EUA. Haja bom senso e depois de oito anos serão varridos para o caixote do lixo da história. Sem apelo nem agravo, sem honra nem memória.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-6498981772495486650?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/6498981772495486650/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=6498981772495486650' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6498981772495486650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6498981772495486650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/10/debate-entre-candidatos-vice-presidncia.html' title='Debate entre candidatos à Vice-Presidência Americana'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3220604661053143318</id><published>2008-10-03T14:18:00.002+01:00</published><updated>2008-10-03T14:55:54.641+01:00</updated><title type='text'>Love is noise</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=PmRJo8RQ5sA"&gt;Love is noise&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Will those feet in modern times&lt;br /&gt;Walk on soles that are made in China?&lt;br /&gt;Feel the bright prosaic malls&lt;br /&gt;And the corridors that go on and on and on&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I was blind - couldn't see&lt;br /&gt;We are one incomplete&lt;br /&gt;I was blind - in the city&lt;br /&gt;Waiting for light wind to be saved&lt;br /&gt;Cause love is noise and love is pain&lt;br /&gt;Love is these blues that I'm singing again&lt;br /&gt;Love is noise and love is pain&lt;br /&gt;Love is these blues that I'm singing again, again&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Will those feet in modern times&lt;br /&gt;Understand this world's affliction&lt;br /&gt;Recognise the righteous anger&lt;br /&gt;Understand this world's addiction?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I was blind - couldn't see&lt;br /&gt;What was here in me&lt;br /&gt;I was blind - insecure&lt;br /&gt;I felt like the road was way too long, yeah&lt;br /&gt;Cause love is noise and love is pain&lt;br /&gt;Love is these blues that I'm singing again&lt;br /&gt;Love is noise and love is pain&lt;br /&gt;Love is these blues that I'm singing again&lt;br /&gt;Love is noise, love is pain&lt;br /&gt;Love is these blues that I'm feeling again&lt;br /&gt;Love is noise, love is pain&lt;br /&gt;Love is these blues that I'm singing again, again, again, again, again, again&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cause love is noise, love is pain&lt;br /&gt;Love is these blues that you're feeling again&lt;br /&gt;Love is noise, love is pain&lt;br /&gt;Love is these blues that I'm singing again, again, again&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Will those feet in modern times&lt;br /&gt;Walk on soles made in China?&lt;br /&gt;Will those feet in modern times&lt;br /&gt;See the bright prosaic malls?&lt;br /&gt;Will those feet in modern times&lt;br /&gt;Recognise the heavy burden&lt;br /&gt;Will those feet in modern times&lt;br /&gt;Pardon me for my sins&lt;br /&gt;Love is noise&lt;br /&gt;Come on&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;The Verve&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3220604661053143318?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3220604661053143318/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3220604661053143318' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3220604661053143318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3220604661053143318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/10/love-is-noise.html' title='Love is noise'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3510327529117616757</id><published>2008-10-01T17:11:00.001+01:00</published><updated>2008-10-01T17:12:45.689+01:00</updated><title type='text'>Fala do Homem nascido</title><content type='html'>Hoje sinto-me assim. Travem-me se puderem !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Fala do Homem nascido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho da terra assombrada&lt;br /&gt;do ventre de minha mãe&lt;br /&gt;não pretendo roubar nada&lt;br /&gt;nem fazer mal a ninguém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quero o que me é devido&lt;br /&gt;por me trazerem aqui&lt;br /&gt;que eu nem sequer fui ouvido&lt;br /&gt;no acto de que nasci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trago boca pra comer&lt;br /&gt;e olhos pra desejar&lt;br /&gt;tenho pressa de viver&lt;br /&gt;que a vida é água a correr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho do fundo do tempo&lt;br /&gt;não tenho tempo a perder&lt;br /&gt;minha barca aparelhada&lt;br /&gt;solta rumo ao norte&lt;br /&gt;meu desejo é passaporte&lt;br /&gt;para a fronteira fechada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há ventos que não prestem&lt;br /&gt;nem marés que não convenham&lt;br /&gt;nem forças que me molestem&lt;br /&gt;correntes que me detenham&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero eu e a natureza&lt;br /&gt;que a natureza sou eu&lt;br /&gt;e as forças da natureza&lt;br /&gt;nunca ninguém as venceu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com licença com licença&lt;br /&gt;que a barca se fez ao mar&lt;br /&gt;não há poder que me vença&lt;br /&gt;mesmo morto hei-de passar&lt;br /&gt;com licença com licença&lt;br /&gt;com rumo à estrela polar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;In Teatro do Mundo, 1958&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3510327529117616757?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3510327529117616757/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3510327529117616757' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3510327529117616757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3510327529117616757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/10/fala-do-homem-nascido.html' title='Fala do Homem nascido'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3889528782369044557</id><published>2008-09-30T19:57:00.003+01:00</published><updated>2008-09-30T20:10:38.562+01:00</updated><title type='text'>When love breaks down</title><content type='html'>&lt;span&gt;&lt;span class="txt_1"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=E0PkIO1SmO8&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;My love and I, we work well together&lt;br /&gt;But often we're apart&lt;br /&gt;Absence makes the heart &lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;a id="KonaLink0" target="_top" class="kLink" style="text-decoration: underline ! important; position: static; font-family: arial;" href="http://www.lyricsdownload.com/prefab-sprout-when-love-breaks-down-lyrics.html#"&gt;&lt;span style="font-weight: 400; position: static; color: rgb(0, 14, 0);"&gt;&lt;span class="kLink" style="font-weight: 400; position: static; color: rgb(0, 14, 0);"&gt;lose &lt;/span&gt;&lt;span class="kLink" style="font-weight: 400; position: static; color: rgb(0, 14, 0);"&gt;weight&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, yeah,&lt;br /&gt;Till love breaks down, love breaks down&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh my, oh my, have you seen the weather&lt;br /&gt;The sweet September rain&lt;br /&gt;Rain on me like no other&lt;br /&gt;Until I drown, until I drown&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When love breaks down&lt;br /&gt;The things you do&lt;br /&gt;To stop the truth from hurting you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When love breaks down&lt;br /&gt;The lies we tell,&lt;br /&gt;They only serve to fool ourselves,&lt;br /&gt;When love breaks down&lt;br /&gt;The things you do&lt;br /&gt;To stop the truth from hurting you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When love breaks down, when love breaks down&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;My love and I, we are boxing clever&lt;br /&gt;She'll never crowd me out&lt;br /&gt;Fall be free as old confetti&lt;br /&gt;And paint the town, paint the town&lt;br /&gt;When love breaks down&lt;br /&gt;The things you do&lt;br /&gt;To stop the truth from hurtin' you&lt;br /&gt;When love breaks down&lt;br /&gt;The lies we tell,&lt;br /&gt;They only serve to fool ourselves,&lt;br /&gt;When love breaks down&lt;br /&gt;The things you do&lt;br /&gt;To stop the truth from hurtin' you&lt;br /&gt;When love breaks down&lt;br /&gt;The lies we tell,&lt;br /&gt;They only serve to fool ourselves,&lt;br /&gt;When love breaks down&lt;br /&gt;The things you do&lt;br /&gt;To stop the truth from hurting you&lt;br /&gt;When love breaks down&lt;br /&gt;You join the wrecks&lt;br /&gt;Who leave their hearts for easy sex&lt;br /&gt;When love breaks down&lt;br /&gt;When love breaks down&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3889528782369044557?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=E0PkIO1SmO8' title='When love breaks down'/><link rel='enclosure' type='' href='http://www.youtube.com/watch?v=E0PkIO1SmO8' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3889528782369044557/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3889528782369044557' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3889528782369044557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3889528782369044557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/09/when-love-breaks-down.html' title='When love breaks down'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-6173384457090774797</id><published>2008-09-28T12:36:00.001+01:00</published><updated>2008-09-28T12:38:02.894+01:00</updated><title type='text'>O Jumento do dia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li isto e gostei :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O mesmo Pacheco Pereira que elogiava Sócrates no tempo em que Menezes liderava o PSD e metia o símbolo do partido de cabeça para baixo no seu blogue decidiu agora mudar de ideias e detestar Sócrates, aliás, o seu ódio a Sócrates é proporcionalmente inverso aos resultados de Manuela Ferreira Leite nas sondagens. E coimo as sondagens têm vindo a remeter a líder do PSD para o patamar que merece, apesar de seguir religiosamente os conselhos de JPP ao ponto de parecer uma marionete, o guru arde de ódio.&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Agora escolheu o Magalhães para dizer tudo o que vem à cabeça, não percebendo que a sua opinião só chegam aos que normalmente não mudam de opinião. Perdeu o controlo ao ponto de comparar o primeiro-ministro com Valentim Loureiro, o seu camarada que "dava frigoríficos e outros electrodomésticos", classifica Sócrates como "um típico tecnocrata, mais autodidacta do que com uma formação profissional sólida", suspeita de "obscuridades sobre como este projecto apareceu", quer saber se "saber se a distribuição de computadores individuais para as crianças do ensino básico tem sentido pedagógico e utilidade no combate à info-exclusão".&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É ridículo ver um Pacheco Pereira que há uma semana só estava preocupado com a nacionalidade do Magalhães e o destaque que a comunicação social, vem agora manifestar muitas preocupações com as questões pedagógicas. Anda há mais de duas semanas a protestar contra o Magalhães e só agora se preocupa com as criancinhas?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que JPP está a sofrer de uma grave crise de dor de corno, deve doer ver o PS sobreviver aos preços dos produtos alimentares, aos preços dos combustíveis, aos boicotes dos camionistas, à vaga de crimes e à crise financeira, enquanto a sua Manuela Ferreira Leite se afunda nas sondagens, com medo de falar e de apresentar as suas ideias.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É ridículo ver um Pacheco Pereira desesperado, ouvindo as piadas de Luís Filipe Menezes, vendo Marques Mendes roubar o protagonismo à líder do PSD, enquanto o PS sobrevive e o PSD de Manuela Ferreira Leite definha. Ele sabe que o que conta são as eleições e que vai ser o maior derrotado, foi ele que inventou a ideia de que com a Manuela Ferreira Leite o PS não alcançaria a maioria absoluta. Parece que já o percebeu, só isso o pode levar a ter tanto ódio contra o coitado do Magalhães."&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;in &lt;a href="http://jumento.blogspot.com"&gt;Jumento&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-6173384457090774797?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/6173384457090774797/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=6173384457090774797' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6173384457090774797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6173384457090774797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/09/o-jumento-do-dia.html' title='O Jumento do dia'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-8642408977721232086</id><published>2008-09-28T11:54:00.003+01:00</published><updated>2008-09-28T12:39:24.080+01:00</updated><title type='text'>Crónica de uma semana perfeita</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me acontecia há muito tempo. Há tanto tempo que já nem me recordo da última vez em que pude gozar sete dias inteiros e seguidos de uma felicidade devoradora. Começou tudo no sábado 20 de Setembro ao acordar numa pousada de juventude em Esposende num dia em que passei por um comício em Guimarães na companhia de 15.000 pessoas e acabei todo torcido a tentar dormir num banco de autocarro depois de um belo leitão à Bairrada. No Domingo acordei cansado demais para abrir os olhos mas durante a tarde as baterias foram recuperando e depois de algum esforço consegui estar presente no dilúvio de Albufeira, onde apanhei uma das maiores molhas da minha vida, uma daquelas chuvadas que lavam a alma e levam toda a restea de mágoa, ao mesmo tempo que baptizam e prenunciam um futuro que apesar de incerto, é futuro, logo, preferível ao presente.&lt;br /&gt;O melhor de tudo estava para começar na segunda feira. O trabalho arrancou à velocidade do desespero e antes do final do dia houve sessões de entrega de PCs Magalhães para organizar e assistir e ainda uma reunião política de noite que correu melhor que as minhas melhores esperanças. Terça e Quarta feira foram passadas num regime de trabalho intensivo devido a uma acção de formação onde estive presente mas nem a noite mal dormida diminui a sensação de dever cumprido pelo sucesso dos trabalhos. Quinta Feira deu para respirar fundo, mas apenas durante a manhã. De tarde o trabalho voltou a afogar a respiração mas com um jantar e peça de teatro à sobremesa no horizonte, nem isso me tirou o sorriso do rosto. Sexta Feira foi o grande dia da inauguração das infra-estruturas do Plano Tecnológico Educativo na Escola Secundária Pinheiro e Rosa e, depois de um grande dia só mesmo uma grande noite que começou com música antiga em Querença e acabou com uma sinfonia de chuva e trovoada algures no campo do concelho de Loulé.&lt;br /&gt;Há muita gente que teme a felicidade como se de uma doença se tratasse. Talvez não tanto a felicidade mas sim o risco que está inerente à sua procura. Há quem tema sentir-se feliz por ter pavor do dia seguinte. Eu, sinceramente, só tenho mesmo medo é de não ter a capacidade de vos explicar como é bom sentir mais do que sangue a fluir nas veias, ver a vida com um brilho nos olhos e sentir o mundo ao alcance da mão.&lt;br /&gt;Foi mesmo uma semana perfeita !&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-8642408977721232086?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/8642408977721232086/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=8642408977721232086' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8642408977721232086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/8642408977721232086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/09/crnica-de-uma-semana-perfeita.html' title='Crónica de uma semana perfeita'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3986126525743458416</id><published>2008-09-28T11:35:00.002+01:00</published><updated>2008-09-28T11:54:10.037+01:00</updated><title type='text'>Ooooooopsss</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, parece que me despistei. Desde Maio muito tempo passou e muita coisa aconteceu. De 28 de Maio a 28 de Setembro foram quatro meses completos de silêncio que aqui terminam. Quatro meses foram 120 dias inteiros, 1880 horas que fluíram à velocidade típica do decaimento do tempo. Não vou fazer um relatório do que passou, muito menos um balanço. Não vou justificar a ausência com desculpas esfarrapadas. Não tenho escrito simplesmente porque não tenho estado para aí virado e por vezes os nossos caprichos são justificação suficiente para as nossas acções. Fui desafiado a voltar e, como de costume, mantenho uma atracção irresistível para com os desafios.&lt;br /&gt;Espero contar com a vossa presença assídua, mas mesmo sem ela, a minha será uma realidade e, como é sabido, quando o resto falha, somos nós que temos que tomar a dianteira. O Despistagens renasce hoje, numa manhã de tempestade e trovoada porque de calmaria já estou eu farto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3986126525743458416?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3986126525743458416/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3986126525743458416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3986126525743458416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3986126525743458416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/09/ooooooopsss.html' title='Ooooooopsss'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-4729395874774695506</id><published>2008-05-28T12:21:00.002+01:00</published><updated>2008-06-19T15:28:22.650+01:00</updated><title type='text'>Portugal e o futuro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNoSpacing"&gt;Há um mal estar generalizado neste país. Nem é preciso tomar atenção aos noticiários da TV nem ver a 1ª página d´”O Público”, esse jornal de referência convertido no último baluarte da liberdade e da democracia num país asfixiado pela ditadura da propaganda governamental. Basta sair de casa. Basta ir a um café e ouvir as conversas, basta ver o ambiente nas repartições públicas, ir às urgências de um hospital, passar umas horas numa sala de professores.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNoSpacing"&gt;Portugal vive numa psicose colectiva que é acima de tudo, e principalmente, da responsabilidade de um governo que atropela todos os direitos cívicos, viola todas as regras de convivência política que marcaram dezenas ou centenas de anos da nossa história. O grande mal deste país resume-se a uma postura de quem deveria zelar pelos nossos interesses e teve a suprema lata de os enfrentar. Não interessam muito as finalidades do rumo político impresso desde 2005, nem sequer interessa a legitimidade democrática de quem o imprimiu, o que interessa é que NINGUÉM tem legitimidade para alterar o que existia e, certo ou errado, justo ou injusto, satisfazia os nossos desejos e ambições. A sustentabilidade de Portugal como país é muito relativa, a viabilidade económica é um problema que só interessa a meia dúzia de iluminados sentados em Lisboa com gabinetes recheados e pagos principescamente. Ao comum dos cidadãos palavras e termos como &lt;i style=""&gt;défice, contas públicas, balança comercial, ciclo económico&lt;/i&gt; não passam de balelas inventadas para oprimir os pobres, honestos e esforçados trabalhadores e contribuintes portugueses.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNoSpacing"&gt;Não interessa se o país gasta mais do que produz, a existência de privilégios em algumas castas profissionais é natural e, se algo corre mal, a culpa é sempre dos outros, porque todos, eu incluído, somos exemplos de dedicação, entrega patriótica e profundo e desinteressado profissionalismo. Criou-se um dogma em Portugal de que governar à esquerda é dar tudo a todos sem controle nem justificação. Criou-se um dogma em Portugal que impôr regras, justificar gastos e planificar o futuro é património histórico da direita. Estes dois dogmas assassinos têm como resultado a impossibilidade ideológica de alguém pretender criar uma estabilidade económica para com isso pagar políticas sociais. Estes dois dogmas injustos tornam imoral, contra-natura e herética qualquer política de um partido de esquerda que queira reformar o estado, rentabilizar a economia e mudar o futuro porque, para muitas das pessoas da esquerda honesta, campo no qual qualquer apoiante do actual governo não tem assento, o governo deve ser apenas um distribuidor de riqueza, um garante de direitos e, NUNCA, um exigente de responsabilidades.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNoSpacing"&gt;Quando oiço os revoltados cidadãos portugueses clamar a sua raiva e frustração contra o tirânico governo de José Sócrates, penso nas alternativas e chego à conclusão que Portugal ainda não bateu no fundo. O controle do défice não foi importante porque o país deveria gastar o que quizesse, tendo em conta sempre o bem estar dos seus cidadãos, o aumento do desemprego é um crime porque a reconversão da indústria não é importante, o ataque a alguns privilégios corporativos é uma violação de direitos básicos porque todos temos direito a tudo, independentemente do que façamos para o merecer. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNoSpacing"&gt;Hoje sou um homem novo, fruto desta aprendizagem que tive nos últimos três anos. Ao diabo com toda a racionalidade e ponderação nas contas públicas. Estou farto de, como cidadão, sofrer para que um país de dez milhões de cidadãos seja viável. Quer as coisas estejam boas ou más, a única coisa que me interessa é a minha parte e, como tal, quero a governar-me alguém que assegure essa minha parte e os outros que se amanhem. Já que José Sócrates não passa de um direitista que tomou por uma OPA o Partido Socialista, já que o controle do défice é política de direita, já que o aumento dos subsídios de maternidade, o aumento das pensões de sobrevivência, o maior aumento de sempre no salário mínimo, a inclusão da caríssima vacina contra o cancro do colo do útero no plano nacional de vacinação, a generalização dos meios informáticos a estudantes, entre outras são tudo políticas nas quais a esquerda não se revê, então que venha um político de esquerda a sério tomar conta do país. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNoSpacing"&gt;Se tudo correr bem nas próximas eleições teremos Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã a governar Portugal em aliança com a campeã dos direitos sociais que é Ferreira Leite. Poderemos então ter um governo que dará aos sindicatos tudo o que pretendem, mas a todos os sindicatos e não só aos de uma determinada classe profissional. Desejo ardentemente ver aumentos salariais de 10% para todos os trabalhadores, desejo ver todos os profissionais progredirem na carreira automaticamente e sem qualquer forma de avaliação até todos atingirem o topo, e de preferência dez anos antes da reforma. Quero ver as farmácias com o monopólio de venda de medicamentos, as férias judiciais em dois meses completos e o sistema de protecção social das forças policiais e forças armadas reposto porque ele DEVE contemplar não só os seus beneficiários a 100% como também os seus familiares incluindo os por afinidade. Quero um hospital em todas as sedes de concelho e um centro de saúde e maternidade em todas as sedes de freguesia porque a qualidade dos serviços de saúde e a mais baixa taxa de mortalidade infantil da Europa se devem à proximidade dessas estruturas e não à qualidade do serviço fornecido em infra-estruturas especializadas. Quero subsídios para os nossos agricultores, pescadores, operários e vinicultores, subsídios esses a distribuir em função das suas intenções e não da sua produção porque é sabido que em cada português há um trabalhador honesto e incansável e a sugestão de que alguns poderão tentar viver de benefícios é caluniosa e anti-patriótica.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNoSpacing"&gt;É este o governo que quero ver no futuro para o meu país, embora deseje sinceramente ter emigrado antes de isso acontecer. Quando Portugal chegar ao ponto em que chegou a Argentina há poucos anos atrás, quando o país falir e o banco de Portugal fechar, quando os sálarios dos funcionários públicos não forem pagos, as transacções internacionais congeladas e os bancos cancelarem os empréstimos e cobrarem no próprio dia as dívidas, então alguém pensará se o rumo foi o correcto. Octávio César Augusto escreveu à cerca de 2000 anos atrás que “ para lá dos Pirinéus há um povo que não se governa nem se deixa governar”. Na altura referia-se à resistência dos bascos mas hoje, 2000 anos depois é a outro povo que essa máxima presciente se deve aplicar. O meu instinto sádico leva-me a escrever que este país merece ter o governo que deseja, mas a réstia de sentimento patriótico que ainda tenho, e já não é muito, leva-me a combater diariamente esse fado lusitano, essa atracção pela catástrofe que nos leva a pensar como indivíduos ou como membros de uma casta e, como consequência, ignorar o bem comum.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Sinceramente já não sei por que razão continuo a tentar convencer-me com estas tretas, o melhor é ser como os outros e ir na corrente, no final de tudo, alguém aparecerá para fechar a porta.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNoSpacing"&gt;José Sócrates ?!? Estou farto desse tirano direitista e lacaio do capital. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNoSpacing"&gt;Que venham os verdadeiros homens de esquerda ! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-4729395874774695506?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/4729395874774695506/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=4729395874774695506' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4729395874774695506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4729395874774695506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/05/portugal-e-o-futuro.html' title='Portugal e o futuro'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-4291032768965365025</id><published>2008-04-25T18:27:00.002+01:00</published><updated>2008-04-25T18:28:20.815+01:00</updated><title type='text'>25 de Abril</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SBIUqKJH_qI/AAAAAAAAABc/ITpzEm3DDLY/s1600-h/25abril2008_01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SBIUqKJH_qI/AAAAAAAAABc/ITpzEm3DDLY/s320/25abril2008_01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193236034821291682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-4291032768965365025?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/4291032768965365025/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=4291032768965365025' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4291032768965365025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4291032768965365025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/04/25-de-abril_25.html' title='25 de Abril'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IvFjIpf9Tg4/SBIUqKJH_qI/AAAAAAAAABc/ITpzEm3DDLY/s72-c/25abril2008_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-6078791648469004669</id><published>2008-04-25T17:47:00.000+01:00</published><updated>2008-04-25T17:48:42.028+01:00</updated><title type='text'>25 de Abril</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Cw__pudMEe4/SBGi-n5eaxI/AAAAAAAACi4/pArYhsM2soA/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193111042080533266" style="" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cw__pudMEe4/SBGi-n5eaxI/AAAAAAAACi4/pArYhsM2soA/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div&gt;Esta é a madrugada que eu esperava&lt;br /&gt;O dia inicial inteiro e limpo&lt;br /&gt;Onde emergimos da noite e do silêncio&lt;br /&gt;E livres habitamos a substância do tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sophia de Mello Breyner Andresen &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-6078791648469004669?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/6078791648469004669/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=6078791648469004669' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6078791648469004669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/6078791648469004669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/04/25-de-abril.html' title='25 de Abril'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Cw__pudMEe4/SBGi-n5eaxI/AAAAAAAACi4/pArYhsM2soA/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-4869279061780996940</id><published>2008-03-07T11:09:00.000Z</published><updated>2008-03-07T11:10:50.131Z</updated><title type='text'>Os miúdos e o desporto</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Há poucas coisas de que goste tanto na escola como de ver os miúdos nas aulas de Educação Física. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Com todas as alterações que houve no ensino nos últimos anos, quer se queira quer não, foi criada uma barreira que apesar de fictícia, existe. Há as disciplinas prioritárias, aquelas que são sujeitas a avaliação externa, como a Matemática e a Língua Portuguesa, as outras teóricas e finalmente as chamadas “expressões” que quase só existem para passar o tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Compreendo a preocupação com as duas disciplinas consideradas como fundamentais para tudo mas nunca aceitarei o menosprezo com que as “expressões” têm tendência a ser tratadas. Acredito sinceramente que a formação plena de qualquer aluno passa por todas as vertentes e se acham que me estou a armar em “homem renascentista” devo dizer-vos que esta minha opinião é resultado do que tenho visto em todas as escolas onde trabalhei nos 11 anos de ensino que tenho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Voltando ao início, é no desporto que sinto os miúdos mais livres. É como se por um passo de mágica, a entrada em campo formatasse toda a realidade em que vivem. Já vi alunos que ninguém dá nada por eles agigantarem-se ao entrar num campo. Já os vi olhar a bola com um olhar de paixão e desejo que não vejo em muitos adultos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Um professor meu de Educação Física ensinou-me há muitos anos atrás que o desporto é a forma mais civilizada que um ser humano tem de provar a outro que é melhor do que ele, daí o esforço hercúleo que acho que todos devemos ter em ensinar que há limites que não se ultrapassam na competição desportiva. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Aqui em Aljezur, que é onde tenho o previlégio de ensinar há alguns anos, vejo continuamente, dia após dia, fenómenos de heroísmo realmente comoventes. Há um miúdo com uma vida de inferno em cima dos ombros que num campo de futebol flutua acima de tudo e voa mais alto que os seus próprios sonhos. Há outro que nunca conheceu o conceito de familia, que ninguém o quer por perto na realização de trabalhos escolares mas, durante um jogo que corre mal, todos chamam por ele porque é em quem mais confiam. Vi uma miúda acelerar os patins para além do expoente do racional sem se preocupar se conseguiria travar antes da próxima curva para ganhar uns centésimos de segundo na luta pela vitória. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Todos eles se transfiguram quando são colocados perante o desafio de serem os melhores ou os primeiros dos últimos. Vivem a jogada com a entrega do destino, vencem as dificuldades com o desespero dos condenados e entregam em cada lance tudo o que são. Fintam as tristezas, passam a felicidade, rematam como se a sua vida dependesse disso e atacam o cesto saltando mais alto do que qualquer barreira que se lhes levante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Muitos não têm um lar em que se revejam, outros querem arrancar de quem os vê o carinho, amor e ternura que nunca conheceram até aquela jogada genial por todos aplaudida, muitos outros estão no campo como gostariam de estar na vida, seguros, decididos e apoiados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Adorava poder ensiná-los a transportar para a vida os princípios que aplicam naturalmente no desporto. Tento, e tento e continuo a tentar mas é através do desporto que sonham no intervalo do pesadelo que são as suas vidas. O campo é o seu horizonte, a bola é a sua amante e a vitória o seu lema. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Podemos medir a sua maturidade pela forma como se dedicam aos estudos, às notas e à preocupação com que planeiam o seu futuro, mas, o seu carácter é no campo que se revela. Na forma como enganam o destino com uma finta, na forma como se jogam a uma bola para que aqueles que neles depositaram confiança não sofram um golo, na concentração que aplicam no arco para que a sua seta atinja um sonho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;A vida pode tê-los condenado a um inferno ainda antes de terem nascido, a familia pode não ter existido, aqueles que tinham a obrigação de os proteger podem ter sido os que lhes fizeram mal, mas, dentro do campo, só eles mandam em si próprios. No campo eles afirmam-se e afirmam o seu grito de raiva contra as adversidades. O campo é o seu universo e eles governam-no como Heróis, como Deuses, como Titãns.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-4869279061780996940?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/4869279061780996940/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=4869279061780996940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4869279061780996940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/4869279061780996940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/03/os-midos-e-o-desporto.html' title='Os miúdos e o desporto'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-3222520398890532250</id><published>2008-03-03T10:05:00.002Z</published><updated>2008-03-03T10:08:01.332Z</updated><title type='text'>No bom caminho</title><content type='html'>Desta vez não podia estar mais de acordo com &lt;a href="http://arrastao.org/pcp/no-bom-caminho/#comment-29124"&gt;Daniel Oliveira&lt;/a&gt;. Liberdade e independência para os sindicatos, para que saibamos de uma vez por todas quem diz que fala em nosso nome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-3222520398890532250?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/3222520398890532250/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=3222520398890532250' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3222520398890532250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/3222520398890532250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/03/no-bom-caminho.html' title='No bom caminho'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32243186.post-78020823662876370</id><published>2008-02-19T11:56:00.002Z</published><updated>2008-02-19T12:08:47.546Z</updated><title type='text'>Kosovo - Anatomia de um disparate</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O parlamento de Pristina decidiu unilateralmente decretar a independência do Kosovo. Estimulados pelo apoio Americano e nada incomodados pela divisão que se verifica na Europa, o Kosovares, na minha opinião, lançaram mais uma boa dose de gasolina no braseiro que são os Balcãs.&lt;br /&gt;Depois dos resultados prometedores das eleições Sérvias que deram o poder aos moderados, o aceitar desta independência unilateral poderá devolver o governo aos nacionalistas por mais uma geração. Além deste facto, acredito que o processo de aproximação entre a Sérvia e a União Europeia terá terminado anteontem e não faltará muito para assistirmos a uma Sérvia a gravitar em torno da Rússia.&lt;br /&gt;Para terminar todo este panorama, não é de subvalorizar o papel que esta independência terá nos movimentos separatistas existentes na Europa, como por exemplo os Bascos.&lt;br /&gt;Dificilmente a União Europeia poderia ter piores noticias neste início de ano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32243186-78020823662876370?l=despistagens.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://despistagens.blogspot.com/feeds/78020823662876370/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32243186&amp;postID=78020823662876370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/78020823662876370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32243186/posts/default/78020823662876370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://despistagens.blogspot.com/2008/02/kosovo-anatomia-de-um-disparate.html' title='Kosovo - Anatomia de um disparate'/><author><name>Nicolae Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06449292669417384655</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
